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MUITA CHUVA

“Fenômeno natural”, conclui laudo do Imasul sobre material que obstruiu rio Miranda

Fenômeno pode voltar a acontecer por conta das chuvas

14 JAN 20 - 18h:26FÁBIO ORUÊ

Técnicos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) atesta que os galhos, cipós, troncos finos, folhas e gravetos que obstruíram três pontos do rio Miranda pode ser tratado como um fenômeno natural. A equipe de fiscalização do Imasul, composta pelo engenheiro Diego do Carmo Brito, os gerentes Luiz Mário Ferreira (Fiscalização) e Leonardo Sampaio Costa (Recursos Hídricos) e pelo próprio diretor presidente do órgão, André Borges, esteve no município de Miranda, nesta segunda-feira (13), para verificar a origem do material orgânico. 

Segundo divulgado pelo Governo Estadual, o estudo do em imagens feitas por drone e a verificação no local. Os detritos espalharam-se por uma extensa área do rio, na altura da Ponte do Calcário, encobrindo quase toda a superfície. Com auxílio de máquinas da Prefeitura de Miranda, o entulho foi retirado ainda no fim de semana.

Esse fenômeno já havia sido registrado em 2007 e está ligado às fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias. O leito do rio subiu de 3,86 metros para 5,28 metros em duas semanas. Informações do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) mostram que choveu 138,4 milímetros na região desde o início do mês até ontem. 

O laudo produzido pelos técnicos do Imasul relata a situação verificada em três pontos diferentes do rio: na altura da ponte da MS-339, no distrito de Salobra e na ponte da MS-345, no distrito de Águas do Miranda. As conclusões dizem que “o nível do rio Miranda estava alto com água com coloração barrenta, indicando que havia chovido muito em sua cabeceira e seus afluentes. Outro fato observado foi a baixa velocidade da água, o que favorece a acumulação dos galhos no leito do rio”, diz o relatório sobre a ponte na cidade de Miranda.  

Com relação ao segundo ponto fiscalizado, na altura do distrito de Salobra, foi verificado que “havia a presença de material vegetal no leito do rio, flutuando rio abaixo em ambas as margens”. Além disso, os técnicos conversaram com ribeirinhos, que afirmaram que todo ano, no período de chuvas intensas o rio Miranda enche e acaba arrastando o material vegetal depositado nas margens. 

Já na vistoria no distrito Águas de Miranda foi percebido “a presença de vegetação seca às margens do rio, portanto, qualquer aumento do nível das águas do rio Miranda arrastará esse material para o leito e daí segue rio abaixo”. 

No laudo, os técnicos deixam claro que o fenômeno pode voltar a ocorrer, já que a previsão é de que as chuvas fortes continuem nas próximas semanas no Estado, e há muita vegetação nas margens do rio que pode ser arrastada pela força das águas.

 

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