Cidades

RODOVIA MS

Mesmo sem obras, CCR fatura R$ 71,7 milhões a mais

Relatório revela aumento de 11,4% na arrecadação

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Apesar da falta de investimentos na duplicação da BR-163 em Mato Grosso do Sul em 2017, a concessionária CCR MSVia aumentou em 11,4% sua receita com pedágio, se comparados os primeiros três meses dos anos de 2017 e 2018. Naquele ano, a arrecadação foi de R$ 64,4 milhões, já neste, subiu para R$ 71,7 milhões. 

Os números fazem parte do relatório trimestral para investidores da CCR, empresa que engloba a CCR MSVia e outras concessionárias de rodovias pelo Brasil.

O mesmo material revela aumento de 6,8% no valor da tarifa média cobrada em Mato  Grosso do Sul, onde o último reajuste ocorreu em outubro do ano passado. Enquanto nos três primeiros meses de 2017 o valor era de R$ 6,14, entre janeiro e março deste ano, tal cifra subiu para R$ 6,56. 

Atualmente, um carro pequeno que cruzar Mato Grosso do Sul de norte a sul pela BR-163, vai desembolsar R$ 59,20, sendo as tarifas mais caras (R$ 7,80) em Campo Grande e Rio Verde de Mato Grosso (mesmo valor) e as mais baratas em Mundo Novo (R$ 5,00) e em Pedro Gomes (R$ 5,80).

O fluxo de veículos que passam pela rodovia também teve acréscimo entre 2017 e 2018, mas mais modesto, sendo de apenas 4,3%, saindo de 10,4 milhões para 10,9 milhões nos dois trimestres, respectivamente.

INVESTIMENTOS

Pelos dados do relatório, a CCR MSVia foi das concessionárias do grupo, uma das que puxou para baixo o custo de construção, cuja queda geral foi de 44,8%. E os números revelam, de fato, o aumento tímido em investimentos e manutenção da BR-163 pela MSVia, que apresentou este ano apenas R$ 54 milhões investidos, sendo R$ 53,1 milhões em obras e melhorias e R$ 900 mil em equipamentos e outros.

Conforme o levantamento, ainda com investimento baixo, a MSVia foi uma das que mais investiu no primeiro trimestre de 2018, junto com Metrô Bahia, RodoNorte, ViaQuatro e NovaDutra. O documento ressalta que “Os investimentos (...) da MSVia concentraram-se em duplicações e obras de restauração em diversos trechos”.

Nesse mesmo setor e no mesmo período, em 2017, o total investido chegou a R$ 110,2 milhões, ou seja, maior em 104%. 

No entanto, para todo este  ano, o relatório indica previsão de investimentos R$ 145,5 milhões. Para os 12 meses do ano passado estavam previstos R$ 748,6 milhões, mas fechou 2017 investindo apenas R$ 267,5 milhões.

PUNIÇÃO

Com contrato original, de 2013, vigente, a CCR MSVia mantém com o governo federal - reponsável pela rodovia - a responsabilidade de cumprí-lo integralmente e atingir as metas estabelecidas dentro do prazo. 
Isso porque a concessionária não apresentou reprogramação de serviços enquanto esteve valendo a medida provisória 800/2017, cuja adesão prolongaria em 14 anos a possibilidade de investimentos. 

Uma das metas, era de aumentar em 184 quilômetros a duplicação de BR-163 até maio deste ano, o que não se cumpriu.

Em março de 2018, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) informou que pretende punir a MSVia por paralisar as obras da 163. A punição seria na redução do valor do pedágio, o que até agora não foi feito. 

INÍCIO DA ESTAÇÃO SECA

Bombeiros de MS empenham 20 militares, 2 aviões e drones para evitar incêndios

Em treinamento, bombeiros usam queima controlada no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari para reduzir a biomassa acumulada

19/06/2026 18h00

Aeronave AirTractor do Governo de MS

Aeronave AirTractor do Governo de MS Foto: Cabo Lima/CBM-MS

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Às vésperas do inverno, estação mais seca do ano, bombeiros de Mato Grosso do Sul se preparam para a temporada de incêndios florestais. 

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita - uso planejado e controlado do fogo em vegetação -, nesta semana, no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

Aeronave AirTractor do Governo de MSAeronave AirTractor do Governo de MS. Foto: Cabo Lima/CBM-MS

A ação empenhou 20 militares, 2 aeronaves AirTractor, drone com sensor de calor, abafador, soprador e estação meteorológica portátil. Os equipamentos auxiliam na identificação de focos de incêndio e realização de treinamentos específicos para as equipes.

A atividade contou com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Prefeitura Municipal de Costa Rica, Brigada de Incêndio de Alcinópolis e representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

“A queima foi realizada em área de difícil acesso, a qual servirá como um ponto de controle para possíveis incêndios. Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a humidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o momento ideal para esse tipo de ação”, destacou o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo.

Os incêndios aumentam nesta estação devido à combinação de clima seco, baixa umidade do ar, ventos fortes

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado da maneira e época errada.

Operação Suffragium

Adriane Lopes diz que investigação sobre compra de votos não envolve a gestão atual

A prefeita ainda afirmou que recebeu a notícia da Operação da PF com "surpresa" e "tranquilidade"

19/06/2026 17h30

Operação cumpriu mandados de busca em endereços ligados à Adriane Lopes

Operação cumpriu mandados de busca em endereços ligados à Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A prefeita Adriane Lopes (PP), ligada à Operação Suffragium da Polícia Federal que investiga um esquema de compra de votos durante as eleições de 2024, afirmou que as diligências não envolvem nenhum órgão da Administração Municipal nem tem relação com "atos da atual gestão". 

Afirmou, ainda, que a recebeu a notícia da Operação com "surpresa" e "tranquilidade".

Adriane Lopes teve o nome ligado à investigação durante ação da PF na manhã desta sexta-feira (19), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à prefeita de Campo Grande. 

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em endereços residenciais e comerciais localizados em Campo Grande e Taquarussu. 

A PF identificou movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix, além de utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.

As condutas configuram os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, prática conhecida como "caixa dois". As investigações permanecem em andamento e tramitam sob sigilo.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que "o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília". 

Leia a nota na íntegra:

A prefeita Adriane Lopes recebeu com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, uma vez que o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.

Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal nem guardam relação com atos da atual gestão.

A prefeita reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas.

A Administração Municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

A Polícia Federal afirmou que não vai dar detalhes nesta fase da operação e que irá se pronunciar apenas quando a investigação estiver concluída. 

Investigação

A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) e a vice-prefeita Camilla Nascimento (Avante) já haviam sido alvo de investigação envolvendo compra de votos nas eleições para mandado de prefeito da Capital em 2024. 

Em maio de 2025, por cinco votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) decidiu pela manutenção dos mandatos, negando provimento da ação proposta pelo PDT e pelo DC por compra de votos nas eleições municipais.

De acordo com o presidente do TRE-MS, o desembargador Carlos Eduardo Contar, as provas apresentadas contra Adriane e Camilla eram "frágeis" e qualquer penalidade aplicada deveria ser com base em "provas substanciais". 

Os fatos têm de ser provados de forma idônea e incontestes. Por isso, a solução dada pelo relator é a mais acertada", disse, finalizando o julgamento.
 

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