Cidades

PROJETO

Legalização de imóveis rurais
poderá ser desburocratizada

Cartórios são contrários em algumas questões

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Proposta que visa dar mais agilidade e reduzir custos e demandas no momento de desburocratizar a judicialização e de procedimentos para a legalização de imóveis rurais poderá ser votado, ainda neste mês, pelos deputados da Assembleia Legislativa. A lei de desburocratização da regularização de imóveis rurais é resultado da união entre a Frente Parlamentar do Legislativo, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg) e Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campo Grande (Asmea). Debates já foram feitos, Anoreg não entrou em consenso em algumas questões que diminuem a arrecadação de valores dos cartórios.

A proposta será apreciada pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça e pretende agilizar a regularização fundiária como é o caso de procedimentos encaminhados para revisão de escrituras e anexos de documentos como os que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) determina. “Um dos casos, por exemplo, é se o proprietário tiver um rio nas imediações da propriedade rural, o cartório pede para que o vizinho do proprietário apresente declaração, registrada e com firma reconhecida, de que o rio não pertence a ele”, disse o deputado Renato Câmara (MDB), um dos integrantes da Frente Parlamentar.

Outro exemplo de burocratização que o parlamentar lembrou e que está exposto no projeto é de que se o proprietário tem o Alto de Responsabilidade Técnico (ART) com a avaliação correta, ao imprimir e apresentar o documento que é acessado pela internet, o cartório pede que as informações sejam reconhecidas em firma para ser apresentado ao cartório. “Isso gera um custo a mais, não tem necessidade, até porque a ART já é um documento de georreferenciamento”, defendeu o parlamentar.

A ART é responsável pela avaliação e demarcação da terra da propriedade e é um documento expedido por engenheiros que apresentam as divisas e os marcos da propriedade.

Outra reivindicação da Frente Parlamentar é quando a propriedade georreferenciada já teve adesão dos vizinhos e quando a área rural entra em inventário para ser dividida entre irmãos, os cartórios pedem nova assinatura com nova informação de adesão e reconhecimento. “E tudo de novo, os proprietários tem que ir atrás e isso não traz agilidade. Ter que ir atrás de todo mundo falando se já houve anuência de adesão dos vizinhos”, Câmara disse que não deveria pedir reconhecimento na segunda divisão.

O deputado disse que a Anoreg não entrou em consenso em alguns pontos da matéria devido a diminuição de valores que os cartórios vão deixar de arrecadar devido a essa desburocratização, mas o texto será avaliado pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça e eles vão definir.

Vários debates já ocorreram entre os engenheiros, a Frente Parlamentar e a Anoreg. “Pode ser que todos os pontos não sejam acatados pela corregedoria”, explicou Câmara. Posteriormente, o texto será encaminhado para ser apreciado pelos deputados para que as normativas cartorárias venham valer futuramente.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem é preso após xingar a própria mãe e a ameaçar com faca

Filho teria furtado o celular da mãe para vender em outra ocasião, e ainda ameaçou colocar fogo na casa

17/04/2026 11h30

Divulgação

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Um homem de 24 anos foi preso ao final da tarde da última quinta-feira (16), por ameaçar matar a própria mãe e alegar que atearia fogo na casa. O caso aconteceu em Aquidauana a aproximadamente 140 quilômetros de Campo Grande.

Conforme as informações, durante a noite de ontem R.G.F foi preso em flagrante pela Delegacia de Atendimento à Mulher do município (DEAM).

Na ocasião, o agressor chegou a residência bêbado e com comportamento agressivo. Então iniciou uma discussão com a mulher e proferiu diversas ofensas, inclusive, a chamando de "demônio". Ao elevar o nível da discussão, o homem pegou uma faca e a ameaçou fisicamente, afirmando que a furaria e colocaria fogo na casa em que moravam.

De acordo com o relato da vítima, o agressor já havia furtado o celular dela para vender, e fazia uso de drogas e bebidas alcoólicas com frequência, o que mantinha seu comportamento agressivo constante.

O suspeito foi localizado ainda na casa e foi preso em flagrante, sendo encaminhado à unidade da DEAM de Aquidauana para depor.

