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CORONAVÍRUS

Ministro da Saúde orienta que população utilize máscaras de tecido; Veja como fazer

Orientação é para que pessoas saudáveis não comprem máscaras para que o item não falta a quem precisa
15/03/2020 19:08 - Glaucea Vaccari , Yarima Mecchi


 

O aumento nos casos de coronavírus tem feito com que a população estoque máscaras e álcool gel em casa, o que, consequentemente, tem deixado farmácias sem o estoque dos produtos em Campo Grande e no Brasil. Diante do cenário, ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta orientou que as pessoas confeccionem suas próprias máscaras, para evitar que a corrida pelo produto hospitalar falte para quem mais precisa.

“Essa questão de máscaras, se temos poucas, vamos deixar para os enfermeiros, médicos. Se for para sair e ir até a unidade de saúde para confirmar, usa uma máscara de pano, confecciona a sua máscara. Eu digo assim, poupe o material de saúde para os enfermeiros e médicos. Eles são as pessoas mais importantes da cidade hoje, o pessoal da Saúde”, disse ao Correio do Estado.

Conforme o Procon municipal, consumidores estão comprando os produtos em grande quantidade para estocá-los. Pesquisa feita pelo Correio do Estado na última semana apontou que os itens que previnem doenças infecciosas e aumentam imunidade, como a máscara, álcool em gel e vitaminas, tem alta procura e as prateleiras já estão vazias em diversos locais.

Apesar da grande procura, a máscara é indicada para quem tem o coronavírus e pode transmitir a doença e pessoas que apresentam sintomas respiratórios, como tosse, espirros ou dificuldade para respirar, para proteger as pessoas ao redor que não estão contaminadas; pessoas, incluindo familiares, que prestam atendimento ou mantém contato com pessoas com suspeita ou confirmação do vírus e profissionais de saúde

Segundo o Ministério da Saúde, o item sozinho não protege contra o vírus e só é efetivo se for associado à lavagem frequente das mãos com água e sabão ou higienização com álcool em gel, que são as principais recomendações para evitar o contágio, assim como evitar aglomeração de pessoas e seguir a etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço.

Para pessoas saudáveis, estudos não demonstraram um benefício claro do uso de máscaras e por este motivo há a orientação para que não se compre o produto em grandes quantidades, já que este ato pode fazer com que falte o item para as pessoas que realmente precisam.

No entanto, caso a pessoa queira utilizar a máscara como uma forma a mais de proteção, sempre aliada as demais recomendações do Ministério da Saúde, a máscara de pano é uma solução. Este tipo de máscara é bastante utilizado por pacientes em tratamento de câncer que se submetem a quimioterapia, que baixa a imunidade, e pode ser feita em casa. 

COMO FAZER MÁSCARA DE TECIDO

O recomendado é que se use tecido de tricoline, que é 100% e resistente, mas ao mesmo tempo é leve e permite que a pessoa respire sem sufocar. O tecido deve ser cortado de acordo com o modelo de máscara de proteção desejada. Lembre-se que ela deve cobrir boca e nariz. 

Outra recomendação é que a máscara seja dupla, ou seja, utilize duas camadas de tecido para aumentar a proteção. 

Faça o molde em um cartão ou qualquer superfície mais dura e utilize para riscar o tecido. Corte o tecido no formato, sempre deixando uma margem maior para fixar o elástico. 

Faça vincos no tecido, conforme modelo abaixo. Prenda o elástico nas laterias e costure. Não se esqueça de medir o cumprimento do elástico de forma que ele não aperte seu rosto, mas também não fique frouxo. 

Antes de utilizar, lave a máscara com sabão neutro. Recomendação é que o item seja utilizado por até duas horas e trocado após esse período. 

 
 
Ouça o áudio do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre máscaras - Correio do Estado
 

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.