Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Grupo de extermínio cobrou R$ 120 mil por execução de capitão da PM

Crime teria sido encomendado por desafeto de policial, no entanto, resultou na morte do filho dele

LUANA RODRIGUES

12/08/2019 - 09h00
Continue lendo...

Grupo de extermínio investigado por força-tarefa da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) , juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), teria sido contratado para executar o capitão reformado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul,  Paulo Roberto Teixeira Xavier. Pela execução, o grupo receberia R$ 120 mil, no entanto, o serviço acabou mal executado e resultou na morte do filho do PM, o estudante de direito Matheus Xavier, 20 anos.

Conforme apurado pelo Correio do Estado,  a execução teria sido encomendada em decorrência de desavenças antigas entre o policial e empresários de Campo Grande. O valor seria recebido pelos pistoleiros após a execução do serviço, mas os criminosos acabaram atirarando contra o alvo errado.

O crime ocorreu no dia 9 de abril deste ano. Matheus deixava a garagem da casa onde morava, em uma caminhonete S10, que pertencia ao pai dele, quando dois homens se aproximaram em um veículo e já desceram atirando. A vítima foi atingida ao menos sete vezes por um fuzil calibre ponto 762, de acordo com o apontado pela perícia. Os bandidos fugiram após os disparos.

A versão plausível para a polícia é a de que Matheus retirava o carro para que o pai pudesse sair com seu Ford Ka, o mesmo que usou para socorrer a vítima à Santa Casa. 

No primeiro contato com os investigadores, no pronto-socorro da Santa Casa, nada de relevante foi revelado pelo PM.“Ele estava bastante abalado. Pedi para puxar na memória (algum inimigo que quisesse sua morte), mas, naquele momento não conseguia se recordar de ninguém que tivesse tamanha raiva que chegasse a esse ponto”, disse o delegado Fábio Peró, do Garras, na época.

HISTÓRICO

O capitão da PM já fora preso, em 2009, acusado pela Polícia Federal de explorar máquinas caça-níqueis na Capital. Segundo seu processo na Justiça, foi condenado a sete anos de prisão por falsidade ideológica, mas acabou liberado em 2011, beneficiado com o direito em responder o processo em liberdade concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Três anos depois, ele  voltou a ser preso, por porte ilegal de arma em uma praia no maranhão. Em 2017, o comando da corporação resolveu lhe mover para a reserva.

FORÇA-TAREFA

Em novembro do ano passado, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas, baixou portaria criando a força-tarefa para desenvolver todos os atos investigatórios visando à completa elucidação de crimes que guardavam semelhança (pistolagem) entre si, pelo modus operandi, tipo de armamento utilizado, entre outros itens. 

Na época, o delegado avocou os inquéritos sobre as mortes de Ilson Martins Figueiredo, Marcel Costa Hernandes Colombo e Orlando Silva Fernandes. Os inquéritos encontravam-se em tramitação na Delegacia Especializada de Homicídios. A força-tarefa seria coordenada por integrante designado por portaria e a equipe ficaria administrativamente subordinada ao gabinete do delegado-geral-adjunto.

Em abril, nova portaria da DGPC voltou a avocar dois daqueles inquéritos e mais o sobre a morte Matheus Coutinho Xavier, mas determinando o seu encaminhamento para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos e Resgate, Assaltos e Sequestros (Garras). A alegação do delegado-geral foi de que o Garras  tem estrutura adequada para tornar as investigações mais céleres e efetivas.

ACIDENTE FATAL

Mulher embriagada mata ciclista elétrico no trânsito e foge sem prestar socorro

Homem que conduzia a bicicleta elétrica morreu na Santa Casa de Paranaíba devido aos ferimentos sofridos pela colisão

30/06/2026 12h15

Reprodução: Polícia Civil

Continue Lendo...

Durante a última segunda-feira (29), a Polícia Civil prendeu uma mulher em flagrante pela morte de um ciclista elétrico, em um acidente no município de Paranaíba, a 407 quilômetros de Campo Grande.

A motorista fugiu sem prestar socorro, mas deixou para trás a placa do carro que caiu com o impacto da colisão e permitiu sua identificação.

