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AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Justiça converte prisão de policial que matou em cinema em preventiva

Ele será transferido para o Presídio Militar de Campo Grande

10 JUL 19 - 16h:14GLAUCEA VACCARI

Cabo da Polícia Militar Ambiental, Dijavan Batista dos Santos, 37 anos, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (10), por matar a tiro o bioquímico Júlio César Cerveira Filho, 43 anos, dentro de uma sala de cinema, no shopping Avenida Center, em Dourados.

Audiência de custódia foi realizada na tarde de hoje, mas juiz da 3ª Vara Criminal, Eguiliell Ricardo da Silva, já havia determinado a prisão preventiva, “para garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal”.

Defesa queria manter o cabo preso na Polícia Militar, mas o juiz indeferiu o pedido e ele será transferido para o Presídio Militar de Campo Grande.

O CASO

Crime aconteceu na última segunda-feira, em uma sala de cinema durante exibição do filme "Homem Aranha - Longe de Casa". 

Consta no registro policial que o cabo estava no cinema com dois filhos, de 10 e 14 anos, e o filho menor estava sentado ao lado de Júlio César, que estava acompanhado da esposa e filha. O cinema estava lotado de pessoas, a maioria crianças, para assistir o filme “Homem Aranha – Longe de Casa”.

Briga teria começado quando o bioquímico, ao abrir e fechar braços e pernas, teria atingido o menino de 10 anos. Por conta da situação, policial trocou de lugar com o filho e teria pedido para que o bioquímico parasse com a atitude. 

Vítima teria xingado o cabo e, após algumas pessoas que estavam na sala se manifestarem, se levantou para ir embora e, ao passar pela criança de 10 anos, teria dado um tapa contra seu rosto. Policial também se levantou e passou por Júlio César, dizendo que chamaria a polícia. Na escadaria da sala, ele teria sido agarrado pelo bioquímico, que o puxou pela camisa.

Só então o cabo se identificou como policial e sacou a arma, uma pistola calibre .40, que portava na cintura. Ele afirma que a vítima investiu novamente contra ele, tentando desarmá-lo, momento em que ele caiu e efetuou o disparo. Policial acionou o Corpo de Bombeiros, mas Júlio César não resistiu ao ferimento e morreu no local. Em depoimento, policial afirmou que o tiro foi acidental. 

Advogado da família do bioquímico, Pedro Teixeira Silva, informou que, devido ao momento de luto, mulher e filha da vítima não irão se manifestar por enquanto e afirmou também que a versão, até então, é apenas da parte do suspeito.

O policial foi preso por uma equipe da Polícia Militar e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde está detido até ser tranferido. 

Testemunhas ainda serão ouvidas nos próximos dias, assim como a mulher e esposa da vítima, que presenciaram o crime. Investigação está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Civil.

* Colaborou Luana Rodrigues

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