terça, 14 de agosto de 2018

desde 2015

Investigação aponta atuação de organização criminosa no Detran

Cúpula do Departamento de Trânsito foi presa durante operação hoje

29 AGO 2017Por RODOLFO CÉSAR17h:35

Investigação que teve operação desencadeada hoje pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, aponta que o Detran no Estado serve para prática de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e é alvo de atuação de organização criminosa que também pratica lavagem de dinheiro desde 2015.

Toda a cúpula do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul foi presa, após cumprimento de mandados de prisão preventiva. Foram levados para unidade prisional o diretor-presidente Gerson Claro Dino; o diretor-adjunto Donizete Aparecido da Silva; o chefe de departamento Erico Mendonça; o diretor de administração e finanças Celso Braz de Oliveira Santos; e o diretor de tecnologia Gerson Tomi.

Também foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e o último ex-sócio da empresa Pirâmide Informática.

Na Secretaria de Governo, o servidor público Luiz Alberto de Oliveira Azevedo foi outro investigado preso preventivamente. Ele tem cargo de assessor e analista de tecnologia da informação.

De forma temporária, foi preso hoje também o ex-deputado Ary Rigo, suspeito da prática de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção por conta de sua ligação com a DigithoBrasil, que atualmente usa o nome fantasia de Digix. A  empresa de tecnologia tem contratos milionários com o governo do Estado.

O sócio da DigithoBrasil, Jonas Schimidt das Neves, e seu secretário, Claudinei Mastins Rômulo, foram outros dois investigados presos temporariamente hoje.

"O Gaeco deflagrou a Operação Antivírus com o objetivo de dar cumprimento a nove mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da comarca de Campo Grande", informou nota do Ministério Público Estadual.

O magistrado que autorizou os mandados está lotado na 2ª Vara/Ofício de Execução Penal .

Segundo o MPE, os envolvidos são investigados por formar uma organização criminosa que fraudava licitações em contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação e informática com o governo do Estado.

BUSCAS

Para auxiliar no andamento das investigações, promotores e policiais ligados ao Gaeco fizeram devassa e apreenderam material nos gabinetes dos diretores do Detran, na casa e gabinete de servidor público lotado na Secretaria de Governo, e em casa e gabinete de Parajara Moraes Alves Júnior, apontado como funcionário lotado no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A busca por provas ainda foi feita na Produtora Casa Brasil (M2 Comunicações Ltda.), na DigithoBrasil, Digitec (A3A) e Digitho (M3M); também na empresa Master Case Digital Business Ltda.

"Todos os mandados foram cumpridos e foram apreendidos cerca de R$ 95 mil em posse de um dos alvos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares de todos os alvos", divulgou o MPE.

Para conseguir fazer as diligências, todos os promotores de Justiça e policiais do Gaeco ficaram empenhados. Ainda foi preciso apoio operacional de promotores de Campo Grande e do Interior, servidores do Gaeco e da área de Tecnologia da Informação e Inteligência do Ministério Público Estadual.

Força-tarefa será montada agora para analisar os documentos apreendidos, bem como realizar as oitivas de todos os presos.

PRESOS TEMPORARIAMENTE

1) Ary Rigo - ex-deputado e com ligação na empresa DigithoBrasil;

2) Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DigithoBrasil, e seu secretário Claudinei Mastins Rômulo.

PRESOS PREVENTIMANTE

1) José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática;

2) Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul;

3) Gerson Claro Dino, Donizete Aparecido da Silva, Erico Mendonça, Celso Braz de Oliveira Santos e Gerson Tomi, todos integrantes do Detran de Mato Grosso do Sul, ocupando os cargos de Diretor-Presidente, Diretor-Adjunto, Chefe de Departamento, Diretor de Administração e Finanças e Diretor de Tecnologia, respectivamente.

ALVOS DAS BUSCAS

1) os gabinetes dos diretores do Detran;

2) a residência e o gabinete de trabalho de Luiz Alberto de Azevedo, lotado na Secretaria de Governo de Mato Grosso do Sul;

3) a residência e o gabinete de Parajara Moraes Alves Júnior, lotado no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, 

4) as empresas DigithoBrasil, A3A (nome fantasia Digitec) e M3M (nome fantasia Digitho), todas localizadas no mesmo endereço em Campo Grande;

5) a residência de Suely Aparecida Carrilhões de Almoas Ferreira, sócia da DIGITHO;

6) a residência de Claudinei Martins Rômulo;

7) a residência, propriedade rural e escritório de Jonas Schimidt das Neves;

8) a residência e no escritório de Ary Rigo;

9) a empresa M2 Comunicações LTDA. (nome fantasia PRODUTORA CASABRASIL);

10) PIRÂMIDE CENTRAL INFORMÁTICA e PIRÂMIDE DE CONTABILIDADE;

12) a residência de José do Patrocínio Filho,

13) a residência de Anderson da Silva Campos;

14) a residência de Fernando Roger Daga;

15) a residência e a empresa North Consult, ambas de propriedade de José Sérgio de Paiva Júnior;

16) a residência de Gerson Claro Dino;

17) a residência de Celso Braz de Oliveira Santos;

18) a residência de Gerson Tomi;

20) na empresa Master Case Digital Business LTDA.

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