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INVESTIGAÇÃO

Justiça aceita denúncias e guarda municipal é réu por encontro de arsenal

Responderá por crimes do Estatuto do Desarmamento

11 JUN 19 - 12h:17RAFAEL RIBEIRO

A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou nesta terça-feira (11) denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado contra o guarda municipal Marcelo Rios, de 42 anos, por posse de arsenal irregular de armas, receptação e adulteração de veículo roubado.

Segundo o Correio do Estado revelou, o armamento, avaliado em R$ 1 milhão, pode ter sido usado para formação de uma milícia da corporação. Rios, com a decisão do juiz Olivar Augusto Roberti Coneglian, em substituição legal na 1ª Vara Criminal de Campo Grande, passa a ser réu. O prazo é de dez dias para a apresentação da defesa.

O guarda municipal foi preso no dia 19 de maio, quando policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, apreenderam dezenas de armas de grosso calibre em seu poder, no Bairro Monte Líbano, em Campo Grande. No local, a polícia encontrou dois fuzis AK-47, quatro fuzis calibre 556, duas espingardas calibres 12 e 22, 17 pistolas e um revólver calibre 357. 

Além das armas de fogo, foram apreendidos supressores de ruídos (silenciadores), diversos carregadores e munições. Um veículo com restrição criminal por roubo/furto também foi apreendido no local.

A prisão em flagrante de Rios acabou convertida em prisão preventiva, durante audiência de custódia realizada no dia 20, no Fórum da Capital. 

OUTRAS PRISÕES

Na quarta-feira seguinte, com o desdobramento das investigações, policiais fizeram a prisão de mais dois integrantes da Guarda Municipal, suspeitos de envolvimento no caso. Conforme apurado, os servidores, que ainda não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de planejarem o sequestro e cárcere privado da mulher do colega preso com o arsenal. Eles foram autuados por obstrução de Justiça.

A suspeita da polícia, ainda de acordo com o que foi levantado, é de existência de uma organização criminosa por trás do esquema das armas e que, com o sequestro, o grupo tinha o objetivo de impedir possível delação por parte de Rios. Para coagi-lo, os criminosos teriam planejado e encomendado a ação contra a esposa dele.

Também existe a suspeita de que mais guardas municipais estejam envolvidos com a quadrilha. A Polícia Civil não deu detalhes sobre a investigação nem confirma os fatos apurados. A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social de Campo Grande  ainda não se manifestou sobre a segunda prisão.

PISTOLAGEM

Crimes de pistolagem ocorridos na Capital, desde o ano passado, estão sob investigação por uma força-tarefa da Polícia Civil. Por conta disso e com a apreensão das armas, Fábio Peró disse que o arsenal bate com o calibre usado nos crimes, mas é preciso que as armas sejam periciadas para ver se há, de fato, alguma ligação com os homicídios. Porém, o delegado disse acreditar que essas armas encontradas no Monte Líbano seriam usadas para a prática de crimes no Estado.

CONDENADO PELA MORTE DE DELEGADO

Em agosto do ano passado, o guarda municipal José Moreira Freires foi condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato do delegado de Polícia Civil aposentado Paulo Magalhães. Ele  aguarda em liberdade a tramitação de recurso contra a sentença.  

O crime ocorreu no dia 25 de junho de 2013, na Rua Alagoas. Magalhães fazia constantes denúncias de corrupção contra políticos e outras autoridades. Pela acusação, Moreira, na garupa de uma moto conduzida por Rafael Leonardo dos Santos, atirou várias vezes com uma pistola 9 mm contra o delegado. Rafael foi encontrado morto alguns meses depois, no Lixão da Capital, em suposta queima de arquivo.

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