CÓRREGO ANHANDUÍ

Marcos Trad teme paralisação de obras em execução

Motivo é atraso em repasses federais
23/05/2019 19:19 - TAINÁ JARA


 

O prefeito Marcos Trad teme pela paralisação das obras executadas com recursos da União, em Campo Grande. Com boa capacidade de endividamento e autorização para realização de empréstimo de R$ 30 milhões para finalização de obras paradas, o município esbarra nas dificuldades financeiras do governo Federal.

Em agenda pública, na tarde desta quinta-feira, o prefeito afirmou que não se está conseguindo absolutamente nada em Brasília, onde esteve nesta semana. “Minha preocupação não é mais iniciar uma obra, mas manter o que está em execução”.

Ele utilizou como exemplo as obras de revitalização das margens do Rio Anhanduí, na Avenida Ernesto Geisel. “Ali, há mais de 11 meses, o trabalho estava fluindo de maneira célere e rápida. Agora está três meses sem o governo Bolsonaro pagar a empresa”.

Iniciada há mais de um ano, a revitalização abrange trecho de quase dois quilômetros da avenida, atravessando os bairros Coophama, Taquarussu, Jacy e Marcos Roberto. Paredões de gabião com até 9 metros de altura foram levantados  para proteger as margens da erosão e evitar o transbordamento do rio. A previsão inicial era executar 53% do projeto até o final de 2019.

A prefeitura previa um custo R$ 56.118.414,08 com a revitalização - que ficou em aproximadamente R$ 48,9 milhões -, sendo R$ 10 milhões de contrapartida do cofre municipal. A Gimma fica responsável pelo primeiro lote da obra, entre as ruas Santa Edélia e Abolição. A empresa ganhou por ter o menor preço na concorrência, sendo R$ 13.122.999,21 para esta etapa.

A segunda e a terceira etapa da revitalização ficaram sob responsabilidade da Dreno. Ela deve fazer a obra entre as ruas Abolição e Bom Sucesso, do segundo lote, e no terceiro lote, a área entre as ruas Bom Sucesso e Aquário. A empresa também ganhou pelo menor preço, sendo R$ 21.975.000,00 no segundo lote e 13.400.000,00 para o terceiro lote.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".