Cidades

LUTO

Jornalista de MS trabalhou com Gugu e lamenta morte do apresentador: ‘Já choramos juntos'

Famosos também lamentaram a morte do apresentador nas redes sociais

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A televisão brasileira está de luto. Desde o anúncio da morte do apresentador de televisão e um dos mais influentes comunicadores do Brasil, Antônio Augusto Moraes Liberato- o Gugu, amigos, telespectadores ainda sem cair a ficha lamentam a morte de forma repentina do comunicador.

Aos 60 anos, Gugu sofreu um acidente na residência onde morava em Orlando, na Flórida. Comunicado divulgado na quinta-feira pela assessoria de imprensa do apresentador informou que ele sofreu acidente na última quarta-feira quando caiu de uma altura de quatro metros quando fazia reparos no ar condicionado do sótão da casa.

A assessoria também confirmou neste sábado que o velório será na Assembleia Legislativa de São Paulo. E que o enterro será no Cemitério do Morumby, também na capital paulista, o corpo do apresentador está previsto para chegar na próxima quinta-feira. A família autorizou a doação de órgãos do apresentador conforme era o pedido dele em vida, segundo informou a família por meio de nota. 

Para a família, os telespectadores brasileiros, amigos e colegas de profissão a perda de um dos pioneiros na televisão assim como um ser humano simpático, bem-humorado e humilde é triste e irreparável. 

Mas o legado de Gugu deixou marcas na vida de milhares de pessoas, pessoalmente, por um período, ou ao menos pelos telinhas todos os fins de semana. Aqui em Mato Grosso do Sul, Gugu deixou a marca do aprendizado e companheirismo em pessoas que puderam dividir um pouco de sua história com ele. 

O jornalista Robson Ramos teve a oportunidade de trabalhar ao lado do apresentador, que na visão dele, era uma pessoa extremamente profissional, mas também humana. " Eu trabalhava para ele depois que um site com vídeos engraçados e curiosos daqui do Estado fez bastante sucesso. Fui pela primeira vez no Domingo Legal em 2004 apresentar os vídeos, gostaram tanto que resolveram que eu devia voltar e foi aí que o aprendizado começou”, disse o jornalista. 

Robson Ramos a direita ao lado de Gugu Liberato em 2004

Ao Correio do Estado, Robson relembrou a época como era o trabalho na emissora do SBT. “Fiquei indo toda semana para lá durante três anos, embora eu fosse professor universitário, eu percebi que tinha muito aprender, trabalhando com o cara que desde criança, aos 14 anos, já tinha talento para trabalhar, ele conhecia cada função lá. Gugu era uma pessoa extremamente profissional, foi uma experiência boa porque ele sabia valorizar tudo que a gente fazia, sempre elogiou meu trabalho", disse Robson. 

Robson finalizou a lembrança com um dos momentos mais marcantes da sua vida e passou ao lado do antigo chefe. “Quando minha esposa faleceu aqui no Hospital Universitário, eu fui trabalhar no domingo seguinte, ele fez uma homenagem a ela, sem eu nem pedir, sai do palco abalado, ele foi atrás de mim chorou junto comigo, cara era muito parceiro”, contou. 

Para Robson, o que fica é o aprendizado e gratidão de ter conhecido uma das pessoas mais influentes do Brasil. “Quando vi a notícia eu não estava acreditando, depois que confirmaram a morte foi uma sensação estranha, mesmo longe eu sabia que era uma pessoa que podia contar”, finalizou. 

NAS REDES SOCIAIS
Famosos não desperdiçaram elogios e mensagens de carinho ao apresentador. Nas redes sociais, colega de emissora e amigo pessoal de Gugu, Rodrigo Faro postou um vídeo de um encontro emocionante dos dois e legendou o momento de amizade de mais de 30 anos. "Descansa em paz meu amigo, minha referência...Obrigado por ter me dado o privilégio de ter convivido, aprendido com você durante mais de 30 anos...Nunca vou esquecer de você! Vai em paz!", escreveu em sua conta do Instagram. 

Gugu e o apresentador Rodrigo Faro.

O apresentador Luciano Huck também se manifestou nas redes sociais: "Vá em paz querido Gugu. Triste como amigo, triste como admirador, triste como colega, triste como telespectador. O Brasil perde um comunicador que escreveu capítulos importantes da tv brasileira, que enxergava na televisão uma ferramenta poderosa para falar com o povo, com a enorme maioria. Um homem cheio de sorrisos e amigos. Vai deixar muita saudades", disse em parte de sua postagem. 

