Cidades

Estelionato

Minerworld é alvo de ações para devolver caminhonetes a investidores da Capital

Vítimas denunciam empresa e sócios por estelionato e pedem indenização

RENAN NUCCI

04/06/2018 - 10h57
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Investigada por compor pirâmide financeira sob o pretexto da mineração de bitcoins (criptomoedas), a Minerworld é alvo de duas ações judiciais avaliadas em R$ 230 mil para devolução de caminhonetes a comerciantes de Campo Grande. As vítimas denunciaram a empresa e supostos sócios dela por estelionato, após terem sido convencidas a entregar os veículos com a garantia de 100% de lucro no período de um ano. 

Em um dos casos, comerciante de 46 anos acionou judicialmente a Minerworld, Bit Pago, Bit ofertas, Ivaldo Grisoste Barbosa Junior e Luciano Evaldo Barbosa Silva. Segundo boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, ele foi procurado por Ivaldo e Luciano, que ofereciam investimentos em bitcoins com a promessa de lucro alto em pouco tempo. 

Como a vítima não tinha os valores em mãos,  entregou a caminhonete Nissan Frontiear Avaliada em R$ 70 mil. Foram abertas três contas na plataforma da empresa, mas em nenhuma delas era possível fazer movimentações. Ele disse que passou a procurar Ivaldo e Luciano, mas estes diziam que tudo estava sendo resolvido e que a empresa tinha sustentabilidade. Porém, ao descobrir que o grupo era alvo de investigações do Grupo de Atuação Especial de Combater ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco) e da Polícia Federal, tentou reaver o veículo, mas sem sucesso.

Por este motivo, o comerciante moveu ação e a justiça concedeu a tutela provisória de urgência, para que pudesse reaver o veículo que estava apreendido na 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande. Além do valor da caminhonete, solicita mais R$ 50 mil de indenização por danos morais, e mais 20% para custas processuais e pagamento de honorários advocatícios, perfazendo R$ 120 mil.

OUTRO CASO

Outro comerciante, de 43 anos, foi convencido por Luciano sob o mesmo pretexto e, ao descobrir a fraude, denunciou o caso na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da Vila Piratininga e também moveu ação judicial avaliada em R$ 110 mil, sendo R$ 60 mil da caminhonete Amarok deixada com os autores, bem como R$ 50 mil em danos morais e mais 20% para custos gerais. O veículo está recolhido no pátio da Depac.

INVESTIGAÇÕES

As mineradoras Minerworld e Bitpago Soluções de Pagamento, ambas com sede em Campo Grande, e BitOfertas Informática, localizada na Capital e também na cidade de São Paulo, foram Alvos da Operação Lucro Fácil, deflagrada no dia 17 de abril pelo Gaeco pela prática de pirâmide financeira por meio da suposta mineração de bitcoins.

Somente da Bit Ofertas, foram bloqueados  R$ 1.369.330,71. Também houve bloqueio de mais R$ 70 mil em mais cinco contas. Cícero, um dos chefes do esquema milionário, declarou como único bem, de forma suspeita, uma moto Honda CG 125 Fan KS preta, 2011, avaliada em R$ 4,1 mil. Ao todo, os valores das ações movidas contra a empresa giram em torno de R$ 1 milhão.


carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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