Cidades

COMODIDADE

Infratores poderão recorrer
das multas pela internet

Projeto de lei ainda será apreciado na Assembleia Legislativa

Continue lendo...

Cidadãos sul-mato-grossenses poderão recorrer das multa de trânsito pela internet, a proposta foi apresentada durante a sessão da Assembléia Legislativa desta quinta-feira (28) e o objetivo é de proporcionar maior celeridade no desenvolvimento do processo administrativo de recursos de multas de trânsito perante o Departamento de Trânsito (Detran-MS).

Se o projeto for sancionado pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), a proposta possibilitará a parte interessada oferecimento de defesa prévia e recurso sem a necessidade de fisicamente ir até o Detran, contribuindo também para a substituição gradativa do processo físico pelo processo eletrônico, facilitando o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa.

Caso a proposta seja aprovada, o governo terá 120 dias para regulamentar as regras, sendo que este novo formato de recursos poderá entrar em vigor em 180 dias.

Uma das justificativas do projeto é de que a informatização dos processos judiciais não é uma inovação que acontece apenas no Brasil e sim em praticamente todos os países desenvolvidos do mundo.

O autor da matéria, deputado Márcio Fernandes (MDB) disse que se for sancionada, a proposta vai facilitar a vida do consumidor e diminuir a burocracia, a pessoa não vai precisar ir até o Detran e vai poder ter esse sítio eletrônico a custo zero e o cidadão vai poder acessar o computador da casa dele. Isso vai economizar papel e eu acredito que não vai ser vetado pelo governador, até porque não tem custo para o Estado, não gera custo para o Estado”, disse o parlamentar.

O projeto de lei foi apresentado hoje no Legislativo e segue para as comissões analisarem a matéria. Se aprovado, será encaminhado para ser votado em plenário.

MEIO AMBIENTE

Compensação de hidroelétrica rende R$ 8,5 milhões para MS

Valor será dividido entre o Imasul e a prefeitura de Sonora para ser aplicado na manutenção de áreas de preservação

04/06/2026 09h45

Parque Estadual do Rio Taquari abriga várias espécies silvestres

Parque Estadual do Rio Taquari abriga várias espécies silvestres Reprodução/Saul Schramm/Secom-MS

Continue Lendo...

O Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF) liberou o recurso de R$ 8.579.924,11 para ser destinado aos cofres do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e à Prefeitura de Sonora para a manutenção de áreas de preservação no Estado. 

No caso do Imasul, os valores podem contribuir para amenizar um imbróglio antigo que envolve a regularização fundiária do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. Nesse caso, o recurso vai servir para o pagamento a antigos proprietários rurais. 

Essa destinação foi acordada durante a 101ª reunião ordinária do CCAF, que aconteceu no dia 13 de maio, na sede do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília. 

Durante a reunião, houve a participação de 10 representantes do ministério, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sobre a presidência de Guilherme Barbosa Checco, secretário-executivo adjunto do MMA.

As propostas analisadas e deliberadas referem-se à compensação ambiental sob responsabilidade da Engie Brasil Energia S.A., que detém o empreendimento da usina hidrelétrica Ponte de Pedra, localizada no Rio Correntes, no município de Itiquira (MT), com concessão até 2035. A instalação tem três unidades geradoras com capacidade instalada de 176,1 MW.

*Saiba

O recurso destina ao Imasul é referente a Usina Hidrelétrica Ponte de Pedra, que vai destinar R$ 4.182.288.65 para investir no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. Os outros R$ 4.397.635,46 para de Sonora são para manter o parque Monumento Natural Municipal Serra do Pantanal.

Conforme a especificação dos projetos, o Imasul tem direito a receber R$ 1.057.175,00 para aplicar na regularização fundiária e implantação do Parque Estadual de Sonora.

Além disso, há a destinação de R$ 105.751,00 para pagamento anual no período de 15 anos, o que totaliza R$ 2.643.440,00. O instituto protocolou ofício ao comitê, ainda em setembro de 2025, para redirecionar o uso do dinheiro para o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari.

Com a análise feita por nota técnica nº13/2026 do Serviço de Compensação Ambiental Federal (Secaf) e da Diretoria de Licenciamento Ambiental Federal (Dilic), houve acordo sobre as alterações solicitadas pela autarquia municipal. 

“Redestinação dos valores já depositados na conta do Imasul, atualizados até setembro de 2025, no montante de R$ 4.182.288,65, a serem direcionados ao Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, para fins de regularização fundiária, nos termos do inciso 1 do parágrafo único do art. 33 do Decreto nº 4.340/2002”, diz a nota técnica.