LEGADO
Discípulo de Silvio Santos, com quem trabalhou pela primeira vez ainda nos anos 1970, Gugu marcou época na TV brasileira à frente de programas como Viva a Noite (SBT), Sabadão (SBT), Domingo Legal (SBT) e o Programa do Gugu (RecordTV). Atualmente, ele era o apresentador do reality show Canta Comigo, também na Record.

Gugu também apareceu diversas vezes nos cinemas, principalmente em filmes da Xuxa e dos Trapalhões, como em O Casamento dos Trapalhões (1988) e Xuxa e os Duendes (2001). O apresentador também gravou alguns compactos (discos de vinil com uma música de cada lado). Baile dos Passarinhos e Docinho Docinho fizeram sucesso. Ele também chegou a fazer campanhas políticas para José Serra, do PSDB, nos anos 1990 e 2000.

Em 2009, ele saiu do SBT e foi para a Record TV (os números não oficiais estimavam que ele levaria R$ 3 milhões mensais). Em entrevista ao Jornal da Tarde no dia 30 de agosto de 2009, Gugu explicou sua mudança de emissora: "Minha decisão de ir para a Record foi baseada na oportunidade de trabalho que eles me ofereceram. 

O contrato envolve um plano de carreira promissor, ótimas oportunidades e condições de produção. Foram várias situações. Um plano de carreira, um contrato de oito anos, que não é comum na televisão, toda a estrutura de jornalismo oferecida, a cobertura internacional que teremos e o talk-show que vou fazer, inicialmente uma vez a por semana, na Record News O próprio Silvio Santos me disse que se tratava de uma proposta irrecusável".

Gugu havia renovado o contrato com a emissora por mais três anos no início de 2019. "Estou muito feliz em comunicar que hoje renovei meu contrato com a Record TV. Agradeço a confiança de todos, especialmente do vice-presidente artístico e de programação, sr. Marcelo Silva", escreveu Gugu em seu Instagram na ocasião.

Gugu deixou a esposa, três filhos e um legado consolidado na história da televisão brasileira. 

Gugu Liberato desde a infância até um dos seus trabalhos como jornalista.

 

 

 

 

PRISÃO DO DIRETOR

Após escândalo, Agesul lança mais 3 licitações multimilionárias

Agora já são sete lotes de licitações para manutenção de rodovias com e sem esfalto. Juntos, ultrapassam os R$ 748 milhões

21/05/2026 10h35

Pacote de licitações para manutenção de estras está sendo lançado poucos dias depois da prisão e exoneração do ex-diretor da Agesul

Pacote de licitações para manutenção de estras está sendo lançado poucos dias depois da prisão e exoneração do ex-diretor da Agesul

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Dois dias depois de anunciar a licitação de R$ 446,76 milhões para manutenção de estradas com e sem asfalto em quatro regionais diferentes, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou nesta quinta-feira (21) mais três lotes, que somam mais R$ 302 milhões. Ao todo, os sete lotes somam R$ 748,83 milhões. 

Os anúncios ocorrem pouco mais de uma semana depois da prisão do engenheiro Rudi FIorese, que até o dia 12 de maio comandava a Agesul. A prisão dele em meio à operação Buracos Sem Fim, do Ministério Público, ocorreu em decorrência de supostas fraudes em contratos no período em que estava à frente da secretaria de obras da prefeitura de Campo Grande. 

Porém, em fevereiro deste ano, doze dias depois de assumir o comando da Agesul, o engenheiro renovou o contrato com a empreiteira Rial para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã. 

Com esta renovação, a empresa pertence a Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões. E, por conta das suspeitas de superfaturamento de serviços de tapa-buracos na prefeitura de Campo Grande, o empreiteiro também foi preso na operação. Ambos continuam na cadeia. 

No dia 14 de março, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado, a empreiteira Rial renovou outro contrato com a Agesul, que estava sob comando de Rudi Fiorese desde o começo de fevereiro. O valor é deste contrato foi de R$ 11,5 milhões para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação. E o anúncio de sete lotes de licitações que a Agesul fez nesta semana é justamente para substituir estes antigos contrados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

A previsão é de que as propostas dos primeiros quatro lotes, que somam R$ 446,76 milhões sejam abertas no dia 8 de junho. As outras três, referentes aos lotes 6, 7 e 8, tem abertura de propostas prevista para 10 de junho. Mas, novos lotes devem ser anunciados nos próximos dias.

Procurada na terça-feira, a Agesul não informou qual o período de vigência destes novos contratos. Os anteriores tinham validade de um ano e podem ser renovados por mais cinco. Os termos de referência, que normalmente dão detalhes das licitações, ainda não estão disponíveis no site da Agesul. Porém, levando em consideração os altos valores, desta vez as licitações serão para períodos mais longos.

