Cidades

SANEAMENTO

Governo retoma parceria público-privada da Sanesul

Projeto para universalizar serviço de esgoto da estatal pode ter mais de R$ 4 bilhões

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O projeto para ampliar para 98% a rede de esgoto no interior do Estado, por meio de parceria público-privada com a Sanesul, foi retomado neste início de janeiro. A iniciativa ficou paralisada por dois anos e meio, desde que os estudos de viabilidade foram entregues em junho de 2017. No dia 31, o Escritório Geral de Projetos do governo de Mato Grosso do Sul e a Sanesul realizarão consulta pública e audiência pública. Depois desse evento, os próximos passos serão o lançamento de edital e o leilão.  

A etapa anterior, os estudos de viabilidade econômica, encerrou-se em junho de 2017. Na ocasião, a Aegea (controladora da Águas Guariroba, concessionária em Campo Grande) orçou a universalização do esgoto na área atendida pela Sanesul em R$ 1,7 bilhão. A Andrade Gutierrez, empresa que também participou do plano de manifestação de interesse (PMI), orçou, na ocasião, o mesmo serviço em R$ 2,4 bilhões. No primeiro edital da parceria, lançado em 2016, a Sanesul estimava que a expansão da rede custasse R$ 929,2 milhões. 

O secretário de Governo, Eduardo Riedel, explicou que nesse processo a Sanesul continua responsável pelo tratamento e distribuição de água e também pela cobrança. “O parceiro terá um porcentual da tarifa de esgoto e participará da administração com a Sanesul”, explicou Riedel. Também esclareceu como o parceiro será remunerado e adiantou o objetivo da próxima etapa do processo, o leilão: “O parceiro privado põe dinheiro na obra e como ele é remunerado? Esse é objeto do leilão. A tarifa de esgoto tem um valor e parte dele será revertida para o parceiro. O leilão ocorre justamente em cima da parte que será revertida”, informou. 

Além dos R$ 929 milhões para expansão da rede de esgoto, o projeto prevê pelo menos R$ 3 bilhões de investimentos para a manutenção da rede já existente e da que será implantada. Ao todo, o investimento previsto nos 30 anos de concessão seria de mais de R$ 4 bilhões. 

CONSULTA

Nessa consulta pública, serão coletadas sugestões e ideias para aprimorar o projeto. Os documentos serão disponibilizados nas páginas da Sanesul e do Escritório de Parcerias Estratégicas do Estado (EPE) na internet entre segunda-feira (20) e o dia 4 de março. Interessados podem enviar sugestões para o e-mail [email protected]. Esse projeto será levado ainda para discussão em audiência pública, agendada para 31 deste mês, às 9h, na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MS). Qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá participar por meio de perguntas ou fazendo sugestões. 

Na ocasião, o projeto será apresentado à sociedade e ao mercado, oportunizando aos interessados a participação presencial com formulação de questionamentos ou entrega de sugestões. A inscrição deve ser feita até a véspera da audiência por e-mail, com o envio da ficha preenchida para o endereço do EPE; ou no dia da reunião, entre 8h30min e 8h50min. O regulamento completo da audiência também está disponível nos sites da Sanesul e do EPE.

Após esse passo, o governo vai analisar as contribuições. Caberá à Procuradoria-Geral do Estado emitir parecer, e a previsão é lançar o edital de licitação ainda no primeiro semestre deste ano. O objetivo da PPP é ampliar para 98% a cobertura de esgoto no Estado.

HISTÓRICO

Em junho de 2016, foi publicado no Diário Oficial Eletrônico (DOE) o edital para o procedimento de manifestação de interesse da PPP. O Estado queria atrair interessados, abrindo caminho para parcerias com a iniciativa privada. “Vamos nos valer do mecanismo de PPP para melhorar a saúde e a qualidade de vida de quase dois milhões de sul-mato-grossenses”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja, na cerimônia de lançamento. Já no mês de setembro, o governo autorizou quatro empresas a elaborarem estudo técnico para parceria com a Sanesul. Azambuja declarou na sequência que a organização privada que vencer a concorrência da Sanesul receberá porcentual da tarifa do serviço. Em junho de 2018, o governador garantiu que a PPP seria lançada.

IDENTIDADE

Como tirar o novo RG em Campo Grande: documentos e endereços

Primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita; atendimento é feito apenas com agendamento pela internet em postos espalhados por Campo Grande

23/05/2026 15h30

Nova Carteira de Identidade Nacional pode ser emitida em nove postos de atendimento espalhados por Campo Grande

Nova Carteira de Identidade Nacional pode ser emitida em nove postos de atendimento espalhados por Campo Grande Divulgação

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A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação, já pode ser emitida em Campo Grande. O atendimento é realizado exclusivamente mediante agendamento pela internet e exige apresentação de documentos originais no dia marcado.

Confira abaixo o que é necessário para tirar a CIN na Capital:

Quem pode emitir a nova CIN?

Todos os cidadãos podem solicitar a nova Carteira de Identidade Nacional. A primeira emissão é gratuita para quem ainda não possui a CIN emitida em nenhuma unidade da federação.

Já a segunda emissão é cobrada, mesmo que o primeiro documento tenha sido feito em outro estado.

O atendimento é presencial?

Sim, mas o comparecimento ao posto de identificação só ocorre após agendamento on-line.

