Cidades

DOURADOS

Após cinco meses, vereadora e empresário deixam prisão

Denize Portolann foi presa em outubro e esteve no presídio de Rio Brilhante

RENATA VOLPE

16/03/2019 - 14h47
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Depois de cinco meses presa, a vereadora e ex-secretária de Educação, Denize Portolann (PR), de Dourados, teve o pedido de Habeas Corpus concedido e deixou a prisão de Rio Brilhante na manhã deste sábado (16). Ela foi presa em outubro do ano passado, durante a Operação Pregão, desencadeada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apura fraudes em licitações.

O ministro Sebastião Reis Júnior, relator da Sexta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), concedeu o HC a vereadora e também ao empresário, Messias José de Souza.

Ambos são acusados de envolvimento em esquema de fraude em licitações e dispensa ilegal de processo licitatório em troca de propina, segundo o Dourados Agora.

Denize estava no presídio de Rio Brilhante e durante os cinco meses, igressou com pedido na Justiça para continuar recebendo o salário vereadora, que é de pouco mais de R$ 12 mil.

Em dezembro, Denize recorreu à Justiça para revogar a licença de 120 dias que ela mesma havia requerido à Câmara de Dourados para tratar de assuntos particulares. De dentro do presídio, ela enviou uma carta endereçada à então presidente da Casa de Leis, Daniela Hall (PSD), pedindo para revogar licença com objetivo de requerer o cargo no Legislativo.

A suplente de Denize é Lia Nogueira (PR). No dia 13 deste mês, os vereadores da Casa de Leis, após votação, mantiveram a Comissão Processante que investiga os políticos s presos na Operação Pregão e Cifra Negra, podendo cassar o mandato deles.

PRISÕES

Outros três vereadores, sendo o presidente da Câmara, Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), também foram presos, acusados de participar de esquema de corrupção e tiveram os salários suspensos. Eles foram afastados dos cargos judicialmente após Operação Cifra Negra do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), suspeitos de integrar esquema de corrupção na Câmara. As investigações apontavam para esquema de fraudes no processo licitatório da Casa envolvendo empresas de software.

Segundo as investigações, em diversos processos licitatórios, apresentavam-se como concorrentes sempre empresas “cartas marcadas”, que atuavam em conluio. Algumas delas existiam apenas no papel, com objetivo de simular concorrência nas licitações. Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos dos processos eram exorbitantes.

Ainda segundo apurado na investigação, as empresas repassavam propinas mensais a servidores públicos, entre eles os integrantes da Mesa Diretora da Câmara, para garantir que o esquema fraudulento continuasse.

Já a vereadora Denize foi presa dia 31 de outubro, durante Operação Pregão, por suspeita de corrupção quando atuava como secretária de Educação no início da gestão de Délia Razuk.

A operação investigava uma suposta organização criminosa composta por agentes públicos, políticos e empresários, acusados em fraude em licitação, dispensa indevida de licitação, falsificação de documentos e advocacia administrativa, além do crime contra a ordem financeira e incidência na conduta da Lei Anticorrupção.

 

Direção Segura

Maio Amarelo: Detran-MS planeja diversas atividades de conscientização

Buscando a taxa de zero mortes, a programação começou na última segunda (4) e vai se estender ao longo de todo o mês

06/05/2026 11h15

Este ano a campanha destaca o tema

Este ano a campanha destaca o tema ""No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas" Magnific

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O mês de maio começou com uma importante campanha de conscientização. A campanha do Maio Amarelo foca em conscientizar os condutores a terem mais cuidado com o trânsito e neste traz o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. 

Em Campo Grande, a campanha se iniciou na última na segunda-feira (4), com uma solenidade realizada na Praça Ary Coelho, contando com a presença de algumas autoridades que compõem o Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT). 

Neste ano, a campanha visa abranger diversos públicos e vai contar com palestras em escolas e exposição de maquetes no Shopping Campo Grande e no Bioparque Pantanal, além de outras ações. 

Confira a programação: 

  • Educação Infantil: O programa "Detran vai à Escola" levará a "História Cantada" para ensinar a travessia segura. Já o "Detranzinho" receberá visitas de crianças de 8 a 11 anos para atividades focadas na campanha.
  • Inclusão Social: No dia 16 de maio, o "MS Cidadão" realizará ações em aldeias indígenas; no dia 23, o mutirão "Todos em Ação" focará em comunidades da periferia. 
  • Tecnologia e Imersão: Ações com óculos simuladores de embriaguez e a exibição do documentário “Uma escolha, várias vidas” serão realizadas para sensibilizar condutores.
  • Fórum Estratégico: Nos dias 25 e 26 de maio, o Bioparque Pantanal sediará o Fórum Centro-Oeste de Segurança Viária, com foco na Rota Bioceânica (RILA) e presença de autoridades internacionais.

