Cidades

CORONAVÍRUS

Governo pode lacrar empresa que permitir entrada de cliente sem máscara

Obrigatoriedade do uso de máscara em todo o Estado passa a valer a partir da próxima segunda-feira

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Depois de várias prefeituras decretarem, o governo de Mato Grosso do Sul tornou obrigatório o uso de máscara em todo o Estado a partir da próxima segunda-feira (22). Nesta sexta-feira (19), a medida passou a valer em Campo Grande.

Decreto publicado na edição de hoje do Diário Oficial Eletrônico (DOE) estabelece que as empresas podem adotar medidas para restringir a entrada ou retirar de seus ambientes as pessoas que infringirem a normativa. O oferecimento de máscara para possibilitar o acesso ou a permanência no local ficará a critério de cada estabelecimento.

A empresa que descumprir o decreto pode ser punida com advertência, suspensão de venda ou fabricação, cancelamento de registro, interdição parcial ou total, cancelamento de alvará ou licença, proibição de propaganda, multa e até intervenção, no caso de estabelecimento de prestação de serviços de interesse para a saúde.  

A exigência do equipamento de proteção também vale para órgãos públicos estaduais. As máscaras podem ser artesanais ou industriais, desde que cubram a boca e o nariz. O mesmo vale para as empresas de transporte público coletivo intermunicipal e interestadual, que deverão proibir nos terminais e meios de transportes a entrada de pessoas sem a proteção.

CONTRATO RENOVADO

Governo renova contrato de R$ 4,5 milhões para segurança do Bioparque Pantanal

Acordo garante serviços de vigilância armada e desarmada até outubro de 2027

21/10/2026 08h35

 Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027

Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027 Gerson Oliviera

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O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais 12 meses o contrato de prestação de serviços de vigilância armada e desarmada no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Com a renovação, o Estao deverá desembolsar R$ 4.534.729,20 para manter a segurança do empreendimento entre 26 de outubro de 2026 e 25 de outubro de 2027.

A medida foi formalizada por meio de termo aditivo, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e a empresa Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda., que se encontra em recuperação judicial. O documento foi assinado no dia 19 de outubro deste ano. 

Além da prorrogação, o termo aditivo reconhece reajustes contratuais referentes aos exercícios de 2025 e 2026, que elevaram o custo mensal dos serviços de R$ 345.563,16 para R$ 377.894,10. O aumento acumulado foi de R$ 32.330,94 por mês, equivalente a aproximadamente 9,36%.

Conforme o documento, a primeira repactuação foi solicitada pela empresa dem 28 de maio de 2025, quando o valor mensal passou de R$ 345.563,16 para R$ 362.347,34. A alteração resultou no reconhecimento de R$ 200.017,92 em diferenças retroativas.

Já a segunda repactuação, requerida em 13 de junho de 2026, elevou o pagamento mensal para R$ 377.894,10, considerando os valores atualizados no ano anterior. Nesse caso, a diferença retroativa reconhecida foi de R$ 105.316,76.

Somados, os valores retroativos das duas repactuações chegam a R$ 305.334,68. Segundo o termo aditivo, os cálculos foram revisados e certificados pela área técnica responsável, que atestou os novos valores mensais e as diferenças devidas à contratada.

O documento também estabelece que a empresa renuncia a outros pedidos de reajuste ou repactuação relativos a períodos anteriores que não tenham sido solicitados dentro do prazo previsto antes da nova prorrogação. 

O contrato contempla a prestação contínua de serviços de vigilância armada e desarmada, nos períodos diurno e noturno, nas dependências do Bioparque Pantanal, um dos principais atrativos turísticos de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena.

Com a renovação, os serviços permanecerão sob responsabilidade da Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda. até outubro de 2027, conforme as condições previstas no contrato original.

As despesas serão custeadas com recursos previstos no orçamento estadual, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

A prorrogação tem como fundamento o artigo 57, da Lei Federal, que prevê a possibilidade de extensão da vigência de contratos de prestação de serviços contínuos, observadas as condições legais.

 

VIOLÊNCIA

Professora é agredida durante manifestação em Campo Grande

Casal de bolsonaristas a segurou, quebraram seus óculos e a chamaram de "negra" e "petista"

21/10/2026 08h30

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida Reprodução

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Na noite desta terça-feira (20), a professora de matemática Pamela Kariny Peteres Soares Lima, de 30 anos, foi agredida por uma mulher, que participava de ato pró Flávio Bolsonaro. As manifestações de apoio, tanto do candidato da direita quanto de Lula, começaram por volta das 16h, na Avenida Mato Grosso, no cruzamento com a Avenida Ceará.

Por volta das 17h30, os manifestantes do PT se retiraram e Pamela, que aguardava seu marido no canteiro central da via, foi surpreendida na faixa de pedestres da Avenida Mato Grosso com a Ceará por uma mulher que a atacou, enquanto um homem a segurou pelas costas. Ela teve os óculos quebrados e foi xingada de "negra" e "petista". O esposo dela, ao chegar ao local, encontrou-a caída no canteiro, perto da bandeira e sem socorro.

Os grupos de bolsonaristas e lulistas estavam lado a lado na avenida Mato Grosso e faziam adesivaço e seguravam bandeiras em apoio aos seus candidatos. Segundo os relatos, o clima era amistoso e tinham policiais no local.

Pamela Kariny chegou na manifestação logo após anoitecer. Ela passava pela avenida de patinete, quando avistou os grupos em um clima de música e disputa eleitoral. Neste momento, pediu uma bandeira do Lula para o grupo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em determinado momento do ato, a jovem professora foi de patinete com a bandeira do Lula até o grupo de bolsonaristas. Ela passava em meio aos carros com a bandeira em punho, sorrindo e dizendo: “Eu sou Lula”.

O casal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. Muito nervosa com o episódio, Pamela não teve condições de registrar o boletim de ocorrência da agressão naquele momento.

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