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REFLEXOS

Forte calor e baixa umidade lotam as unidades de saúde

Problemas respiratórios, dermatites, busca por nebulização e outros casos elevam a demanda em pelo menos 30%

2 NOV 19 - 09h:30RICARDO CAMPOS JR.

Calor e baixa umidade relativa do ar fazem o movimento nas unidades de saúde de Campo Grande aumentar pelo menos 30%, especialmente na rede pública. Problemas respiratórios, dermatites e casos de pessoas que simplesmente passaram mal e precisaram de nebulização têm levado a população a procurar ajuda.

Na rede particular, o Hospital da Unimed, sem detalhar números, informou que a demanda foi sentida especialmente no atendimento infantil. Os pequenos têm imunidade mais baixa e, por serem mais frágeis fisicamente, sofrem com as altas temperaturas.

Já a unidade da Cassems informou que, desde setembro (início da primavera), o hospital já atendeu 1.752 pessoas sofrendo de nasofaringite aguda, tosse, amigdalite, broncopneumonia, infecção das vias aéreas, faringite aguda, mal-estar e fadiga. Ou seja, são 44 pacientes diariamente com problemas que podem estar ligados ao clima.

Henrique de Brito, presidente da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia de Mato Grosso do Sul, explica a relação entre o calor e sistema respiratório. Segundo ele, durante o tempo seco e quente as pessoas ficam mais desidratadas porque perdem mais líquido e enfraquecem o sistema imunológico, especialmente os mecanismos de defesa localizados nas vias aéreas superiores.

Outra situação, segundo ele, é o uso do ar-condicionado, bastante comum nesta época. Para gelar o ambiente, o aparelho retira a umidade do ar, deixando o organismo ainda mais suscetível a problemas relacionados ao aparelho respiratório. “O ideal é que as pessoas ligassem um umidificador com o ar-condicionado”.

Sobre as trocas bruscas de temperatura, Henrique afirma ser mito que a variação térmica possa afetar o organismo. Para que isso acontecesse, as situações às quais o paciente se expõe deveriam ser extremas.

DEMANDA

A enfermeira da Clínica da Família do Bairro Nova Bahia Viviane de Oliveira afirma que no local a demanda relacionada ao calor não afeta apenas as crianças, mas também os idosos. “Nos procuram especialmente pessoas com febre e dor de garganta”, explica.

Têm chegado alguns casos na unidade de crianças que passam o dia brincando em piscinas, caixas-d’água ou simplesmente se refrescam com a mangueira por longos períodos de tempo e, com sistema imunológico enfraquecido, acabam pegando resfriados ou doenças no aparelho respiratório.  

“Também temos casos de pessoas que saem no tempo quente em horários de baixa umidade e chegam aqui com o nariz sangrando por causa do tempo seco”, pontua.

DICAS

Alguns cuidados nesta época são necessários para evitar a necessidade de procurar uma unidade de saúde. “O principal é beber muita água para manter o corpo hidratado e evitar andar no sol nos horários mais quentes, especialmente os idosos, que têm a pele mais frágil. Se por um acaso a pessoa tiver a necessidade de sair no tempo, deve usar proteção, como chapéus, sombrinhas, bonés e protetor solar”, alerta a enfermeira.

O auxiliar de serviços gerais Cosmo Ferreira da Costa, 39 anos, faz a lição de casa quando o assunto é se proteger das altas temperaturas.

“Eu evito ar-condicionado, prefiro usar mais o ventilador. Tomo bastante água e uso muito protetor solar durante o trabalho, chapéu e blusa de mangas compridas explica”. Ele tem uma filha pequena e redobra os cuidados com a menina, dando “bastante água para ela ficar sempre bem hidratada”, disse ao Correio do Estado.

ÉPOCA MAIS QUENTE

O meteorologista Natálio Abrão, ao comentar os incêndios que atingem a região do Pantanal, disse que a primavera, ao contrário do que muitos pensam, é a época mais quente do ano. O incomum para 2019 tem sido a falta de chuvas, que já deveriam ter começado e só devem dar as caras com mais intensidade em novembro.

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