Cidades

Conflito

Índios prometem avançar ocupações e novos confrontos na Terra Indígena Buriti

Cerca de 500 pessoas protestaram hoje após decisão a favor de fazendeiros

LEANDRO ABREU

05/03/2018 - 12h30
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Após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável aos proprietários das fazendas da área indígena em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, cerca de 500 indígenas da etnia terena protestaram na manhã de hoje (5) e prometeram avançar nas ocupações. O recurso da União pretendia ampliar a Terra Indígena Buriti de 2 mil hectates para 15 mil hectares.

“Com o movimento de hoje, nosso objetivo é dizer para o judiciário e para a sociedade que nós estamos vivos e não vamos sair da nossa terra. São três estudos atropológicos que comprovam que a terra é nossa. Essa decisão é uma afronta a nós, enquanto povos tradicionais”, disse Otoniel Gabriel, porta-voz das lideranças.

Em 2013, após um confronto entre índios e Polícia Federal em que Oziel Gabriel foi morto na Fazenda Buriti, um acordo foi firmado até que os trâmites judiciais andassem. Os índios não ocupariam mais fazendas.

“Até agora estávamos cumprindo todo acordo, desde 2013, que não iríamos avançar. Mas esperávamos que essa solução fosse resolvida, porém, não foram cumpridos os acordos. Então, eles descumprindo, nós vamos para a luta e para o embate. Se for o caso, vamos avançar e ocupar as cinco propriedades que não estão sob nosso poder”, completou o porta-voz. Das 31 fazendas que fazem parte da área indígena, 26 estão sob o comando de índios.

Ainda conforme Otoniel, que é irmão de Oziel, a decisão do STJ pode provocar um novo confronto e novas mortes. “Essa situação que o judiciário impôs reacendeu essa situação. Esperávamos um parecer favorável para nós. Só vai tensionar o embate. Estamos a postos. Numa eventualidade de reintegração de posse, vamos resistir. Precisamos levar adiante o legado que ele [Oziel] deixou. Ele morreu defendendo nossa terra e se preciso for, vamos morrer aqui”, concluiu.

JUSTIÇA
Na última semana, a primeira turma do STJ manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que determinou a posse de 13 mil hectares de terras em Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti aos produtores rurais.

As terras judicializadas somam 26 fazendas e hoje estão tomadas por indígenas. A Terra Indígena Buriti foi demarcada em 1928, pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que antecedeu a Funai, e homologada em 1991, com 2 mil hectares. Em maio de 2013, o indígena terena Oziel Gabriel foi morto a tiros durante uma ação policial de reintegração de posse para remover os índios da Fazenda Buriti.

FEIRA DA CIDADANIA

Campo Grande: iniciativa do Governo Federal para atender população chega na quinta-feira

Visitantes terão à disposição um conjunto de serviços públicos gratuitos e sem agendamento

03/02/2026 17h50

A população poderá tirar dúvidas sobre vários serviços de competência do Governo Federal

A população poderá tirar dúvidas sobre vários serviços de competência do Governo Federal Divulgação

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Campo Grande receberá o programa Governo do Brasil na Rua, iniciativa que aproxima os serviços públicos essenciais da população. A Feira da Cidadania será realizada na próxima quinta-feira (5), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), localizado na Rua Maria Del Horno Samper, nº 981, no bairro Parque Lageado. Os atendimentos serão realizados das 8h às 18h.

A iniciativa visa auxiliar a população mais necessitada, tendo como intuito garantir que os cidadãos conheçam os seus direitos, facilite o atendimento aos serviços públicos essenciais e esclareça dúvidas sobre estes.

O Governo do Brasil na Rua é uma ação coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que reúne diversos órgãos federais e parceiros. 

