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HOMICÍDIO QUALIFICADO

Detento que envenenou agentes penitenciários vai a júri nesta sexta

Veneno foi colocado no café e agentes passaram mal, em 2016
12/02/2019 16:14 - GLAUCEA VACCARI


Detento Reginaldo Soares da Silva vai a júri nesta sexta-feira (15), acusado pelo envenenar o café servido aos agentes penitenciários na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. Crime ocorreu no dia 20 de abril de 2016 e julgamento chegou a ser marcado para outubro do ano passado, mas foi adiado a pedido da defesa do réu.

O detento continua preso por outro crime e responderá por homicídio qualificado pele emprego de veneno na forma tentada. Julgamento será na 1ª Vara do Tribunal do Júri, a partir das 8h.

Conforme a denúncia, Reginaldo acusado cumpria pena no estabelecimento penal e, durante o dia, realizava serviços de entrega de marmitas aos outros detentos. No dia do crime, ele deixou uma saco de pão ao lado da garrafa de café deixada por outro detento, e permaneceu por um longo tempo ao lado do café dos agentes, causando estranheza, já que não costumava ter tal atitude.

Os agentes, como de costuma, foram até o local e ingeriram o café. Cerca de dez a 20 minutos depois, eles se sentiram mal, sendo encaminhados à enfermaria e, posteriormente ao hospital. 

Ainda conforme a denúncia, a motivação do crime seria uma represália dos detentos aos agentes penitenciários devido a uma revista geral realizada no Pavilhão 2 e no setor de trabalho do presídio naquela época.

Conforme o laudo da perícia realizado no resto do café consumido pelos agentes e em copos encontrados no lixo ao lado da mesa, foi constatado que o detento utilizou um inseticida chamado carbofurano. 

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!