PRESO PREVENTIVAMENTE

Justiça nega liberdade a acusado de contratar adolescente para matar ex-mulher

Crime aconteceu no ano passado, em frente a residência de Paranaíba
27/06/2017 09:36 - MARESSA MENDONÇA


 

O pedido de habeas corpus de homem acusado de ter contratado adolescente para executar a ex-mulher, Fernanda de Andrade Oliveira, foi negado por desembargadores da 1ª Câmara Criminal de Mato Grosso do Sul. Osmar de Campos, 53 anos, está preso preventivamente desde dezembro do ano.

A defesa alegou que, “não há motivos suficientes para manutenção da prisão”. Isto porque Campos tem residência fixa, profissão e não tem intenção de deixar de prestar contas à Justiça.

Além disso, segundo os advogados, ele tem quatro filhos dependentes. Uma das crianças está sob a guarda dele.

Em sua decisão, o relator do processo, desembargador Geraldo de Almeida Santiago, respondeu que a prisão preventiva de Campos está devidamente embasada.

Isto porque Campos contratou adolescente para cometer o crime; não há comprovação de que ele realmente tenha ocupação ou endereço fixo e ele já deu indícios de que pode fugir da Justiça. Prova disto é que ele só foi encontrado, meses depois do crime, na cidade de Pitangui (MG).

Em relação aos filhos, especialmente a que está sob os cuidados do acusado, o desembargador pontuou que, o fato dele ter a guarda da criança não comprova que ela dependa exclusivamente dele. Quando ele fugiu, por exemplo, a menina não ficou sozinha.

O CASO

No dia 17 de dezembro de 2016, Fernanda de Andrade Oliveira estava em frente de casa na Rua Dona Bitinha, no Bairro Santo Antônio, em Paranaíba, quando adolescente chegou atirando. Ela foi atingida por dois tiros e morreu no hospital.

Testemunhas disseram que o suspeito estava de capacete e que, na fuga, teria entrado no carro que pertence ao ex-marido da jovem.

Familiares disseram que Fernanda morou pouco tempo com o suspeito e havia decidido pela separação recentemente. Ele não aceitava o fim da relação.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".