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Desde Reforma da Previdência, MS recebeu 500 pedidos de aposentadoria

Número pode ser ainda maior, já que podem haver solicitações paradas nas secretarias

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A Reforma da Previdência Estadual completa um mês neste domingo (19). Desde que a lei entrou em vigor, o Governo já recebeu pelo menos 500 pedidos de aposentadoria. Um dos motivos para essa quantidade de processos abertos pode ser a janela de 90 dias para que os servidores deixem o serviço público nas regras velhas, caso já tenham cumprido os requisitos.

O número foi passado ao Correio do Estado pela Diretoria de Benefícios da Agência de Previdência de Mato Grosso do Sul (Ageprev).

Segundo o órgão, essa quantia pode ser bem maior. As requisições são feitas nas secretarias em que os servidores são vinculados e somente depois são encaminhadas para análise. Ou seja, é possível que existam formulários que ainda não chegaram na agência.

O professor Darcízio Rodrigues de Morais, 55 anos, deu entrada na aposentadoria em novembro, quando a reforma nacional começava a ser desenhada. Na época, segundo ele, o Congresso discutia se haveria ou não algum artigo vinculando as regras aos estados.

“Tive medo que ela interferisse na minha aposentadoria, então abri o processo. Dia 9 a Ageprev autorizou meu afastamento para esperar em casa o resultado final dos trâmites. Achei que os textos das leis não resolveram a questão dos privilegiados como prometiam”, comenta o servidor.

Além de Mato Grosso do Sul, pelo menos nove estados já aprovaram reformas locais na previdência. O texto nacional não cita os entes federativos, mas existe uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) tramitando no Senado que estende os efeitos para todos eles. A expectativa é de que essa norma siga para votação em maio.

MUDANÇAS

Conforme o texto, a idade mínima para a aposentadoria continua 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, e o tempo mínimo de contribuição para os servidores foi mantido em 25 anos. Há exceções para policiais civis, agentes socioeducativos e agentes penitenciários.

Os chefes e integrantes dos principais cargos do Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradoria Geral do Estado terão tratamentos com ressalvas.

A rigor, as regras de aposentadorias no teto de R$ 5,8 mil (mais a previdência complementar, que é opcional) são válidas para todos os servidores. Estas categorias, porém, ficam vinculadas ao mesmo nível de tratamento que os magistrados terão daqui para frente, o que segundo juristas ouvidos pelo Correio do Estado, poderá abrir brechas para a manutenção de benefícios para seus integrantes.

Procedimentos preparatórios e a concessão de benefícios serão de responsabilidade dos chefes dos poderes. A obrigação de consultar a Agência Estadual de Previdência (Ageprev) para a concessão do benefício foi mantida, mas o parecer da instituição responsável pela gestão dos recursos, terá o caráter apenas “opinativo e não vinculante”.

Agora, antes de anular uma aposentadoria em que tempo foi contado duplamente, por acumulação de cargos e sem a comprovação da contribuição pelo servidor, será necessário lhe garantir o contraditório ou ampla defesa.

Para os policiais civis o texto estabelece a idade mínima de 55 anos para homens e mulheres. No caso dos policiais já em serviço, desde que atendidos os tempos mínimos de contribuição, a idade mínima cai para 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. As mesmas regras são estendidas aos agentes socioeducativos e aos agentes penitenciários (agora policiais penais).

Oportunidaded

Inscrições para concurso da Alems com salário de R$8 mil encerram amanhã (2)

No total, são 80 vagas entre cargos para nível médio e superior

01/02/2026 12h30

Inscrições para concurso da ALEMS se encerram amanhã (2)

Inscrições para concurso da ALEMS se encerram amanhã (2) Divulgação/Alems

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As inscrições para o concurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vão até esta segunda-feira (2). As inscrições foram abertas no dia 12 de janeiro com 80 vagas e cadastro reserva para cargos de nível médio e superior. 

No total são 35 vagas para os candidatos com ensino médio completo nas áreas para técnico legislativo nas seguintes especialidades: administrativa, audiovisual, fotografia, informática, motorista, operação de áudio, polícia legislativa, refrigeração e climatização, e tradução de libras.

Para os candidatos com ensino superior completo, são 45 vagas para analista legislativo nos cargos de administrador, arquiteto, arquivista, assistente social, biblioteconomista, cerimonialista, contador, enfermeiro, engenheiro civil, engenheiro eletrônico e de telecomunicações, engenheiro mecânico, jornalista,  museólogo, nutricionista, pedagogo psicólogo, publicitário e revisor/redator.

Além desses, ainda há vagas para quem possui especialidade ou está na área: administrativa, controle interno, design gráfico, jurídico (com formação em direito), Rádio e TV, e Tecnologia e Informação.

No edital publicado no mês de dezembro de 2025, o salário base para candidatos do ensino médio é de R$ 1.964,88, com remuneração inicial de 4.912,20. Para quem tentará a vaga do ensino superior, a base salarial é R$ 3.212,26, com remuneração inicial de 8.030,65.

