Segunda, 18 de Junho de 2018

câncer

'Exportação' de pacientes
para SP cresce 72% em 2 anos

Unidades do Hospital de Barretos receberam 37,9 mil no ano passado

15 MAR 2018Por DA REDAÇÃO07h:00

Em apenas dois anos, entre 2015 e o ano passado, aumentou em mais de 72% o número pessoas que tiveram de procurar unidades do Hospital de Câncer de Barretos no estado de São Paulo para realizar cirurgias e terapias de combate à doença.

Dados da instituição apontam que, em 2015, 21.979 pacientes residentes em Mato Grosso do Sul procuram as unidades do hospital localizadas nas cidades de Barretos (SP), Jales (SP) e Porto Velho (RO) para realizar o tratamento. Em 2016, esse número disparou, subindo mais da metade do registrado no ano anterior, para 33.196. Em 2017, os atendimentos chegaram a 37.969 pacientes.

A falta de estrutura pública para o tratamento oncológico em Mato Grosso do Sul está entre os problemas que levam os pacientes a procurar hospitais em São Paulo. Em MS, o sistema de tratamento em oncologia – quimioterapia e radioterapia – custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está nas mãos da iniciativa privada, que presta serviço ao setor público de saúde, o que acaba aumentando a peregrinação dos pacientes. 

Atualmente, apenas uma empresa em Campo Grande realiza radioterapia: a Radius Terapia Oncológica (antiga NeoRad, alvo da Operação Sangue Frio, da Polícia Federal, em 2013). Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), além dos pacientes que realizam o tratamento, há 97 pessoas aguardando para iniciar esse procedimento, das quais 46 são do interior e 51 da Capital. 

De acordo com levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca), até abril do ano passado, além da Radius, outras quatro instituições realizavam esse procedimento em MS. Três estavam na Capital, sendo uma integralmente privada – o Instituto de Tratamento do Câncer – e duas públicas – o Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e o Hospital de Câncer Alfredo Abrão –, que tiveram o serviço desativado. No interior, apenas o Hospital Evangélico Dr. e Sra. Goldsby King oferece o serviço e atende pacientes via SUS. 

*Leia reportagem, de Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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