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MEDICINA UEMS

Estudantes e professores protestam contra falta de estrutura e concurso público

Para suprir déficit seria necessário contratar 200 professores

23 MAI 18 - 17h:34ALINE OLIVEIRA

Estudantes do curso de medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) protestam desde o início do ano contra a falta de professores especializados para algumas disciplinas oferecidas na grade do bacharelado e a falta de equipamentos, insuficientes para atender a demanda de 192 alunos matriculados, totalizando quatro turmas.

O curso foi inaugurado em 2015 e possui vários alunos de outros estados que são diretamente prejudicados com a precariedade de material humano e físico. O representante dos alunos é o acadêmico do segundo período de Medicina, Gabriel Piacentini, que explica a trajetória da reivindicação.

"Conforme o tempo vai passando os problemas se agravam, pois a partir do quarto ano as aulas só podem ser ministradas por professores com formação em Medicina e já temos turmas que chegaram nessa fase. Procuramos diálogo com a reitoria e o governo do Estado e nada foi solucionado. Até o momento a única resposta que tivemos é de que será aberto um edital para contratar 50 professores, dos quais 10 seriam alocados para nosso curso", explica o estudante, que também participa do Diretório Central Estudantil (DCE).

Gabriel comenta que a última paralisação começou no dia 21 abril e teve adesão dos professores que também sentem-se insatisfeitos com a falta de pessoal para atender a instituição que conta com unidades universitárias e polos de educação à distância em 25 municípios de Mato Grosso do Sul.

"Muitos estudantes moram em outros estados e são mantidos pelos familiares com alimentação, aluguel e transporte. O lado positivo foi que recebemos apoio dos docentes e estamos trabalhando conjuntamente, nos dividindo em comissões para solicitar as melhorias necessárias", acrescenta o estudante de medicina.

REPRESENTANTIVIDADE

O presidente da Associação dos Docentes da UEMS (Aduems), Esmael Almeida Machado, acredita que o quadro de professores é o setor mais fragilizado da universidade, pois disse acreditar que não basta o governo estadual investir na construção do prédio e não ter 'material humano' e equipamentos para colocar em funcionamento.

"A realidade da UEMS é de um déficit de 100 técnicos administrativos e 200 professores, pois não há concurso público e os professores são contratados em caráter temporário, o que provoca insegurança quanto a permanência e reflete também na aprovação e participação dos cursos em projetos de pesquisa nacional, que precisam de servidores efetivos", reforça o líder sindical. 

Machado explica que depois de várias mobilizações realizadas por acadêmicos e professores, a reitoria encaminhou uma nota oficial, na qual informou que em atendimento a solicitação dos coordenadores e gerentes de cursos,  professores, acadêmicos, o edital de concurso oferecido pelo governo estadual será divulgado no dia 25 de junho. 

"Somos cobrados a apresentar uma eficiência acadêmica, que não condiz com as ferramentas que recebemos para trabalhar. Este edital só aconteceu em razão da nossa perserverança e não vai atender todas as unidades. Sendo assim teremos muitas injustiças, pois, não será possível atender todos as localidades aonde funciona a instituição", acrescenta. 

SOBRE A UNIVERSIDADE

A UEMS está presente em Campo Grande desde 2000 e a construção e inauguração da sede própria na capital sul-mato-grossense em 2015 proporcionou ofertamento de 161 cursos e atendimento de 8.512 acadêmicos entre os anos de 1998 e 2015, segundo dados do portal oficial. 

NOTA RETORNO UEMS

Em nota oficial, a assessoria de comunicação da universidade informou que já foi iniciado um levantamento em todos os cursos de graduação para verificar a quantidade necessária de profissionais e assim, realizar novos concursos para contratação de docentes. 

Além disso, para suprir o déficit existente, de forma emergencial, a instituição divulgará no próximo dia 25 de junho, um edital com 50 vagas para professores de várias áreas de conhecimento. 

Sobre a graduação em Medicina, a reitoria da UEMS, junto ao colegiado do curso tomou uma série de medidas para suprir o déficit de professores, como a realização de consecutivos processos seletivos que visavam contratação temporária de professores, além de convênios com o Hospital Regional e secretárias de saúde municipais do interior do Estado e na Capital. 

O objetivo é formalizar a cedência de profissionais e a realização de um concurso para contratação de professores efetivos, que está com inscrições abertas, oferecendo 10 vagas.

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