A Exposição dos Gigantes é a novidade para este ano de 2026, é uma parceria com o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS). 

A “Passagem da Fauna” é uma maquete que servirá para mostrar diferentes formas de evitar acidentes com animais silvestres.

A maquete ficará exposta entre os dias 25 de maio à 05 de junho, no Bioparque Pantanal e no Shopping Campo Grande. 

O QUE É O MAIO AMARELO 

O Maio Amarelo é uma campanha internacional de conscientização com foco na redução de acidentes e mortes no trânsito. O movimento envolve diversas esferas da sociedade como, órgãos de governo, entidades de classes, associações e federações. 

A campanha acontece em maio, pois em 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito. Dessa forma, o mês de maio acabou se tornando referência e o mundo todo realiza ações neste período. 
 

INQUÉRITO CIVIL

Por falta de vagas para candidatos negros, MPMS quer anular concurso no interior de MS

O certame é para compor o quadro efetivo da Guarda Civil Municipal de Costa Rica e o resultado final, com nomes dos aprovados, já foi divulgado

06/05/2026 11h00

Prefeitura de Costa Rica alega que houve prazo para interposição de recursos

Prefeitura de Costa Rica alega que houve prazo para interposição de recursos Divulgação: Prefeitura de Costa Rica

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Costa Rica, instaurou um inquérito civil para anular o concurso público destinado ao provimento de cargo efetivo de guarda civil municipal.

O órgão ministerial observou que o certame fere o artigo 1º da Lei Municipal n. 822/2026, que determina a reserva de 20% das vagas para candidatos negros. O inquérito foi assinado pelo promotor de justiça Guilherme Pereira Diniz Penna.

De acordo com esta lei municipal, o “provimento de cargos nos Órgãos, Entidades, Autarquias e Fundação da Administração Direta e Indireta do município, obedecido o princípio do concurso público de provas ou de provas de títulos, far-se-á com reserva de 20% para negros e negras”

O edital do concurso público não previu a reserva de vagas para candidatos negros.

O MPMS considerou que a ausência de previsão de cotas raciais em concurso público, quando exigidas por lei, caracteriza ilegalidade insanável, por violação direta ao Princípio da Legalidade.

No dia 29 de abril, o MPMS recomendou à Prefeitura de Costa Rica que, no prazo de cinco dias, anulasse o concurso público e abstesse de homologar o resultado final do certame ou de realizar qualquer ato de nomeação ou posse decorrente do concurso. 

A lista com os nomes dos 59 candidatos aprovados já foi divulgado pela prefeitura de Costa Rica, no dia 8 de abril.

Além disso, o órgão ministerial recomendou também que em eventual novo concurso, a prefeitura promova a adequação integral do edital à Lei Municipal que garanta o percentual legal de 20% de reserva de vagas para pessoas negras.

O que diz a Prefeitura?

Em sua defesa, a Prefeitura de Costa Rica alega que o edital do certame previu expressamente prazos e meios para questionamentos e recursos por parte dos interessados, e que as inscrições ocorreram em período certo e previamente divulgado, com previsão de publicação dos atos e possibilidade de interposição dos recursos.

Além disso, argumenta que o candidato, ao se inscrever para o concurso, tinha ciência e aceitação das regras do certame, não podendo alegar desconhecimento posterior.

O segundo ponto abordado pelo Executivo é que a eventual anulação do concurso público acarretaria grave prejuízo ao interesse público, notadamente à prefeitura, que já gastou os recursos e necessita compor o quadro efetivo da Guarda Civil. Aponta também que estes danos se estenderiam aos outros candidatos que realizaram a prova e foram aprovados.

Por fim, argumenta que há ausência de ilegalidade flagrante, pois "a eventual ausência de previsão específica no edital não configura, por si só, nulidade automática do certame, especialmente quando não houve impugnação tempestiva". A prefeitura diz que não há demonstração concreta de prejuízo direto e individualizado ou ao interesse público que justifique a medida de anulação.

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