Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

CENTRO

Desligados, semáforos para pedestres devem ser reativados

Consórcio também ficará responsável pela instalação dos equipamentos

10 AGO 2018Por TAINÁ JARA07h:00

Desligados ou quebrados pelo menos desde 2014, os semáforos para pedestres com contador regressivo vão receber manutenção nos próximos meses, em Campo Grande. Além do fornecimento de peças, o contrato com o Consórcio CAM, assinado em abril deste ano, prevê a implantação de pelos menos 420 conjuntos de luzes para garantir a segurança dos transeuntes nos cruzamentos da Capital. Conforme o edital de licitação, serão investidos R$ 1.664.494,53 nesse tipo de sinalização.

Apesar do maior fluxo de pedestres, a região central da cidade é onde se verifica o maior número de semáforos desse tipo com defeito. Nos cruzamentos da Avenida Afonso Pena com as ruas 14 de Julho e 13 de Maio, onde o deslocamento é intenso, as sinalizações para pedestres estão apagadas.

O desvio do fluxo de veículos da Rua 14 de Julho para a Rua Rui Barbosa, em decorrência das obras do Reviva Centro, dificultou ainda mais a vida dos que transitam a pé. Além de a sinalização não funcionar, os motoristas não respeitam as faixas para pedestres.

“Tá complicado. As pessoas não respeitam. Travam a travessia. Os motoristas chegam a fechar todo o cruzamento, desrespeitando uma regra básica das leis de trânsito”, afirma o encarregado de departamento pessoal Rubens de Souza, 50 anos. 
A reportagem procurou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para detalhar os serviços, mas não obteve retorno até o fechamento deste material.

ACESSIBILIDADE

Para quem tem deficiência física, obstáculos não faltam no centro da cidade. Além de não ter noção se o tempo para cruzar a faixa de pedestres é suficiente, os cadeirantes têm de lidar com cruzamentos sem adaptação para pessoas com deficiência. 

“Facilitaria mais se o semáforo funcionasse. Além disso, faltam rampas. Onde tem, elas não são alinhadas com o asfalto”, afirma o estudante Felipe Gomes, 19 anos, que utiliza cadeira de rodas para se locomover.  
O Consórcio CAM foi contratado por R$ 31,7 milhões para prestar serviços de sinalização de trânsito semafórico e apoiar a gestão operacional do sistema viário. 

O termo de referência assinado pelos representantes do consórcio também prevê obras de acessibilidade universal. O rebaixamento de calçadas deve ser feito nas travessias de pedestres sinalizadas ou não com faixas e/ou semáforos.

O mínimo a ser investido, conforme previsto no edital, são R$ 162.937,00 para rebaixamento de meio-fio e construção de calçadas acessíveis a deficientes físicos em pelo menos 150 pontos da Capital. 

Também está prevista na planilha orçamentária a implantação de 100 botoeiras para deficientes visuais com sinal sonoro, a serem implantadas junto aos semáforos para pedestres. O valor a ser destinado para instalação desses aparelhos é de R$ 78.875,00.

Conforme publicado na edição de ontem do Correio do Estado, em Campo Grande, cresceu o número de pedestres vítimas de acidentes de trânsito. Estudo feito pela Líder Seguradora, que administra os pagamentos de indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat), aponta que os pedestres representaram o segundo grupo com maior número de vítimas (28%), perdendo somente para os motoristas de automóveis, divididos em veículos (54%) e motociclistas (92%).

O estudo aponta Campo Grande em sexto lugar no ranking das dez capitais com maior número de pagamentos de indenizações Dpvat. Ao todo, foram pagas 3.735 indenizações para vítimas de acidentes de trânsito no primeiro semestre do ano (janeiro a junho).

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