NOVA ANDRADINA

Enfermeiros são demitidos após “carteirada” de vereador

Caso ocorreu no Hospital Regional e foi denunciado ao Coren-MS
25/05/2019 14:09 - TAINÁ JARA


 

Dois enfermeiros contratados para atuar no Hospital Regional de Nova Andradina, município distante 301 quilômetros de Campo Grande, foram demitidos dois dias depois de um suposto episódio de “carteirada”, envolvendo o vereador Airton Castro (PDT). O caso foi denunciado ao Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) e pode ser investigado pela Câmara de Vereadors do município.

De acordo com denúncias recebidas pelo Coren-MS, o parlamentar tentou valer-se do cargo político para visitar fora do horário de visitas um amigo que estava internado, desrespeitando o protocolo adotado para garantir a segurança dos pacientes. O caso teria ocorrido no dia 18 de maio deste anos e os profissionais foram demitidos dois dias depois.

Para pedir esclarecimentos sobre o caso, o presidente e a conselheira Coren-MS, Sebastião Junior Henrique Duarte e Nívea Lorena Torres, se reuniram nesta sexta-feira (24) com o presidente da Casa de Leis, Vailton Vlademir Sordi (MDB), e com o prefeito do município, Gilberto Garcia (PR).

Em reunião, o representante da Câmara, afirmou que o episódio ainda não foi apurado internamente. Segundo ele, sem provas documentais e sem a formalização de um pedido de providências, não é possível instaurar um procedimento para o Legislativo Municipal investigar.

“Precisamos das imagens das câmeras de segurança para verificar e precisamos que algum requerimento para apuração seja protocolado na Câmara […]. Não estou aqui defendendo o vereador e nem os enfermeiros. Se o vereador estiver errado, ele que seja responsabilizado por isso”.

Presente na reunião, a assessoria jurídica da Câmara explicou, no entanto, que os vereadores podem, sim, instaurar uma comissão para investigar o caso – desde que a maioria deles vote favoravelmente pela abertura.

Para o presidente do Coren-MS, se existem denúncias contra o vereador, apurá-las é o mínimo que a Câmara pode fazer. “Tem que investigar, o vereador é um representante do povo e tem o dever de cumprir as normas. Que sejam então tomadas as medidas administrativas conforme o regimento da Câmara”. Além de cobrar providências, o presidente do Coren-MS se comprometeu a analisar o caso e a necessidade de entrar com o rito de desagravo público, inclusive com denúncia do Coren-MS ao Ministério Público em Nova Andradina.

DEMISSÕES PROGRAMADAS

Os dois profissionais demitidos estavam cientes de que seus nomes estavam na lista de demissões acordadas por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que obrigou a prefeitura de Nova Andradina a dispensar mais de 200 funcionários admitidos por contrato e dar posse a servidores aprovados em concurso público. Ainda assim, pode ser que os desligamentos tenham sido antecipados. “Acreditamos que não era o momento de demitir essas pessoas e que isso aconteceu na efervescência do caso”, declarou o presidente do Coren-MS. (Com assessoria)

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".