Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, quarta, 12 de dezembro de 2018

OPERAÇÃO OIKETIKUS

Justiça condena sete policiais militares envolvidos com cigarreiros

Julgamentos continuarão em mais dois dias na próxima semana

7 DEZ 2018Por RAFAEL RIBEIRO10h:40

A Justiça Militar de Mato Grosso do Sul condenou, no fim da tarde de quinta-feira (6), sete policiais militares presos durante a Operação Oiketikus por envolvimento com contrabandistas, principalmente cigarros, em maio. As sentenças foram dadas pelo juiz Alexandre Antunes da Silva.

Lisberto Sebastião de Lima, Elvio Barbosa Romeiro, Vandison de Pinho, Ivan Edemilson Cabanhe e Erik dos Santos Osuna foram condenados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Tiveram pena de 11 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado.

Enquanto isso, Angelúcio Recalde Paniagua e Jhondnei Aguilera acabaram condenados pelos mesmos crimes, com o agravante, e penas mais pesadas, de que foram apontados como os líderes do esquema, mas pegaram a mesma pena, de 11 anos e quatro meses de reclusão cada, na mesma condição.

Apenas um dos PMs levados ao tribunal, Nazário da Silva, foi absolvido das acusações, sob a alegação da falta de provas contundentes.

Todos participavam do esquema desencandeado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, de facilitação na passagem de carregamentos da conhecida Máfia dos Cigarreiros.

Todos os condenados desta quinta-feira são os chamados 'praças', ou seja, soldados, cabos e sargentos. Os oficiais, Admilson Cristaldo, Luciano Espíndola e Oscar Leite Ribeiro, irão a julgamento na segunda (10).

Os julgamentos seguem no dia 13, com os também praças Aparecido Cristiano Fialho, Claudomiro de Goe, Cleyton Azevedo, Marcelo de Souza Lopes e Nilson Espíndola.

 
Ao todo até a conclusão das investigações, 29 policiais militares foram presos na Operação Oiketikus, que investigou desde 2015 os passos da quadrilha formada pelos agentes de segurança pública nas rotas de passagem de contrabando da fronteira que cruzavam todo o Estado.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também