Márcio Uria Siqueira, também conhecido como Barrinha, morreu em acidente nesta segunda-feira (29) - Foto: Reprodução redes sociais

A vítima, de 55 anos, era Márcio Uria Siqueira, conhecido como Barrinha. O homem conduzia a bicicleta elétrica no cruzamento da Rua Doutor Ermínio Leal Garcia com a Rua Otto Lemos Fleury, quando sofreu o acidente.

A dinâmica do acidente ainda está em investigação, mas conforme informações de sites locais, a Polícia Militar foi acionada após uma moradora da região ouvir barulho de forte impacto e notar a movimentação de pessoas no local.

A moradora ainda foi conseguiu ver o veículo antes da fuga, enquanto a vítima estava inconsciente no chão, próximo ao veículo de Márcio Siqueira.

As equipes de socorro do Corpo de Bombeiros chegaram ao local e levaram a vítima para a Santa Casa de Paranaíba, mas o homem não resistiu aos ferimentos causados pelo impacto da colisão.

No local, a placa do outro veículo se desprendeu e ficou no perímetro do acidente, o que ajudou a encontrar a mulher. Segundo as investigações, por meio de uma denúncia anônima, ela foi localizada dentro de um automóvel em uma residência.

A casa é de um homem que a escondeu mesmo sabendo do acidente e no fundo do imóvel foi encontrado o veículo da colisão ocultado.

A mulher foi presa em flagrante e conduzida a 1ª Delegacia de Polícia. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela foi submetida a teste do etilômetro que apontou a presença de álcool no organismo. O homem também foi levado para a unidade policial, que será investigado por crime de favorecimento pessoal.

O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, porém o Código de Trânsito Brasileiro prevê pena de reclusão de até oito anos para casos assim com a influência de álcool, sob a possibilidade de pena aumentada quando o condutor não presta socorro à vítima.

As investigações do caso ainda estão em andamento para completar os fatos e tomar as medidas legais cabíveis.

O corpo de Márcio Siqueira foi velado durante a manhã dessa terça-feira (30). 

A Polícia Civil ainda reforça que o condutor envolvido em acidente de trânsito deve permanecer no local e prestar socorro imediato às vítimas, e alerta que dirigir sob influência de álcool coloca vidas em risco e graves consequências criminais.

Além disso, a colaboração da população nesse caso foi fundamental para localização da suspeita e apoio à vítima.

NOVO MODELO

Legislação de MS terá mudanças para se adequar ao licenciamento ambiental

Para melhorar o trabalho de fiscalização e licenças emitidas pelo Imasul, uma plataforma foi desenvolvida com ferramentas de inteligência artificial, geotecnologia, automação de procedimentos e monitoramento ambiental.

30/06/2026 11h30

O diretor-executivo do Imasul, André Borges, apresentou as novas ferramentas de monitoramento ao governador Eduardo Riedel

O diretor-executivo do Imasul, André Borges, apresentou as novas ferramentas de monitoramento ao governador Eduardo Riedel Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Continue Lendo...

Na manhã desta terça-feira (30), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) mostrou como será a o novo modelo de licenciamento ambiental, desenvolvido para atender às diretrizes da Lei nº 15.190, de 8 de agosto de 2025, que institui a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental no Estado.

A modernização é baseada na integração de tecnologias que tornam os processos mais ágeis, seguros e transparentes, reunindo em uma única plataforma ferramentas de inteligência artificial, geotecnologia, automação de procedimentos e monitoramento ambiental.

O Governador do Estado, Eduardo Riedel (PP), falou sobre a mudança, na prática, a respeito do novo licenciamento ambiental.

"É uma mudança de conceito.  A lei ainda vai para a Assembleia, precisa ser aprovada, mas são duas coisas distintas. Primeiro é a nova legislação ambiental que o Imasul se adequou, preparou uma lei que o empreendedor passa a ser muito mais proativo no processo. O Imasul ganhou muito mais ferramentas e condição de monitorar o empreendimento que foi licenciado".

De acordo com o governador, o foco não é apenas no licenciamento, mas também no monitoramento deste. "O empreendedor terá, do lado da visão do desenvolvimento, uma entrega mais rápida, mais ágil da sua licença".

Riedel também destacou que, com as novas ferramenteas de monitoramento e licenciamento, deve reduzir significativamente o tempo de licença.

