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COVID-19

Esgoto será mapeado para identificar avanço de vírus

Projeto prevê a coleta do esgoto doméstico de cerca de 10 pontos da cidade, para identificar qual tem maior avanço do coronavírus
22/05/2020 10:30 - Daiany Albuquerque


Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), a Águas Guariroba, a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) quer analisar amostras do esgoto de Campo Grande para identificar como está o avanço do novo coronavírus na cidade.

O projeto prevê a coleta do esgoto doméstico de cerca de 10 pontos da cidade, para identificar qual região está com a maior quantidade de carga viral da doença. Quando cruzados com o número de casos confirmados daquela localidade, esses dados podem mostrar se há mais pessoas infectadas do que os exames mostram.

“Como não temos uma grande quantidade de exames, temos de encontrar outras formas de identificar os infectados. Começamos o protocolo agora”, declarou o titular da Secretaria de Meio Ambiente da Capital, Luís Eduardo Costa.

Ainda não há data definida para as coletas serem realizadas, mas, conforme o professor doutor Fernando Magalhães, da UCDB, um dos responsáveis pela execução da iniciativa, o projeto deverá ter atuação de cerca de 30 profissionais, distribuídos entre as quatro entidades.

Segundo Magalhães, que é doutor em Saneamento Ambiental, as coletas serão feitas em 10 pontos que abrangem toda a cidade, incluindo áreas próximas a hospitais e à Estação de Tratamento de Esgoto da Capital.

“Essas coletas serão feitas ao longo do dia, de uma em uma hora, durante 24 horas. Isso porque a coleta em apenas um período pode não representar a quantidade certa dessa carga viral. Tanto dos poços de visita, que ficam em todas as regiões da cidade, como para saber como isso está chegando também à central de tratamento do esgoto”, informou o professor.

PROTOCOLOS

O projeto é vinculado ao programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e segue os protocolos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que está desenvolvendo esta ação da região metropolitana de Belo Horizonte, por isso a UFMS é parceira da iniciativa de Campo Grande. Entretanto, todo o material coletado será analisado na UCDB.

Essa coleta será feita pela concessionária de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Campo Grande, de forma automática, e o material será enviado para o laboratório da Universidade Católica, onde deverá ser analisado em até uma semana.

“Queremos verificar se onde está apresentando a maior quantificação de carga viral no esgoto é onde está a maior parte dos diagnosticados. Porque, se isso não for o caso, significa que naquela região tem mais gente com a doença do que os dados oficiais mostram, e isso pode ser um indicativo de necessidade de campanha de testagem nesse local”, disse o professor.

Conforme Magalhães, a pesquisa só não saiu do papel ainda porque alguns detalhes técnicos precisam ser resolvidos, como a calibragem do equipamento que fará a leitura do material coletado, o PCR em Tempo Real, e a compra de reagentes. Como o pedido para que o projeto fosse desenvolvido na cidade veio da prefeitura, esse custo deverá ficar a cargo da administração municipal.

Ainda de acordo com o professor, outro ponto em que o projeto pode ajudar é em relação ao isolamento social. “Poderemos saber se a situação é segura para uma retomada das atividades ou ainda não”.

A reportagem entrou em contato com a Águas Guariroba, por meio de sua assessoria de imprensa, para saber como estão os preparativos. Segundo a empresa, porém, o projeto ainda está em desenvolvimento e a concessionária aguarda contato da prefeitura com mais informações. 

 
 

Felpuda


A tal estratégia de jogar informações nas redes sociais com objetivo de prejudicar adversários está começando a gerar reações. Uma dessas figurinhas vai ter de explicar, na Justiça, o por quê de postagem trazendo suspeitas pesadas contra cabeça coroada, que não gostou nadica de nada de ver o seu nome sendo usado como “bucha de canhão” para fins eleitoreiros. Vem chumbo grosso por aí! E sai debaixo!...