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NAÇÕES INDÍGENAS

Indefinição sobre obra agrava assoreamento em lago de parque

Desistência da prefeitura em construir piscinão ajuda na formação de bancos de terra

12 FEV 19 - 06h:00LUANA RODRIGUES E RENATA VOLPE

O lago de um dos principais cartões postais de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas, corre o risco de desaparecer, devido ao assoreamento. Solução para o problema seria a construção de um piscinão, na confluência da Avenida Mato Grosso com a Rua Hiroshima, mas a prefeitura disse que desistiu da obra. Enquanto nenhuma medida é tomada, a cor escura da água e o leito raso denunciam a postura apática do governo diante do problema, que se arrasta há anos. 

“O lago está bastante afetado. As capivaras já estão atravessando, o que mostra o quanto está raso. É um situação muito séria e preocupante”, considera a doutora em manejo e conservação de recursos da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia, Claudia Gonçalves Dianna Bacchi.

Desde que foi construído, o lago serve para o encontro das águas dos córregos Reveilleau, Joaquim Português e Desbarrancado. O assoreamento é resultado do sedimento e areia que descem pelo Reveilleau (em sua maior parte) e Joaquim Português.  Caso o piscinão, com capacidade para reter 22 mil metros cúbicos de água, fosse construído, “seguraria” parte do sedimento que acaba descendo para o lago.  No entanto, segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), ao invés do piscinão, será construído um canal interligando as redes de drenagem  com a travessia em tubo armado implantada sob a Mato Grosso, que desemboca no córrego Revellion, no Parque das Nações Indígenas. Ou seja, o lago do parque continuará recebendo toda a água, porém, com menos sedimento.

“Foi encontrada outra solução técnica para o escoamento das águas pluviais captadas pela rede de drenagem implantada no entorno do Parque dos Poderes [Jardim Futurista, Danúbio Azul, Ecoparque, Vila Nascente]”, explicou a prefeitura.

Conforme o secretário da Sisep, Rudi Fiorese, a função das obras é a mesma. “Toda a bacia de contribuição está pavimentada, portanto, o carreamento de material é pequeno. Somente da área onde será feita a bacia está saindo material”, explicou.

REFLEXOS
O assoreamento prejudica os atletas de canoagem do Estado. O atual campeão brasileiro de Canoagem Sprint, Rafael Giroto, 29, treina quatro vezes por semana no lago. Ele conta ter percebido o assoreamento aumentar cada vez mais. “Antes, fazia percurso em volta do lago que dava 800 metros, agora, por conta da areia, dá 650 metros. A gente perdeu 150 metros. A terra invadiu o lago. A cada chuva, aumenta mais a areia, está formando uma ilha”, diz.

Para a servidora pública Bruna Lopes, 29, que caminha no parque todos os dias, este é o momento de o poder público tomar uma atitude. “Está na hora de tomar uma atitude com relação a esses bancos de areia, está muito feio, deixando a paisagem bem comprometida”, lamentou. 

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