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educação

Governo não tem como pagar e professores entram em greve

Categoria decidiu paralisar atividades por tempo indeterminado em todo o Estado

22 MAI 15 - 14h:49GABRIEL MAYMONE E MARESSA MENDONÇA

A partir da próxima quarta-feira (27), 20 mil professores e 6,2 mil profissionais administrativos da educação entrarão em greve na Rede Estadual de ensino de Mato Grosso do Sul, deixando 270 mil alunos de 362 escolas sem aula por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada no início da tarde desta sexta-feira (22), na sede da Federação dos Profissionais de Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). Estiveram presentes representantes dos 79 municípios do Estado, sendo que entre 15% e 20% se manifestaram contrários à paralisação.

A categoria está negociando com o governo do Estado desde o início do ano pelo cumprimento de Lei Estadual aprovada no fim do ano passado, que prevê a integralização do piso dos professores.

O presidente da Fetems, Roberto Botarelli, informou que, hoje, um professor que cumpre jornada de 20 horas, tem remuneração inicial de R$ 1.331 e que o ideal seria R$ 1.917, conforme o piso nacional. Para isso, precisaria do reajuste de 10,92% exigido pelos profissionais, mas o governo propôs apenas 4,37%. “Estamos abertos ao diálogo, mas como não apresentaram proposta. Tudo tem limite. Ninguém gosta de fazer greve. Não tem prazo para acabar, todo mundo acaba prejudicado”, disse Botarelli.

Eles reivindicam também o adiantamento da data base dos administrativos para janeiro.

Opinião

Para os que prestam serviços administrativos nas escolas, a greve é um dos únicos meios de reivindicar melhorias. “Muita gente não sabe, mas o administrativo é o que limpa, o que recebe e o que cuida dos alunos.Somos educadores e não as 'tias da limpeza'”, declara a servidora Cleide Carrilho que há 15 anos trabalha no setor administrativo em Três Lagoas.

A professora Silene Maria Cortez também considera a manifestação uma necessidade. “Se não estão cumprindo o acordo, então temos que fazer”. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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