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Campo Grande - MS, segunda, 24 de setembro de 2018

DEFINIÇÃO

Juiz federal aposentado
é preso pela PF na Capital

Ex-juiz é acusado de tentar matar desembargador no Paraná

13 MAR 2018Por RAFAEL RIBEIRO18h:13

A Polícia Federal prendeu na tarde desta terça-feira (13), na Capital, o ex-juiz federal Jail Benites Azambuja, conhecido por fazer a defesa do ex-prefeito Gilmar Olarte (atualmente sem partido) e sua mulher durante operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, em 2016.

Azambuja foi preso de forma preventiva por meio de mandado expedido na última sexta-feira (9) por não comparecer à audiência em que responde pela acusação de tentativa de assassinato do atual desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Luiz Carlos Canalli, em Umuarama (PR).

No mesmo dia, no entanto, foi condenado a seis anos e dez dias pela prática dos crimes de falsidade ideológica de documento público e por denunciação caluniosa pela 1ª Vara da Justiça Federal de Umuarama.

O crime mais notório aconteceu na madrugada de 19 de setembro de 2008. O segurança Adriano Roberto Vieira, já condenado, atirou 13 vezes contra a casa de Canalli e apontou Azambuja como o mandante do ataque.

Há um ano os advogados do ex-juiz tentam adiar o tribunal do júri. Na última sexta-feira, o procurador da República Luís Wanderley Gazoto aceitou a argumentação da defesa de conceder mais tempo hábil para estudar o caso para articulação.

A jornais paranaenses, Gazoto disse que com a prisão de Azambuja o júri deverá acontecer em até um mês e outro pedido do tipo de sua defesa será entendido como "manobra", forçando a instituição da Defensoria Pública da União para representar o ex-juiz.

O juiz é aposentado de forma compulsória desde novembro de 2009, por decisão justamente de Canalli, após a descoberta de que forjou um ataque a tiros contra si mesmo em fevereiro do ano anterior. Na ocasião, ainda como juiz em Umuarama, ele prendeu 47 policiais militares por suposta ligação com uma quadrilha de contrabandistas. Todos foram liberados depois por falta de provas. 

O delegado-chefe da subseção da Polícia Federal em Cascavel (PR), Marco Smith, disse que o órgão aguarda apenas a liberação de uma cela especial na região para realizar a transferência de Azambuja de Campo Grande. "Por ser ex-juiz ele ainda tem prerrogativas exclusivas", disse. 

O advogado Luís Pedro acompanhou Azambuja durante sua prisão na PF e deu outra explicação aos fatos. Segundo ele, o antigo defensor do ex-juiz renunciou ao caso no dia do tribunal do júri, por isso  houve o adiamento do caso. 

"É um ato desnecessário. A prisão foi feita de forma processual. Sem necessidade. É uma pessoa com endereço fixo, trabalho, que atende prerrogativas legais. A questão poderia ser resolvida com vídeoconferência, por exemplo, mas o promotor e o juiz o subestimaram", disse Pedro, por telefone ao Portal Correio do Estado.

*Editada às 15h20 para atualização de informações.

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