A taxa de inscrição para candidatos que disputarão as vagas de técnico (ensino médio completo) é de R$ 140, e para vagas de analista (superior completo) é de R$ 180. A data limite para pagamento da taxa é no dia 3 de fevereiro, um dia após o encerramento das inscrições. 

Quem pode se inscrever

Além dos requisitos referente a escolaridade, é necessário que aquela ou aquele que deseja se candidatar atenda as seguintes características:

a) ter nacionalidade brasileira ou estar dentro do que estabelece o decreto nº 70.391/72 e nº 70.436/72 e da Constituição Federal, artigo 12, parágrafo 1º;
b) ter idade mínima de 18 (dezoito) anos;
c) estar em dia com as obrigações eleitorais;
d) estar em dia com os deveres do Serviço Militar, para os candidatos do sexo masculino;
e) não registrar antecedentes criminais, achando-se no pleno exercício de seus direitos civis e políticos;
f) Aptidão Física e Mental para o exercício do cargo.

A princípio, as inscrições são de forma remota e vão até às 23h59 do dia 02 de fevereiro de 2026, no horário oficial de Brasília. Segundo o edital, ela poderá ser prorrogada por necessidade de ordem técnica e/ou operacional, a critério da ALMS ou da Fundação responsável.

As inscrições devem ser realizadas pelo site https://www.concursosfcc.com.br/.

 

Irônico

Justiça mantém prisão preventiva de influencer da Capital por quebra de medida protetiva

Daniele Santana foi presa na sexta-feira (30)

01/02/2026 11h00

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia

Coach Irônica vai continuar presa após audiência de custódia Reprodução Redes Sociais

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A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, a "Coach Irônica", presa na última sexta-feira (30) após descumprir medida protetiva em Campo Grande, passou por audiência de custódia da manhã deste domingo (01). A decisão da Justiça foi de manter a prisão de Daniele por suposto descumprimento de medida protetiva contra a sogra e a cunhada. 

A defesa da influencer alegou que o prazo marcado para a audiência de custódia foi indevida, já que Daniele foi presa no final da tarde de sexta-feira (30) e a audiência só foi marcada para domingo, um prazo maior que 24 horas, como consta na legislação penal. Por essa razão, pediu a soltura imediata da mulher, mas o pedido foi negado. 

De acordo com o advogado de defsa, Oswaldo Meza, o pedido para revogação da prisão de Daniele já foi feito e classificou a situação como "perseguição". 

O pedido de prisão da "coach" foi expedido pela A 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande, atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual. 

Daniele Santana Gomes é investigada no âmbito da Lei Maria da Penha. O mandado de prisão fundamenta-se em descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência.

O processo tramita em segredo de justiça, o que limita o acesso a detalhes sobre as circunstâncias exatas das agressões ou ameaças. No entanto, o documento revela que a defesa da acusada tentou ocultar informações sobre testemunhas, pedido que foi prontamente indeferido pela magistrada responsável pelo caso.

A juíza Tatiana Decarli, ao proferir a decisão, destacou a necessidade da prisão para garantir a efetividade das medidas cautelares e a proteção das vítimas e testemunhas.

"Diante do exposto, DEFIRO o pedido do Ministério Público para a decretação da prisão preventiva de Daniele Santana Gomes... Peças sigilosas à defesa técnica subsistem apenas quando há medidas cautelares pendentes de cumprimento, sendo tais informações cruciais para a efetividade da medida", registrou a magistrada no documento.

A decisão reforça que, embora o sigilo seja levantado após as diligências, o acesso imediato a certos documentos foi vedado para não comprometer a prisão.

A defesa de Daniele Santana Gomes ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão.

Polêmica

A influencer Daniele Santana Gomes já esteve envolvida em polêmicas envolvendo perseguição e frases gordofóbicas. 

Um médico denunciou a influencer por afirmar que, em seus conteúdos, Daniele “não se limita a narrar inverdades, mas deliberadamente forja acusações falsas, lançando contra os querelantes insinuações torpes e infundadas, com o claro intuito de destruir sua honra e credibilidade, tanto em âmbito pessoal quanto profissional”. 

Em outro episódio, Daniele divulgou em suas redes sociais um conteúdo, o qual afirma que foi processada por Firmino Cortada, também influenciador. Ele a acusa de perseguição após a ex-professora da Rede Municipal publicar vídeo falando sobre influenciadores que receberam dinheiro para questionar a liquidação do Banco Master. 

Firmino também processou Daniele pelo uso indevido de sua imagem e cobra na Justiça o valor de R$ 15 mil. O caso corre na 10ª Vara Cível de Campo Grande.

Entre os alvos de Daniele estão médicos, clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos em outros estados do País além de Mato Grosso do Sul. 

Entre os alvos apontados pela investigação estão médicos e clínicas, empresários, jornalistas, advogados, políticos, influenciadores digitais e até igrejas, em diferentes estados do país. Segundo o relatório, a atuação rendeu à investigada o apelido de “pistoleira digital”. 

 Em consulta ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o nome de Daniele Santana Gomes aparece pelo menos 20 vezes em processos que envolvem perseguição, calúnia ou difamação.  

 

*Colaborou João Pedro Flores

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