Cidades

BRASILÂNDIA

Homem cai em emboscada e é mantido em cárcere privado por credores

Ele foi chamado até o local para com pretexto de ver um trator

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Homem de 31 anos foi mantido em cárcere por dois suspeitos, após cair em emboscada, na tarde de ontem (28), em área rural de Brasilândia. A vítima tem uma dívida, de valor não informado, com os autores.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi chamado até a fazenda, por volta de 12h, para ver um trator, mas ao chegar no local, começou a ser ameaçado. Em depoimento, ele disse que os suspeitos o trancaram em uma caminhonete e teve o celular furtado e desligado.

Dentre as ameaças feitas, os suspeitos diziam que a vítima iria pagar a dívida “de qualquer forma, mesmo que fosse com a própria vida”. Segundo a ocorrência, ele ficou mais de 1 hora preso no veículo, e, após convencer os suspeitos de que pagaria a dívida, foi liberado e levado até a residência onde mora.

O caso foi registrado como ameaça, sequestro e cárcere privado na Delegacia de Polícia de Brasilândia.

 

tjms

Homem que agrediu idoso após discussão no trânsito é condenado a indenizar vítima

Acusado retirou o idoso de dentro de um veículo e o agrediu com chutes e socos em Campo Grande

14/09/2026 16h44

Decisão é do Juízo da 8ª Vara Cível da capital

Decisão é do Juízo da 8ª Vara Cível da capital Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a pagar mais de R$ 16 mil por danos materiais e morais a um idoso, que foi agredido após uma discussão no trânsito, em Campo Grande. A decisão é do juiz Mauro Nering Karloh, da 8ª Vara Cível da Capital.

De acordo com o processo, em outubro de 2025, acusado e vítima tiveram um desentendimento no trânsito. Iniciamente, o réu tentou atingir o retrovisor do veículo onde estava o idoso.

Em seguida, ao pararem um semáforo, o acusado bateu na traseira do veículo da vítima e o retirou a força de dentro do carro, passando a agredi-lo com socos e chutes. As agressões cessaram com a intervenção da Polícia Militar. 

O idoso sofreu várias lesões e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado para a Santa Casa.

Além disso, foram danificados o veículo, óculos e prótese dentária da vítima. A vítima ajuizou ação pedindo indenização por danos morais, materiais e estéticos.

O acusado não apresentou contestação dentro do prazo e foi declarado revel.

Ao analisar o caso, o juiz considerou que restou comprovada a agressão e destacou que a conduta ultrapassou um simples desentendimento ou dissabor decorrente de uma situação de trânsito, atingindo a integridade física, a dignidade e a tranquilidade psíquica da vítima.

Na questão dos danos materiais, o magistrado reconhceu os prejuízos com o veículo, os óculos e a prótese dentária, totalizando R$ 6.033,15, fixando a indenização nesse valor, que deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros.

Já a indenização por danos morais foi fixada em R$ 10 mil. Na avaliação do juiz, a agressão física em via pública, com lesões e necessidade de atendimento médico justificou a reparação.

O pedido de indenização por danos estéticos foi rejeitado, pois, de acordo com a sentença, embora os documentos comprovassem as lesões sofridas, não havia elementos suficientes para demonstrar cicatriz, deformidade permanente ou alteração duradoura na aparência da vítima.

Além disso, não foi realizada perícia judicial para comprovar eventual dano estético.

O réu também foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. A decisão é de primeiro grau e cabe recurso.

Prejuízo

Após chuvarada, 380 comerciantes denunciam perdas causadas por apagão em Campo Grande

Entre os prejuízos relatados estão a perda de mercadorias perecíveis armazenadas em câmaras frias de supermercados, restaurantes, padarias e açougues

14/09/2026 16h30

Entre os prejuízos relatados estão a perda de mercadorias perecíveis armazenadas em câmaras frias de supermercados, restaurantes, padarias e açougues

Entre os prejuízos relatados estão a perda de mercadorias perecíveis armazenadas em câmaras frias de supermercados, restaurantes, padarias e açougues Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O temporal que atingiu Campo Grande no fim da última semana levou a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) a receber mais de 380 chamados de empresários afetados pela falta de energia e pelos danos provocados pela chuva e pelo vento. Segundo a entidade, o prejuízo acumulado para o comércio e o setor de serviços da Capital já é estimado em mais de R$ 25 milhões.

Os chamados começaram a ser registrados na sexta-feira (11), quando diversos estabelecimentos tiveram as atividades interrompidas devido aos apagões provocados, principalmente, pela queda de árvores sobre a rede elétrica.

A CDL informou que atuou na intermediação das demandas junto à Energisa, encaminhando os números das Unidades Consumidoras dos estabelecimentos afetados para priorização do atendimento.

Entre os prejuízos relatados estão a perda de mercadorias perecíveis armazenadas em câmaras frias de supermercados, restaurantes, padarias e açougues, além de danos a equipamentos e custos emergenciais para a retomada das atividades.

De acordo com a entidade, o impacto foi maior porque o temporal ocorreu durante o fim de semana, período considerado de maior movimento para parte do comércio. Com os estabelecimentos sem energia, empresas precisaram fechar as portas e interromper operações.

A queda de árvores também é apontada pela CDL como um dos principais fatores para a extensão dos problemas. A entidade afirma que parte das árvores que atingiram postes, transformadores e outros pontos da rede elétrica já apresentava sinais de deterioração e deveria ter passado por poda ou remoção preventiva.

A avaliação da entidade é que a situação expôs problemas na gestão da arborização urbana e na manutenção preventiva da cidade. A CDL defende a revisão dos procedimentos para autorização de podas e remoção de árvores, além de uma força-tarefa para identificar espécimes que ofereçam risco em regiões comerciais.

Apesar da atuação para restabelecer o fornecimento de energia, a entidade avalia que a recuperação dos serviços não elimina os prejuízos causados aos empresários. Para a CDL, o episódio reforça a necessidade de medidas preventivas para reduzir os impactos de novos temporais sobre o comércio e os serviços de Campo Grande.

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