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SEGURANÇA PÚBLICA

Investigador traficante encabeça lista de demitidos pelo governador

Seis policiais estaduais foram desligados nesta segunda

22 ABR 19 - 11h:22RAFAEL RIBEIRO

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assinou nesta segunda-feira (22), por meio do Diário Oficial do Estado, a demissão de seis policiais civis acusados de irregularidades durante o desempenho de suas funções. Todos eles já estavam afastados de suas funções pela Corregedoria da instituição.

Encabeça a lista o investigador Jonas Ricardo Silva da Cruz, 32 anos. Ex-policial militar, ele trabahava em Amabai quando foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal com 45 quilos de cocaína em seu Kia Sportage branca, com painel e parte frontal adulterados, na BR-262, em Água Clara, no dia de seu aniversário, em maio de 2017.

Policial civil desde 2014, Cruz nunca havia respondido nenhum processo administrativo na força de segurança até sua prisão. Afastado dos trabalhos desde então, estava preso e alegou na ocasião que levaria a droga a compradores do interior de São Paulo. 

Outro policial demitido é o também investigador Edson Pereira Coelho, 51, acusado de extorquir sacoleiros em Corumbá, onde trabalhava.

Segundo o processo, o caso aconteceu em outubro de 2015, na Rodovia Ramão Gomes, quando o investigador e mais dois comparsas, um deles um policial aposentado, tentaram extorquir dois homens que recusaram uma oferta feita por Coelho e foram ameaçados de morte. 

Os dois contudo conseguiram fugir e pedir ajuda na delegacia de Ladário, que realizou a prisão em flagrante do trio.

Até abril de 2018, quando Coelho acabou afastado definitivamente de suas funções, a Corregedoria decobriu que ele era conhecido por liberar ônibus de sacoleiros de roupas vindos da Bolívia mediante pagamento de propina. Os 'acertos' rendiam mais de R4 10 mil ao investigador, agora desempregado.

OUTROS CASOS - Além da dupla citada também foram expulsos o investigador Gedeão de Souza, cujo processo administrativo da Corregedoria foi aberto em 2013 e afastamento foi definido em 2017, a investigadora Cleiciane Pereira Carvalho, a escrivã Rosely Maria de Almeida e o perito Mário Eduardo Rocha da Silva, que em 2015 se recusou a fazer exame de corpo de delite em um homem que alegava ter sido espancado por policiais.

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