No caso do lote 04, o maior de todos, da região leste do Estado, o valor máximo é de R$ 181,2 milhões. E é justamente nesta região que atualmente atua a construtora Rial, que em março renovou contrato para a manutenção das estradas na região de Três Lagoas.

Veja o valor das sete licitações anunciadas até agora:

LOTE 01 – REGIÃO CENTRO - R$ 83.470.654,51

LOTE 02 – REGIÃO CENTRO - R$ 98.654.090,46

LOTE 03 – REGIÃO CENTRO - R$ 83.378.212,93

LOTE 04 – REGIÃO LESTE - R$ 181.257.149,53

LOTE 06 – REGIÃO NORTE - R$ 97.521.760,69

LOTE 07 – REGIÃO NORDESTE - R$ 104.486.353,81

LOTE 08 – REGIÃO NORDESTE - R$ 100.066.322,59

Prisão

Fiorese e o dono da Rial estão presos por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em contratos de tapa-buracos em Campo Grande. No dia da operação, 12 de maio, o policiais encontraram R$ 186 mil em dinheiro vivo na casa do então diretor da Agesul

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, entre 2018 e 2025, a empresa investigada na operação “Buracos Sem Fim” acumulou contratos e aditivos que ultrapassam R$ 113 milhões.

SAÚDE

Governo de MS anuncia empresa que irá construir nova maternidade em Corumbá

A unidade será instalada na Rua Pedro de Medeiros e terá um investimento de aproximadamente R$ 75 milhões

21/05/2026 10h15

Terreno doado pela Prefeitura de Corumbá para construção da nova maternidade

Terreno doado pela Prefeitura de Corumbá para construção da nova maternidade Foto: Leonardo Amaral/PMC

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A Alcance Engenharia e Construção Ltda, de Minas Gerais, obteve a homolagação da licitação e será a responsável pelas obras da nova maternidade em Corumbá. O valor investido no empreendimento será de R$ 74.885.000, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O prazo para conclusão é de 1080 dias, aproximadamente 3 anos.

Além dos recursos destinados pelo Governo Federal, a construção da unidade, classificada como PAC Maternidade – Porte II, também terá contrapartidas do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e do Município de Corumbá.

Em abril, a Prefeitura de Corumbá autorizou a doação de dois terrenos ao Governo do Estado para a implantação da maternidade e de uma policlínica na cidade.

As áreas estão localizadas na Rua Pedro de Medeiros e foram destinadas, exclusivamente, para fins de interesse público na área da Saúde. A parte destinada para construção da maternidade tem aproximadamente 14.382 m² e é avaliada em R$ 2.059.000.

No mesmo terreno, já está em construção o Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, que deverá ampliar e qualificar a assistência à saúde materno-infantil no município e em toda a região.

As doações foram realizadas com encargos específicos, ou seja, os imóveis deverão obrigatoriamente ser utilizados para a implantação, instalação e funcionamento das respectivas unidades de saúde. Caso haja descumprimento da finalidade estabelecida, os terrenos retornarão ao patrimônio do Município.

De acordo com a legislação, o Estado de Mato Grosso do Sul terá o prazo máximo de dois anos, a partir do registro das escrituras, para iniciar as obras.

Esperança de melhora

A nova obra surge em meio a um histórico de problemas no atendimento obstétrico em Corumbá, que já motivaram investigações do Ministério Público e protestos de familiares.

Em 2024, a promotoria abriu inquérito para apurar mortes de bebês e gestantes relacionadas a possíveis falhas no atendimento da maternidade da Santa Casa da cidade, incluindo a ausência de UTI neonatal e pediátrica.

Na época, ao menos três recém-nascidos e uma gestante morreram em circunstâncias semelhantes, segundo relatos que motivaram as investigações.

Casos de óbitos também levaram a questionamentos na Câmara Municipal. Em uma das discussões públicas, a direção da Santa Casa reconheceu a necessidade de investimento em UTI neonatal, após o registro de mortes de recém-nascidos no município.

PAC e classificação

O empreendimento integra o programa Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a implantação de novas maternidades em diferentes regiões do país para ampliar a assistência obstétrica e neonatal. 

As unidades classificadas como Porte II têm capacidade para 101 a 150 leitos e são projetadas para atender gestantes de risco habitual e também de alto risco, contribuindo para a redução da mortalidade materna e neonatal.

O modelo prevê maternidades de média e alta complexidade, com estrutura completa para atendimento especializado, incluindo centro cirúrgico obstétrico, UTI neonatal, unidade de cuidados intermediários e centros de parto humanizado.

O projeto também contempla serviços de diagnóstico por imagem, banco de leite humano e acolhimento especializado para vítimas de violência, dentro de um conceito de atendimento humanizado e integral às mulheres e aos recém-nascidos.

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