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Campo Grande - MS, quarta, 14 de novembro de 2018

Propina e corrupção

Márcio Monteiro e Zé Teixeira são presos; PF fez buscas na casa de Azambuja e na Governadoria

Pecuarista suspeito de emitir notas frias, e com licença para devastar Pantanal, também está na mira dos federais

12 SET 2018Por Eduardo Miranda08h:20

Operação da Polícia Federal que combate esquema de pagamento de propina e corrupção envolvendo a cúpula do governo e a JBS, têm, entre seus alvos, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, ex-deputado federal e ex-secretário de fazenda, Márcio Monteiro, além do agropecuarista de Maracaju, Élvio Rodrigues. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não está entre os presos, mas foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência e na governadoria, no Parque dos Poderes. 

Azambuja deve prestar depoimento aos agentes federais ainda hoje. Ele não estava em casa no momento em que os agentes cumpriram mandado. O governador, e candidato à reeleição, estava no interior do Estado. Ele deve ser intimado agora de manhã no Aeroporto Santa Maria. Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal deslocou-se ao local, para acompanhar a chegada do mandatário e investigado. 

Investigação

As investigações tiveram início neste ano, e tiveram como ponto de partida delação de empresários do grupo JBS. A ação envolve 220 policiais federais que cumprem 220 mandados de busca e apreensão, 14 de mandados de prisão temporária em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes da Laguna e na cidade de Trairão (PA). Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

O inquérito da PF apontou que até 30% dos créditos tributários (incentivos fiscais ao grupo JBS) eram revertidos em proveito do grupo, que os policiais federais chamam de “organização criminosa”. O prejuízo com a isenção de impostos chega a R$ 200 milhões, aponta a Polícia Federal. A Operação da Polícia Federal foi denominada “Vostok”, o mesmo de uma estação de pesquisa da Rússia na Antártida e, segundo a PF, tão fria quanto as notas utilizadas para lavar a propina da JBS. 

Dinheiro em espécie e doação eleitoral

As propinas foram pagas por meio de doação eleitoral para a campanha de 2015, e também em espécie, nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), em 2015. 

Elvio Rodrigues, um dos presos na operação, conforme apuração, emitia “notas frias” para “esquentar” a propina repassada pela JBS ao grupo. Élvio é o mesmo produtor rural que, neste ano, teve autorizada pela Justiça a devastação de mais de 20 mil hectares de mata nativa do Pantanal, na Fazenda Santa Mônica. Na ocasião, o governo valeu-se da Procuradoria Geral do Estado para atuar em processo raro, em favor de Rodrigues. 

Deputado e conselheiro

Márcio Monteiro, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, ex-deputado federal pelo PSDB, e secretário de Fazenda durante quase toda gestão Azambuja, é um dos alvos de mandado de prisão, por envolvimento no esquema de propina. O deputado estadual Zé Teixeira, é outro alvo. Ambos já estão presos. 

Operação paralela

No bojo da ação de hoje, foram cumpridos, ainda, três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual do Mato Grosso do Sul, no interesse da Promotoria do Patrimônio, cujo objeto vincula-se aos fatos investigados pela Polícia Federal.

(*) Matéria atualizada para acréscimo de informações.

 
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
  • (Bruno Henrique/Correio do Estado)
  • (Bruno Henrique/Correio do Estado)
  • (Bruno Henrique/Correio do Estado)
  • (Bruno Henrique/Correio do Estado)
  • (Bruno Henrique/Correio do Estado)
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