Nessa região pantaneira do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari existe um antigo imbróglio que houve a criação da unidade de conservação, mas nem todos os pagamentos a proprietários foram realizados. 

Essas regularizações fundiárias vêm sendo feitas ao longo dos anos, desde que houve a criação do parque, em 9 de outubro de 1999, a partir do decreto estadual nº 9.662. O procedimento mais recente, divulgado pelo Imasul, ocorreu em julho do ano passado, com a escrituração de 122 hectares no município de Costa Rica.

Esse parque estadual abrange uma área de 30.618 hectares, nos municípios de Costa Rica e Alcinópolis e a proposta dele é proteger as nascentes que abastecem o Rio Taquari e também regiões com sítios arqueológicos com vestígios humanos de até 11 mil anos.

Com relação aos recursos para a prefeitura de Sonora, o valor da proposta acatada é de R$ 4.397.635,46, mas que ainda estão pendentes de pagamento pela Engie. A regulamentação desse recurso foi feita a partir de termo do Imasul de nº 36/2011. 

A proposta para utilização desse recurso é manter o Monumento Natural Municipal Serra do Pantanal. Essa unidade de conservação tem mais de cinco mil hectares e foi criada para proteger formações geológicas.

“Com definição específica da aplicação a ser estabelecida pelo gestor da unidade de conservação [prefeitura de Sonora] (...) O MoNa [Monumento Natural]Municipal Serra do Pantanal é unidade de proteção integral e a única pertencente à bacia hidrográfica do Rio Corrente, em que a barragem foi construída e, por consequência, alvo dos impactos prováveis do empreendimento em tela, e que ainda não havia sido alvo de recurso de compensação ambiental”, especificou o CCAF.

Com essa deliberação, o recurso que ainda não tinha sido liberado para a gestão municipal deve ser viabilizado, porém não houve divulgação da data. 

“A compensação ambiental é um instrumento previsto na Lei nº 9.985/2000. Os recursos são destinados à criação, implementação e fortalecimento de unidades de conservação, apoiando ações como regularização fundiária, proteção territorial, monitoramento ambiental, pesquisa, manejo e conservação da biodiversidade”, detalhou o MMA, em nota.

 

Assine o Correio do Estado

Mato Grosso do Sul

Justiça barra suspensão de resultado da eleição na Fecomércio/MS

Sindicatos alegam irregularidades, mas juiz mantém posse da nova diretoria da Fecomércio/MS

03/06/2026 22h04

Juliano Wertheimer, presidente eleito, e Edison Araujo, atual presidente

Juliano Wertheimer, presidente eleito, e Edison Araujo, atual presidente Fotomontagem

Continue Lendo...

Fracassou a primeira tentativa do atual presidente da Federação do Comércio do Estado de Mato Grosso do Sul, Edson Araújo, permanecer no cargo, ainda que provisoriamente.

O juiz do trabalho em Campo Grande, Maurício Sabadini, não atendeu pedido dos sindicatos do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande, de Corumbá e de Três Lagoas, e manteve o resultado das eleições ocorridas no dia 12 de maio, em que a chapa liderada por Juliano Wertheimer venceu o grupo de Edson Araújo em disputa apertadíssima, pelo placar de 8 a 7, no conselho da federação.  

Na ação, os sindicatos autores alegaram irregularidades no processo eleitoral, especialmente quanto à participação de três entidades — o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de MS, o Sindicato da Construção de Campo Grande e o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de MS. Segundo a petição, essas entidades teriam votado amparadas por decisões judiciais precárias e seus votos foram decisivos para a vitória da chapa “Renovação”, encabeçada por Wertheimer.

O magistrado, no entanto, entendeu que os elementos apresentados não demonstraram, neste momento inicial, a probabilidade suficiente do direito para justificar a suspensão da eleição e a manutenção da diretoria anterior. 

“A cognição exercida nesta fase não autoriza ao magistrado substituir a necessária instrução probatória por juízo de mera plausibilidade fundado em fatos ainda controvertidos”, escreveu Sabadini na decisão.  

Ele destacou ainda que a intervenção judicial em processos eleitorais internos de entidades sindicais deve ser feita com cautela, em respeito à autonomia sindical prevista na Constituição. A suspensão da posse dos eleitos, segundo o juiz, teria “elevado potencial de possível interferência na esfera de autonomia da entidade sindical”.  

Com isso, a posse da nova diretoria da Fecomércio/MS segue mantida, enquanto o processo continua em tramitação para análise mais aprofundada das alegações. O juiz determinou que os réus sejam citados para apresentar defesa e que o caso tenha andamento célere, dada a relevância institucional da disputa.  

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).