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ÁGUAS DE FEVEREIRO

Imagem do temporal, professora diz que até Bombeiros "estranharam sua calma"

Ficou com o filho de 5 anos 'ilhada' em carro

26 FEV 19 - 17h:21RAFAEL RIBEIRO

As imagens rodaram a internet. Até em outros estados a tempestade e as consequentes enchentes que atormentaram Campo Grande na tarde desta terça-feira (26) tiveram como símbolo o resgate da professora Eliane Borges da Silva, 45 anos, e seu filho, de 5, que viram o HB 20 branco em que estavam ser inundado no cruzamento das avenidas Ernesto geisel com Euler de Azevedo, no bairro São Francisco, região central de Campo Grande.

O resgate da família, salvo após empenho conjunto de policiais militares com funcionários de empresas próximas, ganhou a internet. As imagens da água invadindo rapidamente o carro, com o garoto em choro compulsivo, assustaram e mostraram a intensidade da tempestade (veja abaixo).

Mas, em meio ao que parecia o caos absoluto, Eliane garantiu: ficou calma a maior parte do tempo. "Até os Bombeiros estranharam", garantiu. O motivo não poderia ser outro, a fé em reverter a situação e sair ilesa da situação. "A gente tinha que ter fé em sair bem. Não podia assustar meu filho."

A professora atendeu o Correio do Estado no momento em que voltava ao local que marcará para sempre sua vida a partir de agora. iria entregar a documentação do veículo para poder retirar de guincho o que sobrou. O carro acabou sacrificado, perda total. Entre entrevista, agradecimento a quem lhe ajudou e resolver os problemas burocráticos, lhe restava responder as mesmas perguntas habituais aos conterrâneos de Chapadão do Sul, onde mora. 

Eliane vem periodicamente à Capital para buscar a filha na faculdade. Assim fazia nesta manhã, por volta das 11h30, quando a água começou a cair dos céus. Não demorou mais do que cinco segundos, aponta ela, para a stuação sair do controle.

"Uma carreta caiu do viaduto, vinham paus e pedaços de cimentos arrastados pela correnteza. Consegui jogar o carro no meio fio e assim fiquei. Só que a água começou a subir demais", explicou.

Coube à Eliane ligar para os Bombeiros. E enquanto isso manter janelas fechadas. Abrí-las poderia significar o aumento súbito do volume de água no interior do veículo. Como sempre, pesou sua calma em tentar reverter uma situação que pareciaq irreversível.

Segundo a professora, somente agora, com o dia chegando ao final, é que o susto pelo fato pesa. Seu filho, ainda traumatizado, está falando pouco e está com dificuldades em se alimentar.

Ela diz que voltará ainda hoje para sua cidade, on de espera mais conforto por parte dos familiares, desesperados com as notícias vindas da Capital, e repensar as coisas. Por enquanto, cabe agradecer a Deus pela perda apenas material, "que pouco importa perto do bem mais valioso, nossa vida", ressaltou, pedindo licença da entrevista para poder enfim descansar.     

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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