Cidades

LUCRO FÁCIL

Em busca de reembolso, 187 investidores cobram Minerworld na justiça

Empresa diz que espera desbloqueio de 6 milhões de dólares nos EUA

RENAN NUCCI

16/10/2018 - 11h20
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Investidores lesados em suposto esquema de pirâmide financeira por meio da mineração de bitcoins (criptomoedas) moveram ações judiciais contra a Minerworld, multinacional com sede em Campo Grande. 187 pessoas que cobram ressarcimento das aplicações e reparos por danos morais se habilitaram como assistentes de acusação junto ao Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE-MS).

No entanto, a empresa alega que o pagamento aos clientes depende da liberação de aproximadamente 6 milhões de dólares bloqueados nos Estados Unidos, em razão da invasão no sistema das plataformas de operação.

Na ação coletiva de consumo que tramita na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, o juiz David de Oliveira Gomes Filho determinou o bloqueio de até R$ 300 milhões da Minerworld e todos os investigados, a fim de garantir o pagamento. Ao todo, são pelo menos 50 mil pessoas lesadas em todo o Brasil, com prejuízo milionário, e 21 réus no processo, dentre os quais, Cícero Saad Cruz, chefe da Minerworld, além de sócios e intermediadores ligados aos investidores.

PREJUÍZOS

Uma psicóloga de 36 anos moradora em Campo Grande teve prejuízo de R$ 168.831,84. Assim como as demais vítimas, ela fez aplicações acreditando investir na aquisição das criptomoedas, quando na verdade, estava sendo usada em esquema de pirâmide, conforme investigações do Ministério Público. Consta nos autos do processo que, para poder ingressar nos pacotes promocionais oferecidos pela Minerworld, chegou a vender o automóvel avaliado em  R$ 67.390,80, adquirindo contas "investor", no valor de R$ 37.500,00, e "prime", de  R$ 18.750,00. 

A vítima relatou que em outubro do ano passado a empresa deixou de honrar os compromissos. A justificativa é de que a multinacional estava com dificuldades porque foi alvo de ataque cibernético, teve 850 bitcoins removidos de uma conta e ficou com prejuízo milionário. Entretanto, conforme as investigações, a suspeita é de que o negócio de pirâmide se tornou insustentável, causando prejuízo a todos. Por este motivo, a psicóloga cobra ressarcimento em dobo, no valor de R$ 337.663,69, e mais R$ 5 mil em danos morais. 

A EMPRESA

O advogado Rafael Echeverria  Lopes afirma que empresa teve sua conta invadida na corretora norte-americana Poloniex, sofrendo prejuízo de aproximadamente US$ 16,3 milhões de dólares, cerca de R$ 56,7 milhões, conforme cotação atual.  O desfalque levou à instabilidade econômica, culminando em dificuldades para pagamento de investidores. No dia 29 de outubro do ano passado, ao consultar a conta na página da Poloniex, a direção tomou conhecimento de fraudes. 

Ou seja, hackers teriam desviado 851 bitcoins para contas de terceiros, levando ao prejuízo de 6 milhões de dólares. A plataforma de transações financeiras teria duplicado páginas da empresa e usuários, o que levou ao desvio de aplicações e consequente bloqueio de contas. “O valor está bloqueado em razão de uma investigação criminal sobre a invasão dos servidores. É preciso que o caso seja esclarecido para que em seguida os valores sejam devolvidos”, explicou.

Rafael afirmou ainda que a Minerworld, apesar de todos os bloqueio, tem buscado maneiras de compensar os investidores. Recentemente, demonstrou interesse em destinar a uma conta judicial o lucro residual obtido por meio das minerações de bitcoins que continuam no Paraguai. “Demos duas possibilidades. Uma delas era da transferência dos valores em bitcoins, para pagamento em período de valorização, ou então a transferência direta para uma conta judicial. O Ministério Público se mostrou favorável à transferência imediata, mas dependemos de despacho do juiz”, pontuou.

OPERAÇÃO

Além da Minerworld, a Bitpago Soluções de Pagamento, também com sede em Campo Grande, e BitOfertas Informática, localizada na Capital e também na cidade de São Paulo, foram Alvos da Operação Lucro Fácil, deflagrada no dia 17 de abril pelo Gaeco pela prática de pirâmide financeira por meio da suposta mineração de bitcoins. De acordo com as investigações do Ministério Público, a apresentação dos negócios deixa as criptomoedas como pano de fundo, fazendo com que o assunto passe despercebido. 

As peças publicitárias têm como maior preocupação detalhar as variadas formas de ganhos daqueles que aderirem aos planos, o que se dá pela captação de novos “afiliados”, “empreendedores” e afins. Toda a publicidade da empresa é feita no sentido de sempre atrair mais pessoas. “O interesse da empresa é apenas e tão somente que seus afiliados busquem outros afiliados, o que, por evidente, implica em manter a atividade de mineração apenas como mera alegação. A famigerada ‘mineração de bitcoin’, assim, trata-se apenas de engodo, de artifício, que nada mais visa do que mascarar a característica piramidal do esquema”.
Rafael nega. “A empresa já apresentou no processo todo o procedimento de investimentos e mineração que comprovam nossas ações. Não havia esquema de pirâmide”.
 

