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Campo Grande - MS, segunda, 19 de novembro de 2018

SEGURANÇA DE FRONTEIRA

Deputados culpam União pela
ação do "novo cangaço" em Chapadão

Parlamentares pedem mais atenção para segurança do Estado

10 NOV 2018Por IZABELA JORNADA15h:00

Deputados estaduais usaram a tribuna para criticar ações de violência, assaltos em bancos e lojas do interior, eles colocaram a culpa das ações na União. "É necessário apoio do governo federal para combater o crime organizado. O Ministro da Justiça (Raul Jungmann) fez compromisso de visitar o Estado com frequência, mas não voltou mais. Mato Grosso do Sul exige cuidado especial, porque é corredor do crime. Tem que aumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal. Se fecharmos aqui, os índices de violência diminuem”, declarou Cabo Almi (PT).

Os parlamentares trouxeram para a tribuna, na última sessão, o debate sobre a quadrilha que explodiu caixas eletrônicos e cofres de agências bancárias na cidade de Chapadão do Sul. O deputado Paulo Corrêa (PSDB) classificou a atividade como “um plano orquestrado, com ações cinematográficas de violência”. Corrêa chamou atenção das autoridades sobre o medo em que os moradores do local se encontram. “A população está totalmente assustada e traumatizada. Casas distantes cerca de 50 metros de onde ocorreram as explosões tiveram os vidros quebrados. Eu fiquei chocado com as fotos que vi. O cara encapuzado com fuzil na mão como se fosse um palco de guerra. Isso não é comum em MS, muito menos em Chapadão, que vive do agronegócio. Quero registrar meu pesar e meu descontentamento”, disse o deputado. Corrêa também cobrou mais ações na área da segurança. “Temos muito que fazer pela nossa polícia, o crime organizado cresceu”, afirmou.

Na sequência, o deputado Barbosinha (DEM) defendeu ações para combater esse tipo de crime. “Isso reforça a necessidade de policiamento de fronteira para impedir o tráfico de armas pesadas. Os criminosos escolhem cidades estratégicas para agir, com pouco policiamento e dificuldades do reforço policial chegar rapidamente à localidade. É preciso reforçar a segurança não só com mais pessoas, mas com trabalho de inteligência”, analisou Barbosinha. 

O CASO
Na madrugada da última quarta-feira (7), bandidos armados com fuzis de grosso calibre explodiram dois bancos e arrombaram duas lojas no centro de Chapadão do Sul. Os criminosos, em duas caminhonetes, chegaram a atirar perto do batalhão da Polícia Militar, como forma de intimidar os policiais enquanto comparsas saqueavam caixas eletrônicos. Esta modalidade de roubo é conhecida novo cangaço, por conta do modo como a ação é executada.

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