EM DESACORDO

Estado oferece reajuste de 2,94% e Fórum reforça proposta de greve geral

Entidade dos servidores estaduais pediam 7,45%, mas aceitavam negociar em 4,5%
03/07/2017 16:36 - RODOLFO CÉSAR E NATALIA YAHN


 

A reunião entre governo do Estado e representantes do Fórum dos Servidores Estaduais na tarde de hoje terminou com impasse e a proposta de reajuste de 2,94% para todas as categorias. Na reunião, que aconteceu no Parque dos Poderes, em Campo Grande, foi informado também que o aumento seria concedido a partir de setembro, com pagamento feito em outubro.

O impacto dessa proposta nas contas do governo estadual é de R$ 11 milhões, informou o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis. Ele participou da discussão junto com o secretário de Governo, Eduardo Riedel.

"Oferecemos 2,94% de reajuste linear para todas as categorias, com um impacto de R$ 11 milhões", explicou Assis.

Pelo lado do Fórum dos Servidores, estavam presentes representantes de 50 categorias. Praticamente todos os presentes demonstraram insatisfação com a oferta. As entidades cobravam 7,45% de aumento, mas estariam dispostas a negociar com 4,5%, que é referente à inflação do período de maio de 2016 a maio de 2017.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol), Giancarlo Miranda, na reunião, que foi a portas fechadas, o governo do Estado mencionou que será preciso corte de 25% no custeio da máquina pública para garantir o reajuste ofertado. Nenhum dos secretários confirmou que isso foi mencionado.

"A justificativa dada é que o Estado está falido, que não tem como pagar mais. Mas não é isso o que se fala para a população e o que as contas mostram", sugeriu Miranda.

Ricardo Bueno, dirigente do Sindicato da Seguridade Social (Sintss-MS), mencionou que pela proposta a possibilidade de greve geral em Mato Grosso do Sul aumenta. "Está caminhando-se para a primeira greve geral de Mato Grosso do Sul, possivelmente", previu Bueno.

Todas as categorias agora farão assembleias gerais para apresentação da proposta do governo do Estado e definir qual encaminhamento será dado.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".