A mulher ainda possui outros dois filhos, um é portador de transtorno do espectro autista (TEA) e o outro possui transtorno neurológico de epilepsia e esquizofrenia. Devido à isso e à gravidade das ameaças realizadas pelo outro filho, ela disse temer a vida dela e dos dois filhos.

Foi solicitado então medida protetiva de urgência, para tentar garantir a integridade física e psicológica da vítima e dos irmãos do agressor.

O investigado foi preso suspeito de praticar crimes de ameaça e injúria no contexto de violência doméstica contra a própria mãe e permanece à disposição da Justiça.

Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 é um serviço de utilidade pública para o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O Ligue 180 presta os seguintes atendimentos:

  • orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.;
  • informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento;
  • registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes;
  • registro de reclamações e elogios sobre os atendimentos prestados pelos serviços da rede de atendimento.

É possível fazer a ligação de qualquer lugar do Brasil ou acionar o canal via chat no Whatsapp (61) 9610-0180. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar, por meio do 190.

27ªFIC

Escola abre as portas de 'aldeia urbana' para a comunidade

Alunos da escola "Tumune Kalivono" apresentam danças típicas, como o "Kîpa'e" (bate-pau) e a Siputrña na 27.ª edição da Feira Indígena Cultural

17/04/2026 11h15

27ª edição da FIC traz o tema:

27ª edição da FIC traz o tema: "as vivências e os desafios da EM Sulivan para o cultivo da língua Terena na comunidade urbana" Reprodução/Internet

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Tradição de quase três décadas em respeito e homenagem ao "abril indígena", mês em que é celebrado do Dia dos Povos Originários, a Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira "abre as portas" da Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande, para a comunidade nesta sexta-feira (17) através da 27ª edição da Feira Cultural.

Com a chamada “Feira Indígena Cultural” (FIC) chegando na vigésima sétima edição, a escola que é batizada de “Criança do Futuro” (em tradução do termo “Tumune Kalivono” na língua Terena) busca valorizar a cultura e identidade desses povos originários presentes no Mato Grosso do Sul. 

Cabe destacar que essa instituição na Capital não necessariamente carrega a classificação de “escola indígena”, porém, por estar inserida em território de forte presença Terena, traz práticas pedagógicas que se voltam à valorização da cultura e da identidade desses povos, promovendo assim um diálogo que caminha entre a educação escolar e os saberes tradicionais da comunidade. 

Em outras palavras, a escola emprega na matriz curricular componentes voltados para essa valorização, como o ensino da língua Terena e arte e cultura indígena. Conforme o corpo docente, tudo isso contribui para a valorização dos conhecimentos tradicionais no ambiente escolar.

Em sua 27ª edição, a FIC da Escola Sulivan Silvestre Oliveira - Tumune Kalivono traz o tema: “as vivências e os desafios da EM Sulivan para o cultivo da língua Terena na comunidade urbana". Nesse sentido, a língua materna no contexto urbano representa um diálogo intercultural no espaço já comum à aprendizagem. 

27.ª FIC

Na programação desta sexta-feira (17) são apresentados os trabalhos pedagógicos desenvolvidos pelos próprios alunos, com exposições culturais, apresentações artísticas e atividades que evidenciam a importância da língua Terena no cotidiano escolar e na formação das novas gerações.

“A 27ª FIC_2026 - Feira Indígena Cultural reafirma o compromisso da escola com a valorização da cultura, com o fortalecimento da língua Terena e com a construção de uma educação que respeita e dialoga com as identidades culturais presentes na comunidade”, complementa a unidade.

A celebração acontece dois dias antes do chamado "Dia dos Povos Indígenas" (19 de abril), termo esse que inclusive precisou passar por revisão justamente para valorizar a diversidade de cada uma das etnias desses povos originários.

O dia 19 em si, anteriormente chamado "Dia do Índio" e alterada em julho de 2022 para evitar a generalização, foi criado através de um decreto que data de 1943, época em que Getúlio Vargas presidiu o Brasil. 

Mais do que festa e valorização da cultura, o Dia dos Povos Indígenas reconhece a luta por direitos que passa inclusive pela necessidade de demarcação de territórios.  

Na data de hoje os alunos da escola "Tumune Kalivono" apresentam danças típicas, como o "Kîpa'e" (bate-pau) pelos meninos e a Siputrña pelas meninas. O evento segue aberto para a comunidade até às 17h. 

 

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