"Com os instrumentos tecnológicos sendo aplicados, certamente vai reduzir ainda mais o tempo, e o principal, vai dar a capacidade facilitar o desenvolvimento, mas absolutamente responsável para a área ambiental e que tenha capacidade de detectar qualquer irregularidade ou ilegalidade no projeto. Um exemplo claro disso, a partir dessas novas mudanças, é o índice do Mato Grosso do Sul como o menor do Brasil em desmatamento legal".

A nova legislação será enviada em breve à Assembleia Legislativa, já está na construção da legislativa e estão sendo feitas as últimas adequações, segundo Riedel.

"Existem algumas normativas internas que precisam ser feitas que o IMASUL, seja por decreto ou por resolução, está ajustando também, mas acredito que nesse começo do mês de julho já vá para a Assembleia"

Adequações

Segundo o diretor-executivo do Imasul, André Borges, as plataformas foram desenvolvidas para atender a nova legislação nacional do licenciamento ambiental. Para isso, era necessário ter ferramentas que pudessem fazer o controle.

"Há uma divisão de responsabilidades maior agora. O empreendedor assume muito mais a responsabilidade ambiental pelo seu empreendimento. E o papel do Estado é acompanhar o desempenho ambiental dessa atividade para, de fato, atingir o nosso objetivo fim aqui, que é a gestão ambiental do território do Mato Grosso do Sul", disse André Borges.

O diretor-executivo do Imasul, André Borges, apresentou as novas ferramentas de monitoramento ao governador Eduardo Riedel
André Borges, diretor-executivo do Imasul / Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

A principal mudança da Lei Nacional do Licenciamento Ambiental Geral é a inovação no sentido de tipologias de licença, como a licença por adesão e compromisso ou a licença ambiental única. O Estado precisou adequar a legislação estadual para poder atender a normativa nacional.

"Nós temos uma lei, de 2001, que trata da política ambiental de licenciamento ambiental no Estado. E com o advento dessa nova lei nacional, nós precisamos atualizar a nossa norma e criar um sistema estadual de licenciamento ambiental. Então, nós vamos trazer muitas das legislações antigas para tentar consolidar num único documento e criar um ambiente de mais previsibilidade, maior segurança para quem vai investir e para quem faz o trabalho de monitoramento, controle e fiscalização", disse o diretor-executivo do Imasul.

Sistemas tecnológicos

O SIRIEMA 2.0 (Sistema Imasul de Registros e Informações Estratégicas do Meio Ambiente) é uma nova versão da plataforma responsável pela solicitação, tramitação e análise dos processos ambientais. 

O sistema concentra em um único ambiente digital diversos módulos de gestão ambiental, como Cadastro Ambiental Rural (CAR), Licenciamento Florestal, Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), Fiscalização, Licenciamento Ambiental, Monitoramento e Controle, Pesca, Recursos Hídricos e SISEA.

Desenvolvido para atender às exigências da nova legislação estadual, o SIRIEMA 2.0 oferece um portal unificado que integra diferentes sistemas, automatiza etapas do licenciamento, realiza controle de prazos, promove auditoria dos processos e incorpora recursos de inteligência artificial para apoiar as análises técnicas.

Entre as principais mudanças está a automação de modalidades de licenciamento, como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), a Comunicação Declaratória de Licenciamento Ambiental Estadual (CDLAE) e a Declaração de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE). A digitalização desses procedimentos permitirá maior rapidez na tramitação dos processos, redução da burocracia e fortalecimento da eficiência administrativa.

SIGMA

A transformação digital também contempla o SIGMA (Sistema de Gestão e Monitoramento Ambiental), plataforma desenvolvida para acompanhar automaticamente o cumprimento das condicionantes ambientais. 

O sistema realiza o cruzamento de informações das licenças emitidas com a legislação vigente, utilizando inteligência artificial para monitorar obrigações ambientais, prazos e conformidade dos empreendimentos, contribuindo para uma gestão mais preventiva e integrada.

SISGEO

Outro componente da modernização é o SISGEO, novo Sistema de Georreferenciamento do Imasul. A plataforma substituirá o SISLA, oferecendo tecnologia atualizada para análises geoespaciais, integração de bases cartográficas e suporte técnico ao licenciamento ambiental. 

O sistema proporcionará maior precisão nas análises territoriais e facilitará o acesso às informações geográficas por técnicos, empreendedores e demais usuários.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).