DOURADOS

Detento é encontrado morto enforcado em cela de presídio

Esta é a terceira morte de detento na PED em menos de um mês
06/06/2019 15:16 - GLAUCEA VACCARI


O detento Rodrigo da Silva Queiroz, 37 anos, foi encontrado morto em uma das celas da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), na manhã desta quinta-feira (6).

De acordo com informações do site Dourados News, durante entrega do café da manhã dos presos do raio 2, agente penitenciário encontrou Queiroz pendurado por uma corda artesanal, já em óbito.

O detento ocupava a cela 46, onde havia outros 27 presos. Polícia Civil e perícia foram acionadas para fazer os levantamentos. O caso foi registrado como morte a esclarecer e será investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil.

Em menos de 15 dias, este é o terceiro detento encontrado morto no raio 2 da Penitenciária. O raio 2 é a ala ocupada por presos considerados de alta periculosidade e ligados à facções criminosas.

No dia 23 de maio, Alessandro Viana da Silva também foi achado morto enforcado dentro de cela no mesmo setor do presídio. Quatro dias depois, no dia 27 de maio, um outro detento, identificado como Christian, foi encontrado também morto em uma das celas. 

A ala passou por operação pente-fino no dia 21 de maio, após cerca de 120 presos  impediram que agentes penitenciários entrassem para checar a existência do possível túnel e ameaçaram os servidores com facas e pedras, sendo necessário o envio do Batalhão de Choque da Polícia Militar para trabalhos de contenção e desaglomeração dos detentos. 

Com apoio do Choque, os agentes penitenciários realizaram pente-fino na unidade  e apreenderam celulares, 86 armas artesanais e encontraram grades de celas serradas. O suposto túnel que suspeitava-se que havia no presídio para fuga em massa não foi encontrado.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".