Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

REGIME FECHADO

Homem que matou família incendiada é condenado a 135 anos de prisão

Julgamento aconteceu na sexta-feira (1º) e durou 14 horas

3 SET 17 - 15h:44NATALIA YAHN

Edson Silva, 33 anos, que no dia 2 maio de 2014 matou seis pessoas da família dele - entre elas a esposa e a filha de apenas 10 meses - foi condenado a 135 anos de prisão em regime fechado. O julgamento foi na sexta-feira (1°) e durou 14 horas.

O crime ocorreu em Coronel Sapucaia a 396 quilômetros de Campo Grande e chocou a cidade, que tem aproximadamente 14 mil habitantes. O criminoso, que também roubou R$ 50 mil da sogra - morta por ele -, só foi preso no dia 10 de junho de 2014, em Naviraí.

Silva provocou incêndio na conveniência em que morava e matou seis pessoas da família dele, entre elas três crianças. Antes de atear fogo no estabelecimento, Edson usou um pedaço de madeira para golpear as vítimas na cabeça.

O fogo destruiu o estabelecimento e matou a proprietária, Rosângela dos Santos, 53 anos, e os dois filhos dela, Alessandro dos Santos, 18 anos, e Vanusa dos Santos, 27 anos, que era esposa de Edson. Também morreram os filhos de Vanusa: Tiago, 10 anos; Sabrina, 5 anos; e Estephanie, 10 meses, que era filha dele.

Edson confessou que cometeu o crime depois de brigar com a esposa por causa de ciúmes.

No julgamento foi esclarecido que no dia do crime, por volta das 2 horas, Silva e Vanusa iniciaram uma discussão, por ela ter o traído enquanto ele estava preso na cidade de Ponta Porã.

Conforme consta nos autos, Vanusa confessou a traição, com uma pessoa conhecida como “Correio”, posteriormente identificado como Lídio Miranda Ferreira dos Santos, que seria o verdadeiro pai biológico da bebê de 10 meses.

A relação do casal era muito conturbada e Vanusa tinha, até pouco antes de sua morte, registrado cerca de seis ocorrências policiais contra o companheiro.

Silva decidiu se vingar da esposa, e quando ela dormiu ele, armado com um pedaço de viga de madeira, golpeou a esposa na cabeça.

Ao perceber o barulho, a mãe da Vanusa, Rosângela, teria saído do quarto para ver o que estava ocorrendo, quando também acabou agredida com uma paulada na cabeça. O mesmo aconteceu com o cunhado, Alessandro, que foi atingido no braço e no pescoço. Os três desmaiaram.

Depois disso, ele arrastou a sogra e o cunhado para um dos quartos, foi até o cômodo onde estavam as crianças e golpeou primeiro o menino de 10 anos e depois as duas meninas. Ele então colocou a mulher e as crianças no banheiro e ficou perambulando pela casa, quando ouviu a criança mais velha dizer “tio não me mate”. Ele voltou no banheiro e deu mais uma paulada na cabeça das duas crianças mais velhas.

Edson então foi até o quintal tirou a gasolina da moto dele e despejou nos cômodos e nas paredes onde estavam os corpos.

“Ele saiu na rua para ver se tinha alguém e encontrou uma vizinha foi quando, para criar um álibi, disse que estava indo trabalhar”, disse na época do crime o perito criminal Amilcar da Serra e Silva Netto. Depois de despistar a mulher, Edson voltou para a casa e usando um isqueiro ateou fogo por volta das 7h.

Ele deixou a casa toda fechada e foi trabalhar. “As vítimas estavam vivas e não fugiram porque estavam desmaiadas. Elas morreram asfixiadas por monóxido de Carbono”, explica Amilcar. Ainda conforme o perito, o fogo demorou por cerca de 1h até se alastrar e chamar atenção da vizinhança.

Em depoimento à Polícia, logo após o incêndio, Edson levantou suspeita contra o cunhado Alessandro. Ele contou que na hora do incêndio, uma colega de do cunhado estava vendo o fogo e ligou no celular do rapaz.

Segundo o que revelou Edson, Alsessandro atendeu ao telefone, mas não falou nada e muito menos pediu socorro. Ele ainda relatou que o jovem não se dava bem com a família e já havia tentado suicídio.

Porém com o passar do tempo, as investigações foram avançando e as suspeitas recaíram sobre Edson. “Ele não demonstrava nenhuma preocupação com o caso e a confirmação veio depois que um dos laudos apontou de que o incêndio era criminoso e não acidental”, afirmou o perito quando o crime foi desvendado.
 

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Médicos expõe livros na Academia de Medicina de MS
LITERATURA

Médicos expõe livros na Academia de Medicina de MS

Mutirão recolherá materiais inservíveis em bairro da Capital
AÇÃO CIDADE LIMPA

Mutirão recolherá materiais inservíveis em bairro da Capital

Após morte de peixes, MP abre inquérito para apurar regularidade de esgoto
RIO ANHANDUÍ

Após morte de peixes, MP abre inquérito para apurar regularidade de esgoto

UFMS abre inscrições em concurso com salários de até R$ 10 mil
30 VAGAS

UFMS abre inscrições em concurso com salários de até R$ 10 mil

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião