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PESQUE E SOLTE

Em apoio a cota zero, empresários organizam encontro de pesca

Evento acontece de 30 de maio a 2 de junho

21 MAI 19 - 15h:31FÁBIO ORUÊ

Entre os dias 30 de maio e 2 de junho, os amantes da pescaria estarão no Pantanal da Nhecolândia, na região de Corumbá, no 1º Encontro Pesca Cota Zero, que é organizado por empresários da região em apoio ao decreto da Cota Zero, assinado pelo Governador Reinaldo Azambuja, em fevereiro.

Conforme informações do Governo do Estado, o evento será realizado no Passo do Lontra Park Hotel, situado na beira do rio Miranda e distante 8 km da BR-262.

“Não se trata de um torneio, é um encontro dos pescadores esportivos com o propósito de fortalecer a cota zero, que tem todo o nosso apoio”, afirmou a empresária Marju Azambuja Venturini.

Ex-secretária de Turismo de Corumbá, Venturini observou que nos rios da bacia pantaneira não se pesca mais peixe grande, com forte pressão sobre os de pequena medida, o que pode causar também desequilíbrio na fauna aquática. Segundo ela, 95% dos clientes do hotel já praticam o pesque-solte.

“Para o pescador o seu troféu é o peixe grande, por isso hoje todos vão à Argentina, pagando até três vezes mais um pacote, porque sabe que lá tem o peixe graúdo, como o dourado”, observou.

O encontro dos pescadores esportivos tem o apoio de operadores de barcos-hotéis e empresas de equipamentos, além do canal Fish TV, Associação dos Pescadores Esportivos do Pantanal (APEP). No local, a programação inclui degustação da carne do jacaré criado em cativeiro e shows com duplas sertanejas.

“Esse é um projeto de futuro, que queremos levar para outras regiões de pesca do Estado, criando uma consciência em favor dos nossos rios e do Pantanal”, afirmou João Guilherme Venturini, 19 anos, coordenador do evento.

DECRETO DA COTA ZERO

O decreto nº 15.166, assinado pelo governador, estabelece a cota zero para os peixes das bacias dos Rio Paraguai e Paraná a partir de 2020, com a proibição da captura e transporte por pescadores amadores ou esportivos. O decreto assegura ao pescador profissional a manutenção da cota de 400 quilos, além de outras alternativas de renda.

Para esse ano, conforme o decreto, a cota para a pesca amadora foi reduzida de dez para cinco quilos de pescado, mais um exemplar e cinco piranhas. As medidas apoiadas pelo trade turístico e associações de pescadores visam preservar os estoques pesqueiros, atualmente em baixa, e atrair um novo e promissor mercado de pesca esportiva em Mato Grosso do Sul.

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