EDUCAÇÃO

Escola do Estado recebida pela prefeitura será de tempo integral

As quatro instituições aumentarão em 1.267 a quantidade de vagas oferecidas pela Semed
29/01/2020 11:51 - DAIANY ALBUQUERQUE


 

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) oficializou nesta quarta-feira (29) a cedência de quatro escolas pela Secretaria de Estado de Educação (SES). As instituições funcionarão este ano como escolas municipais e juntas ofertarão 1.267 vagas no ensino fundamental, sendo uma delas em tempo integral.

Em publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quarta-feira a prefeitura confirmou o recebimento das escolas, que havia sido divulgado pelo Governo do Estado no dia 17 deste mês.

As novas escolas municipais da Capital são: Professora Hilda de Souza Ferreira, que ofertará 311 vagas; Nicolau Fragelli, com capacidade para 240 alunos; Dr. Demosthenes Martins, para 347 alunos; e Professor Carlos Henrique Schrader, com 369 vagas.

No caso da primeira escola, ela será transformada para receber alunos em tempo integral e já não tem mais vagas disponíveis, já as outras instituições, segundo a Secretaria Municipal de Educação, ainda tem vagas disponíveis e a matrícula pode ser feita por meio do site matrículasreme.capital.ms.gov.br, que está disponível durante o ano todo.

Conforme a Semed, as escolas começarão a receber os alunos no dia 6 de fevereiro, início do ano letivo da Rede Municipal de Ensino (Reme). Como as novas escolas precisarão de mais profissionais da secretaria informou que está “organizando nova chamada de remanescente do último concurso e que haverá contratações caso as vagas não sejam preenchidas inicialmente pelos professores efetivos”.

Entre as escolas cedidas está a Carlos Henrique Schrader, localizada no bairro Jardim Flamboyant, em Campo Grande, onde os alunos, pais e professores protestaram contra o fechamento da instituição, já que a ideia inicial era transformar a escola em sede da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte). A decisão veio depois de muita pressão da comunidade, que enxergava a importância da instituição por ter em sua maioria alunos indígenas.

Agora, com a mudança, a instituição volta a receber alunos, porém, os estudantes do ensino médio não permanecerão na escola, já que ela terá apenas o ensino fundamental. Eles deverão ser matriculados no Hércules Maymone, que fica próximo ao prédio onde funciona a Carlos Henrique Schrader. Ao todo o local tinha 427 alunos no ano passado, sendo que desse número, 43% eram indígenas.

MUDANÇAS

Ao todo, está o final de 2019 o Estado tinha programação para fechar 21 escolas estaduais em todo o Estado, desde janeiro até dezembro. Desse número, oito foram apenas em Campo Grande, sendo quatro no início do ano e essas quatro que não retornaram em 2020 com ensino médio.

Esses fechamentos fazem parte das readequações feitas pelo governo do Estado por conta da redução no número de alunos da Rede Estadual de Ensino (REE). Segundo dados da secretaria, de 2015 para cá foram 16 mil alunos a menos e se levar em consideração o ano de 2010 foram 52 mil alunos a menos. Como efeito disso, 1.700 salas de ensino do período noturno foram fechadas no início deste ano. Se levarmos em conta que cada uma dessas salas abrigavam 30 alunos, cerca de 51 mil estudantes foram transferidos.

smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".