Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

CORONEL SAPUCAIA

Esquema internacional
mandava droga e submetralhadora ao RJ

Ação resultou em duas pessoas presas e 2,2 quilos de maconha apreendidas

5 AGO 2015Por LAURA HOLSBACK10h:28

Esquema de tráfico internacional de drogas foi desmontado, na noite de ontem (4), por policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), em Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai. Foram apreendidas maconha, submetralhadora e dois traficantes presos. A ação policial começou em procedimento de revista, na MS-289, em Dourados.

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, Tarcísio Silva Santos, 34 anos, e Romário Ferreira da Silva, 28, seguiam em um Kadett e, ao serem parados em abordagem policial, apresentaram versões contraditórias sobre a viagem e demonstraram nervosismo.

Durante o questionamento, Tarcísio confessou envolvimento no tráfico de drogas e disse que havia chegado em Coronel Sapucaia há um mês para comprar maconha, cuja negociação ocorreu na segunda-feira (3). Revelou, ainda, que há dois anos atua na fiscalização do embarque e conferência da qualidade de cargas do entorpecente que tiveram como destino o Rio de Janeiro. Por cada remessa enviada, recebia de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

O traficante indicou onde a carga estava escondida, no forro de uma casa na Travessa Elizete Gomes, em Coronel Sapucaia, e policiais viajaram, acompanhados pela dupla, de Douradas até a cidade. 

DEPÓSITO

Tarcísio relatou que a casa era alugada especialmente para o armazenamento de entorpecentes. Pagava R$ 450 por mês para Izabel Souza Damaceno, 39, apontada também como integrante do grupo criminoso.

No caminho ao imóvel, policiais passaram na casa de uma suposta namorada de Tarcísio, a qual, após a saída deles, avisou Izabel sobre a ação policial. Esta, por sua vez, fugiu levando outra parte da droga e policiais conseguiram apreender 2,2 quilos. A droga seria levada em um Fox para o Rio de Janeiro. 

Ainda no local, foi apreendida uma submetralhadora, calibre nove milímetros.

PARAGUAI

Tarcísio informou que comprava cargas do entorpecente e armas no Paraguai. Pagava R$ 100 no quilo e revendia a R$ 800 na cidade carioca. Romário assumiu que agia com a função de levar os carregamentos.

Os dois foram indiciados por tráfico de drogas e Izabel é procurada pela polícia.

 

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