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SEGURANÇA PÚBLICA

Câmara e Assembleia iniciam debates por segurança em escolas

MS tem aumento de ameaças de ataques após o massacre de Suzano (SP)

23 ABR 19 - 09h:45RAFAEL RIBEIRO

Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul e vereadores de Campo Grande implantarão, durante esta semana, comissões especiais para avaliar e debater em audiências públicas medidas para coibir o aumento no número de ameaças de ataque em escolas desde que aconteceu o atentado a tiros em uma escola estadual de Suzano (SP) que deixou dez pessoas mortas no dia 13 de março.

Nesta terça-feira (23),  os deputados iniciam os trabalhos do Plano Estratégico de Segurança nas Escolas, nome dado ao evento que será realizado durante o período da tarde e que inicia os debates para a formulação de projetos visando aumentar a segurança das unidades de ensino.

"É preciso agir, planejar, antecipar aos acontecimentos trágicos", disse o deputado Coronel David (PSL), o criador do plano.

Na verdade, o ex-comandante-geral da Polícia Militar é o quarto parlamentar da Casa a levar o tema ao plenário. Seis dias após os ataques, deputados estaduais já registraram projetos de leis com objetivo de intensificar a segurança nas escolas, principalmente as da rede estadual. É mais uma tentativa após projetos anteriores fracassarem.

Dois desses projetos considerados mais polêmicos partiram de João Henrique Catan (PR), que propõe a implantação de câmeras de segurança e a existência de paiol com armamento químico e menos que letal em todas as escolas estaduais. Ou seja, gás lacrimogênio e pistolas de choque elétrico.

Segundo a proposta apresentada, o objetivo de Catan é "prevenir e apurar a autoria de atos criminosos ou nocivos à segurança da comunidade escolar e à preservação do patrimônio da escola."

Ainda de acordo com o texto, as câmeras deverão ser instaladas nas áreas de circulação internas e externas e um cartaz deverá ser afixado em cada escola para avisar sobre o monitoramento por meio de câmeras de vídeo no local. As imagens capturadas pelo sistema de câmeras deverão ser ininterruptamente gravadas e armazenadas por período igual ou maior que 180 dias.

Além dos dois projetos, o deputado Zé Teixeira (DEM) apresentou outra ideia: a instalação de detectores de metais nas escolas e universidades públicas de Mato Grosso do Sul. Estes equipamentos ficariam na entrada do acesso às unidades, com mais de 250 alunos por turno, nas cidades com mais de 50 mil habitantes.

As propostas fracassaram e foram reprovadas quando levadas à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

Na Câmara Municipal, os debates começam na manhã de sexta-feira (26). O edital de convocação feito pela Comissão Permanente de Juventude da Casa foi publicado na edição de segunda (22) do Diário Oficial do Município e, segundo o texto, tem como objetivo  "discutir sobre a Segurança dos estudantes, docentes, demais servidores e comunidade escolar da Rede Pública de Ensino."

CASOS

Ocorrências do tipo se tornaram comuns nas escolas desde a tragédia de Suzano (SP), cidade onde oito pessoas foram assassinadas em massacre protagonizado por dois adolescentes em uma escola estadual da cidade paulista, em março.

Depois do massacre em Suzano (SP) as escolas e os pais estão com medo e em alerta com todos os sinais de possíveis ataques. Na última semana, dois casos de ameaças em escola causaram pânico em Campo Grande.

Na noite de ontem, quarta-feira (10) a polícia foi chamada para a escola Hércules Maymone, no bairro Itanhangá Park, pois havia um roteamento Wi-fi com o nome “MASSACRE HERCULES ÀS 20:30”. Funcionários e alunos entraram em pânico, mas a polícia, com a ajuda de um aplicativo, identificou o aluno que imediatamente confessou o ato e disse que escreveu "em tom de brincadeira". O jovem, de 18 anos, foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, teve o celular apreendido e foi liberado.

Esse caso não foi o único que causou tumulto. Na escola Paulo Freire, no bairro Chácara Cachoeira, um aluno do sétimo ano informou a um colega que estaria planejando um massacre. Segundo testemunhas, o menino já teria uma lista com o nome de alguns professores e alunos da escola e afirmou que usaria a arma do pai na sexta-feira, durante o período da aula, para realizar o ato.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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