Principais serviços 

  • Pé-de-Meia: incentivo financeiro na modalidade de poupança destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público. 
  • Previdência: atendimento geral, perícia médica, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Conselho de Recursos. 
  • Saúde: vacinação para todas as idades, unidade odontológica móvel, teste rápido de DST/Aids e divulgação de programas como Dignidade Menstrual, Implanon (contraceptivo de longa duração que está sendo incorporado ao SUS) e Ouvidoria Itinerante. 
  • Microchipagem para cães e gatos: ação do programa SinPatinhas, que emite o RG animal, inclui também vacinação dos pets. 
  • Identidade Jovem: emissão de carteiras do ID Jovem no local, documento que garante meia entrada em eventos culturais e esportivos, bem como vagas gratuitas ou com desconto no sistema de transporte coletivo interestadual. 
  • Tenda Lilás: iniciativa itinerante voltada à mobilização social e ao enfrentamento da violência de gênero, com foco especial no combate à importunação sexual. 
  • Gov.BR: cadastro ou ajustes na conta Gov.BR, que permite acessar vários serviços digitais do governo como, por exemplo, os serviços digitais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a carteira de trabalho digital e o seguro-desemprego. 
  • Microcrédito: iniciativa em parceria com o Banco do Brasil.
  • Reforma Casa Brasil: empréstimo para melhorar a casa, para que todos os brasileiros tenham um lar seguro e digno. Faixas I e II para famílias com renda abaixo de R$3.200,00 ou de R$3.200,00 até R$9.600,00. 
  • Caixa Atendimentos: unidade móvel da Caixa Econômica Federal.
  • Carreta digital: coleta de resíduos eletrônicos; atendimento para participar de cursos de capacitação e inscrição de Pontos de Inclusão Digital (PIDs), destinados a organizações interessadas em receber doações de computadores.
  • Programa do Artesanato Brasileiro (PAB): emissão e renovação da Carteira Nacional do Artesão e orientações sobre o SICAB - Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. Haverá Instrução e letramento digital com apoio ao uso do aplicativo “Meu MEI Digital”.
  • Igualdade racial: Ouvidoria, acolhimento e conversas
  • Atividades culturais

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Cidades

Pollon questiona antecipação do recesso da Comissão de Ética

O parlamentar alegou que havia um acordo para que a atividade retornasse após o Carnaval e que, ao informar o presidente de que passaria por exames médicos, ocorreu a antecipação dos trabalhos

03/02/2026 17h33

Reprodução Redes Sociais

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que responde por conduta incompatível com o decoro parlamentar pela ocupação do plenário da Câmara, questionou a decisão de antecipar o retorno dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, após informar que teria exames médicos agendados.

O Conselho antecipou o retorno nesta terça-feira (3) e realizou a oitiva das testemunhas do deputado sul-mato-grossense, que, em ocasião anterior, chegou a passar mal durante o julgamento, levando à suspensão da sessão.

No início, Pollon informou que, como havia um acordo para o retorno dos trabalhos somente após o Carnaval, agendou exames médicos para esta semana.

“Tendo conhecimento de que as reuniões não seriam realizadas, eu, que passei o recesso inteiro fazendo check-up, me dirigi ao cardiologista, que é a última bateria de exames que preciso fazer, e marquei esses exames durante esta semana”, disse Pollon.

O parlamentar sul-mato-grossense interpelou os integrantes da Comissão, afirmando que nenhuma reunião havia sido agendada até o momento em que informou o presidente Fábio Schiochet sobre seus exames médicos.

“Não havia agendamento de reuniões até que eu informasse que tinha o agendamento desses exames para realizar. Após essa informação, houve a convocação da presente reunião”, afirmou.

O relator, deputado Zé Haroldo Cathedral, entendeu que não deveria adiar a instrução e que os trabalhos deveriam continuar.

Oitivas

Na retomada do julgamento, Pollon conduziu as oitivas das testemunhas que prestaram depoimento durante a licença médica do parlamentar, em dezembro do ano passado.

Entre elas, a advogada da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, Carolina Barreto Siebra, que, ao relatar a ocupação, afirmou ter percebido uma movimentação “estranha”, indicando a possibilidade de um acordo.

Na ocasião, os deputados, incluindo Pollon, ocuparam o plenário por mais de 30 horas, em uma tentativa de pressionar pela aprovação de um projeto de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao adentrar nos meandros que levaram à ocupação, o parlamentar citou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que teria ficado presa por um ano, por supostamente ter recebido R$ 500 de uma vaquinha para comprar marmitas aos manifestantes acampados.

“Ela nem participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi presa só porque ajudou as pessoas a se alimentarem. Ela não consegue emprego e não tem condições de comprar os medicamentos de que precisa para a sua saúde”, disse.

Próxima sessão

Na quarta-feira (4), haverá a discussão e votação do parecer preliminar da representação (REP 9/25) do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A reunião está prevista para as 14h, em plenário a ser definido.

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