Cidades

MORADIAS

Homex: o sonho que virou pesadelo

Dos 272 apartamentos erguidos, parte está ocupada por compradores que nunca receberam a chave

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A tão sonhada casa própria vendida pela Homex no empreendimento Varandas do Campo, localizado no Bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, nunca atingiu as expectativas dos seus compradores. Quatro torres foram entregues entre 2011 e 2012, mas no ano seguinte as obras foram abandonadas e a empresa decretou falência.

Desde o início, os proprietários dos 272 apartamentos que foram concluídos – o projeto era para três mil – acreditavam estar adquirindo um imóvel de qualidade, com toda a área de lazer e as promessas vendidas nas propagandas de parques no entorno, mas nunca tiveram de fato isso em seu dia a dia. Cerca de 60% dos imóveis estão ocupados por compradores que decidiram se apossar do bem para não tê-lo invadido.

Hoje, os condôminos convivem com o investimento mofando sobre suas cabeças. “Aqui é só Jesus para nos guardar. O forro está podre, assim como os sifões. Quando chove, infiltra toda a parede. Estou esperando receber a indenização da Homex para poder reformar e, finalmente, ter o meu imóvel como sonhei”, conta a moradora de um dos prédios Angelina Aparecida Martins, 48 anos. 

A síndica do Condomínio Cuiabá, Nayara Chaves, 30 anos, conta que tem proprietários que desistiram de empossar a unidade habitacional. “Isso não é nem está sendo o nosso sonho da casa própria. O povo é muito frustrado com essa moradia. Você pode perguntar para quem for, todos estão abalados e estressados com esta situação”. 

Segundo ela, há moradores que afirmam não querer pagar o condomínio porque a Homex não entregou o imóvel como o prometido. “Como não houve a entrega oficial e muitos proprietários decidiram entrar nos apartamentos que comparam, para não serem invadidos por sem-teto, houve uma desorganização”.

Dá para perceber isso com a conta de água que chegou neste mês para os moradores. A cobrança de agosto de 2016 até junho de 2018, no nome da Homex, soma mais de R$ 112 mil. “Até isso surgiu agora, sendo que tenho cavaletes separados. Essa conta não é nossa”. 

 A energia também é uma bagunça. O bloco 25, por exemplo, não tem um morador sequer. Tudo porque não há possibilidade de instalar energia direto no prédio, já que os invasores da área vizinha roubam a fiação e o registro. Para levar luz ao bloco 1, um fio imenso atravessa todo o condomínio. 

É por essas e outras razões que a maioria das unidades está vazia. Com isso, o medo de invasão aumenta. Há 15 dias, houve uma tentativa durante a madrugada e o anúncio de que a desapropriação da área invadida se aproxima faz com que os moradores tenham medo de os casos serem mais frequentes. 

Até mesmo botijões de gás estão sendo furtados dos condomínios. “Quando chegamos aqui, tivemos que colocar tudo porque já havia sido levado. Até mesmo vaso do banheiro, torneira, pia. Agora estamos enfrentado problemas de furtos de motocicleta dentro do nosso quintal”, conta Jacques Daniel da Silva, 49 anos. 

A atendente Patrícia Rezende Flores, 31 anos, reclama da falta de segurança e da qualidade da infraestrutura oferecida em relação ao preço. “Pagamos muito caro para estar aqui. Eu pago mais de R$ 700 por mês de parcela para ter paredes que parecem ser de papel. Meu sonho virou um pesadelo até hoje. Dói no bolso”. 

Atualmente, a Capital Consultoria e Assessoria Ltda. é responsável pelo condomínio da Homex em Campo Grande. Já a Caixa Econômica Federal (CEF), que financiou o empreendimento, não respondeu à reportagem até o fechamento desta matéria.  

 

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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