CORUMBÁ (MS)

PF e Receita apreendem 15 toneladas de produto usado para produzir cocaína

Estima-se que aproximadamente 30 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidos com a utilização do produto apreendido

20/09/2026 16h30

Produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta

Produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta DIVULGAÇÃO/RFB e PF

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Receita Federal do Brasil (RFB) e Polícia Federal (PF) apreenderam 15 toneladas de insumo químico utilizado na produção de cocaína, na manhã deste domingo (20), na fronteira Corumbá (Brasil)/Bolívia.

O insumo em questão é o acetato de etila, que é conhecido como “solvente nobre”, pelo fato de propiciar a produção de uma droga de alta qualidade, obtida através da transformação da cocaína base no cloridrato de cocaína.

O produto estava armazenado em tambores escondidos em uma carreta.

De acordo com a RFB, estima-se que aproximadamente 30 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidos com a utilização do produto apreendido.

Conforme apurado pela reportagem, Grupo Regional de Vigilância E Repressão (GRVR) da 1ª Região Fiscal e a Polícia Federal fiscalizavam a região de fronteira, quando abordaram a carreta e deram voz de parada ao motorista.

Os agentes vistoriaram a carga e perceberam que a nota fiscal, apresentada pelo condutor, divergia em relação o produto carregado.

Com isso, o motorista e a carga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

“A apreensão reforça o compromisso das instituições envolvidas no fortalecimento de trabalhos de inteligência capazes de monitorar desvios de precursores químicos nas fronteiras, com a finalidade de combater e prevenir o tráfico internacional de drogas e demais crimes associados. A ação representa impacto direto na logística das organizações criminosas envolvidas na produção de cocaína, além de provocar prejuízo financeiro significativo a esses grupos, reforçando a importância da atuação preventiva e do controle sobre insumos químicos. A Receita Federal e a Polícia Federal reafirmam o compromisso com o combate aos desvios de produtos químicos utilizados pelo tráfico de drogas e destacam que o aumento da fiscalização na região tem motivado tentativas recorrentes de circulação irregular desses insumos”, informou a RFB por meio de nota enviada à imprensa.

A Receita Federal não divulgou para qual cidade/estado a carga seguiria.

Oportunidade de Emprego

Feirão do Emprego oferece vagas exclusivas para PCDs em Campo Grande

Ação será realizada nesta segunda-feira (21), na Praça Ary Coelho, com vagas exclusivas, recrutadores de empresas e serviços gratuitos aos trabalhadores.

20/09/2026 16h18

Praça Ary Coelho recebe nesta segunda-feira (21) o Feirão do Emprego, com vagas destinadas a pessoas com deficiência.

Praça Ary Coelho recebe nesta segunda-feira (21) o Feirão do Emprego, com vagas destinadas a pessoas com deficiência. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

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Pessoas com deficiência que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho terão acesso, nesta segunda-feira (21), a vagas exclusivas e contato direto com empresas durante o “Feirão da Empregabilidade - Dia D”, realizado na Praça Ary Coelho, região central de Campo Grande.

A programação ocorre das 8h às 16h e terá a presença de recrutadores de empresas interessados na contratação de trabalhadores PCD.

A proposta é concentrar, em um único espaço, candidatos e empregadores, facilitando o encaminhamento para processos seletivos e ampliando as possibilidades de ingresso no mercado formal de trabalho.

A iniciativa é organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e ocorre simultaneamente em mais de cem pontos do País.

Em Campo Grande, a ação conta com a parceria da Fundação Social do Trabalho (Funsat), que levará à Praça Ary Coelho a estrutura itinerante do Emprega CG.

Durante o feirão, os candidatos poderão consultar as oportunidades disponíveis e receber encaminhamento para vagas compatíveis com seus perfis profissionais.

A presença de recrutadores também permitirá que parte do processo de aproximação entre trabalhadores e empresas seja feita no próprio evento.

O atendimento será gratuito, com distribuição de senhas pela equipe da Funsat. A ação é direcionada especificamente às pessoas com deficiência interessadas em ingressar no mercado de trabalho ou encontrar uma nova colocação profissional.

Serviços vão além das vagas de emprego

Além da intermediação de mão de obra, o feirão disponibilizará outros serviços voltados aos trabalhadores. Entre eles estão orientações sobre qualificação profissional, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital e Seguro-Desemprego.

Com isso, mesmo quem não conseguir uma contratação durante a programação poderá aproveitar a estrutura para buscar informações, atualizar a situação profissional e conhecer alternativas de qualificação.

O “Dia D” integra o cronograma de ações do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e tem como foco ampliar o acesso das pessoas com deficiência às oportunidades de trabalho formal.

A realização também busca aproximar empresas que possuem postos destinados a trabalhadores PCD dos profissionais que enfrentam dificuldades para encontrar oportunidades compatíveis com suas qualificações.

Empresas e candidatos no mesmo espaço

Um dos principais diferenciais da programação é justamente a presença de empresas no local. Em vez de apenas consultar vagas e receber encaminhamentos, os participantes terão a possibilidade de estabelecer contato com recrutadores envolvidos na seleção dos candidatos.

A estratégia busca reduzir a distância entre quem procura emprego e quem precisa contratar, reunindo os dois públicos durante oito horas de atendimento no Centro da Capital.

Para participar, os interessados devem comparecer à Praça Ary Coelho nesta segunda-feira (21), entre 8h e 16h. O atendimento ocorrerá mediante distribuição de senhas e não haverá cobrança.

Serviço

Feirão da Empregabilidade - Dia D será realizado nesta segunda-feira (21), das 8h às 16h, na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande.

A programação é destinada às pessoas com deficiência, com atendimento gratuito mediante distribuição de senhas.

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