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EDUCAÇÃO

Em Mato Grosso do Sul, mais de mil presos irão fazer o Enem nesta semana

Exame para os privados de liberdade será aplicado na terça e quarta-feira
09/12/2018 15:14 - GLAUCEA VACCARI


Em Mato Grosso do Sul, 1.054 detentos irão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio para Privados de Liberdade (Enem PPL), que será aplicado nesta terça (11) e quarta-feira (12). Os inscritos são custodiados da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), presos da Penitenciária Federal de Campo Grande e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.

De acordo com dados da Agepen, nos presídios estaduais 1.015 homens e mulheres foram inscritos no exame, entre os quais 338 internos na Capital, 119 de Dourados e 109 de Três Lagoas.

Segundo a Superintendência de Medidas Socioeducativas, nas Unidades Educacionais de Internação (Uneis), 11 adolescentes infratores realizarão as provas. A pequena participação, segundo a SAS, se deve ao perfil do público atendido, sendo o volume maior no exame nacional para certificação de competência de jovens e adultos.

Já entre os presos na Penitenciária Federal da Capital, 28 foram inscritos no Enem PPL.

PROVAS

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de Linguagens, Redação e Ciências Humanas. A aplicação terá cinco horas e 30 minutos de duração. No segundo dia, serão aplicadas as provas de Ciências da Natureza e Matemática, com o mesmo período de duração.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os participantes, com idade a partir de 18 anos, poderão utilizar o desempenho obtido como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior.

Ainda segundo o Inep, o Enem PPL pode ser usado para pleitear vagas no Ensino Superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para concorrer a bolsas no Ensino Superior privado pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Conforme o instituto, no caso do exame voltado às pessoas em privação de liberdade, cada unidade prisional ou socioeducativa tem um responsável pedagógico pela realização e acompanhamento das inscrições, ensalamento e transferência de participantes entre as unidades, se for o caso. 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!