Cidades

EM PONTA PORÃ

Ex-prefeito pernambucano condenado
a mais de 75 anos é preso na fronteira

Segundo a PF, cursava Medicina no Paraguai com documentos falsos

RAFAEL RIBEIRO

09/04/2018 - 10h30
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A Polícia Federal de Ponta Porã prendeu, na noite de domingo (8), o ex-prefeito de Senharó, cidade do interior de Pernambuco. Raniere Aquino de Freitas, que estava foragido da Justiça desde novembro de 2016, quando foi condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de um pecuarista da região, além de crimes de corrupção ocorridos em sua gestão. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos.

Raniere cursava Medicina em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia em que morava. No momento da abordagem, ele apresentou documento falsificado em nome de outra pessoa e por isso também foi indiciado por uso de documento falso.

A Justiça Federal já havia expedido 13 mandados de prisão contra o político por outras acusações além do homicídio, como falsificação de documento público, apropriação indébita previdenciária, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, corrupção passiva, fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança, corrupção ativa, falsificação de papéis públicos e dispensa irregular de licitação. 

O caso foi registrado na delegacia da PF de Ponta Porã, mas o ex-prefeito seria encaminhado para um presídio estadual, de onde depois seria transferido para a cidade pernambucana.

O CRIME

O assassinato aconteceu em agosto de 2003. Freitas contratou um policial militar aposentado para executar a tiros José Arnaldo Didier Leite em sua chácara, na zona rural de Sanharó. A motivação para o crime teria sido brigas e desavenças entre os grupos políticos.

Em 2016, na época do julgamento, Freitas já cumpria pena em um presídio da cidade após ser condenado por corrupção, acusado de desviar cerca de R$ 112 mil dos caixas públicos, além de irregularidades em licitações.

Após a condenação, o ex-prefeito alegou problemas cardíacos e conseguiu autorização para cumprir a pena em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, mas fugiu em 28 de outubro daquele ano, antes mesmo de instalar o equipamento na Justiça de Pernambuco. 

MATO GROSSO DO SUL

Confusão por dívida em prostíbulo termina com GCM na delegacia

Discussão por conta de bebidas alcoólicas evoluiu para agressões e ameaças com arma de pressão; proprietário e clientes recusaram representar criminalmente

02/07/2026 12h00

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 1,2 mil em uma casa de massagens terminou em confusão, agressões e ameaça com uma arma de pressão na madrugada desta quinta-feira (2), em Campo Grande. Entre os envolvidos está um guarda civil metropolitano, que foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) juntamente com os demais participantes da ocorrência.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender uma denúncia de vias de fato em um estabelecimento que funciona como casa de massagens. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram os envolvidos com os ânimos exaltados e precisaram solicitar apoio de outras viaturas, incluindo uma equipe da Força Tática, para controlar a situação.

De acordo com a proprietária do estabelecimento, um grupo formado por cinco homens consumiu bebidas alcoólicas e contratou serviços das profissionais da casa. Ela afirmou que três clientes deixaram o local antes do fechamento da conta e que um dos integrantes do grupo teria assumido a responsabilidade pelo pagamento de toda a despesa.

Ainda conforme o relato, no momento da cobrança o homem quitou apenas parte do valor devido, recusando-se a pagar o restante da conta, que incluía o consumo dos demais clientes. A divergência deu início a uma discussão que terminou em agressões físicas.

Durante o atendimento, a Polícia Militar recebeu a informação de que o proprietário do estabelecimento teria ameaçado os clientes utilizando uma arma de fogo. Em buscas no imóvel, os policiais localizaram no quintal uma arma de pressão movida a CO, com características semelhantes às de uma pistola.

Na delegacia, o casal proprietário apresentou uma versão diferente da confusão. Eles alegaram que dois clientes tentaram deixar o local sem quitar a dívida referente ao consumo de bebidas alcoólicas. Segundo o proprietário, ao impedir a saída da dupla, ele teria sido agredido com socos, sofrendo lesões no lábio, vermelhidão no pescoço e dores na região do abdômen.

O homem admitiu que, após as agressões, mordeu os dedos de um dos envolvidos durante a briga e, temendo por sua integridade física, pegou a arma de pressão e a apontou em direção aos clientes para afastá-los.

Já o guarda civil metropolitano negou ter assumido a responsabilidade pelo pagamento da conta coletiva e também negou qualquer agressão ao proprietário. Ele afirmou que pagou pelos serviços que contratou e por sua parte no consumo de bebidas, alegando ainda que se sentiu ameaçado ao ver o proprietário empunhando o que acreditava ser uma arma de fogo.

Outro cliente apresentou uma versão diferente da do guarda. Ele afirmou que ambos chegaram juntos ao estabelecimento e que o amigo havia informado que pagaria também sua parte da conta referente às bebidas.

Os policiais constataram que um dos clientes apresentava lesões nos dedos provocadas por mordidas, enquanto o proprietário possuía ferimentos leves compatíveis com as agressões que alegou ter sofrido. Os dois receberam requisições para exame de corpo de delito.

Apesar das acusações mútuas, todos os envolvidos informaram à Polícia Civil que não desejavam representar criminalmente uns contra os outros. Eles foram liberados após assinarem termo de compromisso para comparecimento em juízo, e o caso seguirá sob apuração da Polícia Civil. O registro também informa que o guarda civil não se identificou como agente de segurança durante a confusão e não portava arma de fogo no momento da ocorrência.

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ACIDENTE FATAL

Caminhoneiro morre após capotamento de veículo na BR-267

O homem ficou preso às ferragens do veículo e morreu no momento do tombamento

02/07/2026 11h45

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Um homem morreu na madrugada desta quinta-feira (2) devido ao tombamento do caminhão que ele conduzia na BR-267, no município de Bataguassu próximo ao quilômetro 51, a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande.

O veículo estava carregado de batatas e ficou à margem da rodovia em uma área de vegetação após o capotamento. Apesar do tombamento, a carga não ficou espalhada na via e não foi necessário interdita-lá.

Foto: Reprodução redes sociais

O condutor era Rogério Cabral, também conhecido como "Magrão", e era de Dourados. Segundo informações de jornais locais, ele teria ido ao estado de São Paulo carregar o caminhão e dirigia sentido SP-MS, em retorno ao município de origem.

A vítima estava sozinha no momento e após o capotamento do veículo ficou presa as ferragens. As equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Perícia Técnica estiveram no local para realizar os procedimentos.

A equipe de guincho do município de Bataguassu também esteve no local para realizar a remoção do veículo e carga. Rogério Cabral morreu ainda no local com o impacto e seu irmão que estava no mesmo trajeto, chegou logo atrás e se deparou com o acidente.

A dinâmica do acidente ainda está sendo investigada e ainda não se sabe o que causou o tombamento.

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