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NO INTERIOR

Escola de Nova Andradina dispensa alunos após sofrer ameaças de massacre

Polícia investiga adolescente de 16 anos como autor

16 ABR 19 - 13h:07RAFAEL RIBEIRO

A Escola Estadual Nair Palácio de Souza, em Nova Andradina, dispensou seus alunos e servidores na manhã desta terça-feira (16), após algumas ameças escritas por um aluno, no banheiro do colégio.
 
Segundo o portal 'Jornal da Nova', frases como: "morte a todos", "massacre às 11h" e "chegou o grande dia", deixaram em pânico todos que estavam na escola naquele momento. Algumas pessoas passaram mal, outras choravam e o colégio teve que ser esvaziado.
 
Ainda de acordo com o portal, o Ministério Público Estadual já tinha conhecimento que a escola sofria ameaças e o assunto circulava em grupos de aplicativos e redes sociais.
 
O principal suspeito, segundo a linha de investigação da Polícia Civil, é um adolescente de 16 anos, que demonstrou aos colegas apreço por armas de fogo e apologia a crimes de ódio. Ele deverá ser interrogado.

A Polícia Militar também esteve no local apurando os fatos. 

Ocorrências do tipo se tornaram comuns nas escolas desde a tragédia de Suzano (SP), cidade onde oito pessoas foram assassinadas em massacre protagonizado por dois adolescentes em uma escola estadual da cidade paulista, em março.

Depois do massacre em Suzano (SP) as escolas e os pais estão com medo e em alerta com todos os sinais de possíveis ataques. Na última semana, dois casos de ameaças em escola causaram pânico em Campo Grande.

Na noite de ontem, quarta-feira (10) a polícia foi chamada para a escola Hércules Maymone, no bairro Itanhangá Park, pois havia um roteamento Wi-fi com o nome “MASSACRE HERCULES ÀS 20:30”. Funcionários e alunos entraram em pânico, mas a polícia, com a ajuda de um aplicativo, identificou o aluno que imediatamente confessou o ato e disse que escreveu "em tom de brincadeira". O jovem, de 18 anos, foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, teve o celular apreendido e foi liberado.

Esse caso não foi o único que causou tumulto. Na escola Paulo Freire, no bairro Chácara Cachoeira, um aluno do sétimo ano informou a um colega que estaria planejando um massacre. Segundo testemunhas, o menino já teria uma lista com o nome de alguns professores e alunos da escola e afirmou que usaria a arma do pai na sexta-feira, durante o período da aula, para realizar o ato.

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