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OPERAÇÃO PURIFICAÇÃO

Empresa investigada foi reativada <br>para participar de licitação

Marmiquente prestou os serviços em 2017 e 2018
12/02/2019 17:33 - FÁBIO ORUÊ


 

Empresa investigada na Operação Purificação, da Polícia Federal (PF), em Dourados, ficou inativa durante quatro anos, entre 2013 e 2017, antes de vencer a licitação e assumir o contrato com a Fundação de Saúde (Funsaud) da cidade. A Marmiquente Comércio de Bebidas e Alimentos Ltda. é investigada pela PF por suspeita de envolvimento em direcionamento para a conquista do certame.

De acordo com o site Dourados News, o delegado responsável pela ação, Denis Colares disse que o detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o fato da empresa ter sido reativada apenas para a disputa pelo contrato, no qual foi a única inscrita.

Conforme o delegado, a empresa, que carece de funcionários e equipamentos, ganhou a licitação de R$ 1,8 milhão e ainda alugou um imóvel após a finalização do processo.

O objeto do contrato era o fornecimento de marmitas para pacientes e funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital da Vida. A empresa prestou os serviços em 2017 e 2018.

As investigações estão em fase inicial, conforme afirmou Colaris, e a expectativa é de que novos fatos surjam para esclarecimentos das evidências encontradas.

A Operação Purificação foi deflagrada na manhã de hoje (12) e investiga o suposto esquema de corrupção em licitação para a aquisição de refeições a pacientes e funcionários de hospitais do município.

Os crimes investigados são de estelionato qualificado, uso de documento falso e associação criminosa, além de fraude à licitação.

O nome da operação refere-se a depurar, expurgar, sanear, os processos licitatórios no âmbito da prefeitura de Dourados com verba federal.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!