Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

LAMA ASFÁLTICA

João Amorim tem escritório <br>em secretaria da prefeitura

Ex-funcionária de dono da Proteco é quem cuida dos contratos de infraestrutura
27/07/2015 00:00 - DA REDAÇÃO


 

Além da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul), onde o empreiteiro João Amorim mantinha funcionários e subornava servidores, conforme apontou a Polícia Federal na investigação Lama Asfáltica, a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seinthra) de Campo Grande também conta com representante do empresário, segundo indicaram as interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça. 

Trata-se da engenheira Renilda Ota Miyasato, ex-funcionária da Proteco, nomeada em dezembro do ano passado para ocupar um cargo estratégico em uma das principais secretarias da administração Gilmar Olarte, a diretoria de contratos. É esta diretoria, por exemplo, que analisa todos os vínculos entre as empreiteiras e a prefeitura para ações de manutenção como a Operação Tapa-Buracos (que consome em torno de R$ 150 milhões por ano) e outras obras públicas. 

Em 16 de dezembro do ano passado, já nos primeiros dias de atuação de Renilda em sua nova função, a Polícia Federal interceptou o seguinte diálogo entre ela e Elza Cristina dos Santos Amaral, secretária, sócia (supostamente laranja) e tesoureira de João Amorim. Na ocasião Elza ela cita Rômulo Tadeu Menossi, chefe da Proteco, e fala sobre uma margem de 10% em um contrato. Esta margem, no entanto, seria a “da dor”, e ela ainda veria a “do amor”, em que haveria possivelmente, mais folga para sobrepreços e superfaturamentos. 

* A reportagem de Eduardo Miranda está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Felpuda


Em uma das eleições em MS, candidato já oficializado na convenção corria o trecho para conquistar os eleitores. Mal sabia, porém, que time do seu partido e de aliados estava tramando sua derrubada para emplacar substituto que teria mais votos. Por muito pouco, o dito-cujo não foi guilhotinado, conseguindo salvar o pescoço. Agora tudo indica que o mesmo processo estaria em andamento e seria mais fácil, pois a “vítima” desta vez ainda é só pré-candidato. Dizem que a “turma da trairagem” tem know-now no assunto.