  • O atendimento sem agendamento não é realizado;
  • Quem faltar ao horário marcado precisará fazer um novo agendamento;
  • Ao final do agendamento, o sistema gera um protocolo com data, horário e local do atendimento;
  • O protocolo também pode ser enviado por e-mail.

Quais documentos são obrigatórios na 1ª emissão?

Para emitir a primeira via da CIN, é necessário apresentar:

  • Certidão de nascimento original, para solteiros;
  • Certidão de casamento atualizada, para casados, divorciados ou viúvos;
  • CPF com comprovante de situação cadastral;
  • Certificado de naturalização, quando necessário.

No caso de menores de 17 anos, também é obrigatório apresentar o CPF do responsável legal.

Quais documentos podem ser incluídos na CIN?

O cidadão também pode adicionar outras informações ao documento, como:

  • Título de eleitor;
  • CNH;
  • Carteira de Trabalho;
  • Cartão SUS;
  • NIS;
  • PIS/Pasep;
  • Documento profissional;
  • Certificado militar;
  • Nome social.

Para inclusão do tipo sanguíneo e fator RH, é obrigatório apresentar exame laboratorial com laudo comprobatório.

Quando a emissão é paga?

A taxa de 4 UFERMS é cobrada nos seguintes casos:

  • Segunda emissão;
  • Troca do nome de solteiro para casado;
  • Atualização de dados;
  • Mudança de foto;
  • Alteração de assinatura;
  • Extravio;
  • Correções feitas após 30 dias da entrega do documento.

A correção de erros identificados em até 30 dias após a entrega da carteira é gratuita.

Como pagar a taxa da 2ª emissão?

A guia DAEMS pode ser emitida:

  • Nos próprios postos de identificação;
  • Pelo site da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul.

O pagamento pode ser feito em lotéricas, agências dos Correios e instituições conveniadas.

Quem optar pelo Pix deve apresentar a guia impressa e o comprovante de pagamento no dia do atendimento.

Como funciona a retirada do documento?

Após o atendimento presencial, o solicitante recebe um protocolo com a previsão de entrega da carteira.

A retirada só pode ser feita mediante apresentação do protocolo original.

O documento pode ser retirado:

  • Pelo próprio titular;
  • Por parentes de linha direta, como pais, mães, irmãos ou filhos.

Onde tirar o novo RG em Campo Grande?

Confira os postos de identificação disponíveis na Capital:

Posto de Identificação Itanhangá

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Área Central - PI02

  • Atendimento das 8h às 19h.

Posto de Identificação CAORC - PI91

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Aero Rancho

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Bosque dos Ipês

  • Atendimento das 10h às 19h.

Posto de Identificação Fácil Coronel Antonino

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Fácil Guaicurus

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Marrakech

  • Atendimento das 8h às 17h.

Posto de Identificação Shopping Norte Sul

  • Atendimento das 10h às 19h.

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CAMPO GRANDE

Grupo de cirurgiões pediátricos é investigado por suspeita de fixação de honorários

Órgão apura possível centralização de negociações com hospitais e planos de saúde por grupo que atua na Capital

23/05/2026 14h30

Cade apura suposta centralização de negociações e possível fixação de honorários no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar em Campo Grande.

Cade apura suposta centralização de negociações e possível fixação de honorários no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar em Campo Grande. Divulgação

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A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou inquérito administrativo para investigar a atuação da SECIPE – Serviços Cirúrgicos Pediátricos de Campo Grande/MS por suspeita de infração à ordem econômica no mercado de cirurgia pediátrica hospitalar na Capital.

A investigação teve início após denúncia apontar que a empresa reuniria a maior parte dos cirurgiões pediátricos habilitados em Campo Grande e funcionaria como intermediadora das negociações com hospitais e operadoras de planos de saúde.

Segundo o Cade, há indícios de que a estrutura da empresa estaria sendo utilizada para uniformizar condutas comerciais entre profissionais que deveriam negociar individualmente. Entre os pontos apurados estão a possível adoção de tabela fixa de honorários médicos e a centralização de negociações com agentes do setor de saúde.

Na avaliação da Superintendência-Geral, o mercado investigado é considerado sensível por envolver atendimento especializado, com baixa possibilidade de substituição e impacto direto em procedimentos hospitalares, incluindo casos de urgência.

O órgão também destacou que a atuação dos cirurgiões pediátricos afeta não apenas hospitais e operadoras de saúde, mas também pacientes e usuários do sistema de saúde suplementar.

Como medida preventiva, o Cade determinou cautelarmente que a SECIPE deixe de elaborar ou divulgar tabelas de honorários médicos e suspenda qualquer participação em negociações coletivas relacionadas à prestação de serviços médicos, seja de profissionais vinculados à empresa ou externos.

A decisão ainda estabelece que a entidade não poderá criar obstáculos para que médicos realizem negociações diretamente com hospitais, planos de saúde ou outras instituições do setor.

A medida cautelar está prevista na Lei nº 12.529/2011 e pode ser aplicada quando há indícios de infração à ordem econômica e risco de prejuízo ao mercado ou comprometimento do resultado final da investigação.

Com a abertura do inquérito, o Cade dará sequência à fase de instrução do caso. A apuração deve analisar, entre outros pontos, a existência de eventual tabela de honorários, o grau de vínculo dos profissionais com a empresa e a possibilidade real de contratação individual dos cirurgiões pediátricos.

Ao final da investigação, a Superintendência-Geral poderá recomendar o arquivamento do caso ou a abertura de processo administrativo sancionador.

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