NO JARDIM NHANHÁ

Em meio à crise, jovem é preso ao tentar trocar gasolina por cocaína com clientes

Sem poder reabastecer estoque, traficante aceitou combustível como moeda
26/05/2018 20:15 - RAFAEL RIBEIRO


 

Jovem de 18 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na manhã deste sábado (26), no Jardim Nhanhá, região sul da Capital, enquanto oferecia oferta especial para turbinar seu negócio de venda de drogas: trocava gasolina por papelotes de cocaína.

A justificativa, segundo a polícia, é válida. Afinal, a crise de abastecimento é grande por conta da greve dos caminhoneiros, em seu sexto dia seguinte, e de que forma o traficante poderia recuperar seu estoque se não encontrava postos com combustível para abastecer sua moto?

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Vila Piratininga (Depac). No boletim de ocorrência, os policiais contaram que faziam rondas pela região quando flagraram o detido em seu Renault Clio. Ele, claro, se assutou com a presença indesejada e tentou descartar as três porções de cocaína que carregava, além de uma quantidade maior, ainda empedrada, sua única matéria-prima disponível para a clientela, como se descobriria depois. Carregava ainda R$ 200.

A prisão por tráfico confirmada, teria sido mais uma ocorrência usual quando um cliente do detido apareceu. Com um saquinho contendo gasolina. Incrédulos ao ver a cena, os policiais perguntaram do que se tratava. E então a resposta confirmou as expectativas: era combustível. E seria usado não apenas para a compra de novas porções de drogas, mas pagar também uma dívida antiga.

Os dois foram levados à delegacia, mas só o jovem acabou indiciado por tráfico, já que faltaram provas suficientes para atestar a origem, provavelmente ilícita, da porção de gasolina e nada contra si constavam nos sistemas policiais. 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".