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EXECUÇÃO FILMADA

Integrante do PCC é condenado por executar colega "traidor"

Vítima teria repassado informações à facção rival
21/08/2019 17:44 - GLAUCEA VACCARI


 

Integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Claudiomon Moreira da Silva foi condenado a 19 anos e oito meses de prisão pelo homicídio de Mauro Eder Araújo Pereira, 31 anos, executado após ter repassado informações privilegiadas à facção rival, o Comando Vermelho. Julgamento foi realizado hoje (21), na 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Promotor de justiça requereu a condenação por homicídio qualificado, cárcere privado e organização criminosa. Advogada do acusado sustentou para o homicídio a absolvição por negativa de participação e, alternativamente, a participação em crime menos grave(cárcere privado) e para o cárcere privado e organização criminosa postulou a absolvição por insuficiência de prova.

Conselho de Sentença, por maioria de votos, acolheu a tese do MPE e condenou o acusado por homicídio qualificado, cárcere privado e organização criminosa. Por conta do concurso material, penas para cada crime foram somadas, totalizando os 19 anos e oito meses, além de 26 dias-multa.

O CRIME

Ossada da vítima foi encontrada no dia 20 de julho de 2017, na estrada que dá acesso ao Balneário Atlântico, em Campo Grande. Ele estava desaparecido desde o dia 29 do mesmo ano e, durante investigações, chegou ao conhecimento da polícia um vídeo da vítima sendo executada por disparo de arma, além das informações de que ele pertencia a uma facção criminosa.

Doze pessoas por suspeita de participação no crime e, entre elas Claudiomon. Em depoimento, criminosos disseram que crime foi cometido porque Mauro teria matado duas pessoas sem autorização do PCC e estaria repassando informações e localização de integrantes do PCC ao Comando Vermelho.

Por conta da traição, ele foi sequestrado e mantido em cativeiro por seis dias, tendo passado por cinco imóveis em diferentes bairros durante o período, até ser levado para a estrada de acesso ao balneário, onde foi executado. Julgamento era feito por meio de videoconferência pelo chamado “tribunal do crime”.

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?